La neuropsicóloga María Eugenia Ramírez Vadillo expone en este artículo todos los detalles sobre la importancia de la psicoeducación en el desarrollo infantil y presenta el caso de éxito de un niño con TDAH.
O que é a psicoeducação?
Quantas vezes você sentiu que criar um filho é um desafio que não vem com instruções claras? Se você é pai, docente ou terapeuta, sabe que cada criança tem um mundo emocional e cognitivo único. É aí que a psicoeducação transforma vidas.
Desde que iniciei minha prática terapêutica, me surpreendeu o pouco que, como profissionais, incentivamos o trabalho em equipe. A psicoeducação, no entanto, tornou-se a ferramenta-chave que permitiu que nosso consultório fosse reconhecido por fazer a diferença.
A definição de psicoeducação encontramos con el Dr. Bulacio y dice a la letra: “Se entiende por psicoeducación al proceso que permite brindar a los pacientes la posibilidad de desarrollar, y fortalecer sus capacidades para afrontar las diversas situaciones de un modo más adaptativo.”
Psicoeducação no desenvolvimento infantil
As crianças tendem a vir à terapia seja por “queixas” de seus professores ou porque não as “conseguem controlar” em casa. Ao chegar à consulta encontravam um ambiente relaxado e organizado, os pais recebiam relatórios de trabalho e algumas ferramentas para casa.
As sugestões estavam no âmbito de quase qualquer livro texto mas os pais de nossos pequenos mantinham a sugestão uma semana e a esqueciam ou não faziam a tentativa porque “é por demais”, “é uma sugestão absurda”, “é uma ferramenta ridícula”.

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O que pudemos notar?
A psicoeducação é muito importante no desenvolvimento infantil devido à grande carga emocional que implica ser pais. Muitos deles, com seus próprios diagnósticos do espectro neurodivergente.
Efetivamente, as perguntas que fomos nos fazendo incluíam:
- Como você pede a um tutor que ensine seus filhos a ter uma rotina de limpeza se eles têm dificuldade em lavar um prato?
- Como facilitar a leitura em uma criança quando sua mãe não consegue passar da primeira linha do livro que mantém na mesinha de cabeceira?
- Como você apoia seu filho com medo de palco quando vai apresentar, se a você, como pai, dá vergonha corrigir o troco no caixa do supermercado ao perceber que lhe deram errado?
Aqui está, a importância da psicoeducação no desenvolvimento infantil.
Mães, pais e docentes, juntamente com os terapeutas, necessitam da psicoeducação; a qual nos leva à conscientização de nossas próprias limitações, desaprender-reaprender, rompendo paradigmas.
Áreas-chave na psicoeducação para crianças
1. Emoções e sentimentos
A idade das crianças afeta a expressão das emoções. O cérebro dividido em hemisfério direito e esquerdo (emocional e lógico) ainda não trabalha em equipe, isso faz com que sua reação a diversas situações seja, por lo geral, “do estômago” com frases que aos pais parecem exageradas: “Vou morrer!, Você não me ama mais!”. Em poucas palavras “um tsunami emocional”.
Se sua reação materna/paterna vem do seu hemisfério esquerdo tentando explicar os fatos, a resposta do seu filho será o caos, não há contenção emocional na explicação racional.
E, por outro lado, se sua resposta materna/paterna for do hemisfério emocional, o drama e as birras aparecerão imediatamente.
A ideia da psicoeducação é dar ferramentas aos pais para reagir no tempo útil a partir do hemisfério emocional, conter, falar sobre o ocorrido, completar os detalhes e continuar com as atividades do momento (incluindo ir para a cama caso aconteça nesse instante).
2. Neurodesenvolvimento
Inclui os processos cognitivos, biológicos e sociais particulares que conduzam a criança à autonomia e ao autocuidado.
Conscientiza-se sobre a plasticidade neuronal e incluem-se atividades de neuropsicologia como as que aplicamos em CAISEM com a plataforma de NeuronUP.
3. Desenvolvimento da linguagem
A criança necessita de uma linguagem clara e adequada à sua idade. Há crianças que chegam ao nosso consultório com defasagens de linguagem, o que dificulta a comunicação com seus pares.
A terapia de linguagem está incluída na psicoeducação.
4. Convivência social
A psico-expressão conduz as crianças a descobrir ferramentas de socialização, a modular sua voz, a fazer leituras em voz alta, a conhecer contos, poemas, peças de teatro e perder, aos poucos, o medo de enfrentar o público.
5. Desenvolvimento escolar
Com apoio dos docentes, incentivamos o uso de material sensorial para ajudar na concentração do menor em sala de aula.
Conhecemos as limitações quando os grupos são muito numerosos e sabemos que há escolas com protocolos muito rígidos. Se estamos nessa posição, costumamos não exigir. A psicoeducação escolar em alguns lugares ainda está engatinhando.
6. Ambiente em casa
É o mais importante na psicoeducação, pois é o lugar seguro onde a criança navega pelas necessidades individuais e coletivas da família.
Os tutores precisam observar suas próprias atitudes e limitações para se dar a oportunidade de errar.
Como lo llevamos a cabo?
Para a integração do esquema corporal e emocional utilizamos:
- Terapia de jogo, terapia emocional, terapia de linguagem, Psico-expressão, musicoterapia e dançaterapia.
- Para a área de aprendizagem e neurodesenvolvimento, utilizamos o balanço sensorial e o tablet com a plataforma NeuronUP. Alguns dos nossos pacientes jovens passam tempo demais em aparelhos eletrônicos. Para eles, preparamos as atividades em papel da NeuronUP.
- Enviamos atividades para casa.
Qual é o impacto da psicoeducação nas infâncias e em seus pais?
A psicoeducação influencia de forma significativa dois pilares do desenvolvimento infantil: a aprendizagem e o bem-estar emocional.
Impacto da psicoeducação na aprendizagem
Ao fornecer ferramentas a pais, docentes e terapeutas, as crianças se beneficiam de um ambiente estruturado e compreensivo. Por exemplo:
- Rotinas claras e consistentes: Facilitam a organização mental e promovem a autonomia.
- Atividades multissensoriais: Estimulam a atenção, a memória e a criatividade, tornando a aprendizagem uma experiência significativa.
- Estratégias personalizadas: Em casos de neurodivergência, como TDAH ou dislexia, as adaptações a partir da própria neurodivergência do pai fazem com que a criança se sinta capaz e motivada.
Impacto da psicoeducação no bem-estar emocional
- A psicoeducação permite que os adultos reconheçam e validem as emoções das crianças, reduzindo a incidência de frustrações e conflitos familiares.
- Ao trabalhar a autorregulação emocional, as crianças desenvolvem resiliência e segurança em si mesmas.
- Promove relações mais saudáveis com seus pares, melhorando a convivência escolar e social.
Compartilhamos com você um caso prático em nossas instalações, alteramos detalhes para proteger nosso paciente e em apoio à lei de segurança da informação.
Caso de sucesso: Juan e a magia da psicoeducação
Juan, de 8 anos, chegou à consulta porque seu pai havia falecido no mês anterior. Conforme avançou sua terapia tanatológica, recebemos a “queixa” por parte de seu professor que dizia que era “impossível mantê‑lo quieto” e que se negava a participar de exposições. Em casa, sua mãe estava desesperada porque qualquer rotina parecia um campo de batalha e, além disso, Juan costumava brigar com seus colegas e com o irmão mais novo desde antes da morte do pai.
A mãe recebeu um dia a ligação do psiquiatra do pai que informou que o senhor tinha TDAH.
Decidimos encaminhá‑lo à nossa consulta neuropsicológica e, após avaliá‑lo, descobrimos que apresentava dificuldades na autorregulação emocional e um perfil compatível com TDAH, como mostra o resultado do seu teste de triagem:

Além disso, sentia‑se inseguro ao falar diante de outros e isso gerava impacto em suas relações sociais e escolares.
O que fizemos?
1. Trabalho com a mãe
Ensinamos à mãe a validar as emoções dele e a implementar rotinas claras sem recorrer a repreensões.
Foi difícil impor limites ao uso de aparelhos eletrônicos, mas introduzimos estratégias para melhorar a comunicação em casa e reforçar suas conquistas, por menores que fossem.
2. Intervenção direta com Juan
Utilizamos atividades da NeuronUP para trabalhar sua atenção, memória e organização, assim como estratégias de contenção.

Psicoexpressão: Aqui, Juan começou a explorar suas emoções e a expressá‑las de maneira criativa através de jogos teatrais, leituras em voz alta e dinâmicas em grupo. Isso não só melhorou sua relação com os colegas, como também o ajudou a vencer o medo de se apresentar em sala de aula.
3. Escola
Conversamos com o professor e propusemos pausas breves entre as atividades. Também foram introduzidos materiais sensoriais para ajudar Juan a manter a concentração.
A psicóloga escolar estava disposta a apoiar; no entanto, a própria sala foi um foco de alerta. A turma era composta por quase 25 estudantes e o docente teve dificuldade em oferecer apoio individual a Juan.
Resultados
Em seis meses de trabalho, Juan apresentou mudanças significativas. Sente‑se mais seguro para interagir com os colegas, consegue permanecer mais tempo focado e, apesar de ainda não conseguir ficar sentado, começou a apresentar seus trabalhos em sala, embora no início fossem pequenas participações. Os conflitos em casa diminuíram, e sua mãe relata sentir‑se mais conectada com ele e em relação à família.
Ainda há trabalho a ser feito. No entanto, o mais notório são as mudanças de comportamento que Juan promoveu em si mesmo e a recuperação de sua autoestima.
Conclusão
A psicoeducação nos lembra que nenhuma criança está destinada a “falhar”, mas que cada uma precisa de ferramentas específicas para brilhar. Quando os adultos ao redor se educam emocional e cognitivamente, o impacto na criança é imediato: ela se sente compreendida, valorizada e capaz. Não há investimento melhor do que trabalhar juntos para que as crianças cresçam com a confiança e as habilidades necessárias para enfrentar o mundo.
No CAISEM, junto com a NeuronUP, estamos criando um caminho mais simples para que essa psicoeducação seja integral e com resultados adequados para cada necessidade do espectro neurodivergente.
Bibliografia
- Bulacio, Juan Manuel, et al. (2004). O uso da Psicoeducação como estratégia terapêutica. XI Jornadas de Investigación. Facultad de Psicología-Universidad de Buenos Aires, Buenos Aires. https://www.aacademica.org/000-029/16
- Siegel, Daniel & Payne Bryson, Tina. (2020) O Cérebro da Criança. Edit. Alba.







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