O neuropsicólogo Salus Corpas Molina compartilha uma análise do transtorno de ansiedade generalizada (TAG) sob a perspectiva da neuropsicologia, abordando os mecanismos cognitivos afetados e como avaliá-los.
No transtorno de ansiedade generalizada (TAG), o problema não é apenas preocupar-se demais. O cerne está em uma mente que tenta antecipar tudo, vigiar tudo e manter abertas possibilidades demais ao mesmo tempo. Sob a perspectiva da neuropsicologia, isso é melhor compreendido quando observamos como a atenção, a memória de trabalho, a flexibilidade cognitiva e a tolerância à incerteza podem ficar presas em um modo de funcionamento dominado pelo estado de alerta.
Introdução
À primeira vista, o transtorno de ansiedade generalizada (TAG) pode parecer um excesso de preocupação. De fato, muitas pessoas o descrevem assim: “fico pensando demais em tudo”. No entanto, essa formulação é insuficiente.
No TAG, não há apenas um aumento quantitativo de pensamentos preocupantes, mas uma forma particular de processar informações, antecipar o futuro e responder à incerteza. A pessoa não apenas pensa mais, mas pensa a partir de uma posição de vigilância constante, como se sua mente precisasse se antecipar a cada possível problema antes de se permitir descansar.
Essa perspectiva é especialmente útil em um contexto como o da neuropsicologia. Não porque o TAG deva ser reduzido a um problema cognitivo, mas porque boa parte de seu impacto é mais bem compreendida quando observamos processos como a atenção seletiva, a memória de trabalho, a flexibilidade cognitiva ou a tomada de decisões.
As evidências atuais sugerem que pessoas com transtorno de ansiedade generalizada podem apresentar alterações ou ineficiências em várias funções executivas, especialmente na memória de trabalho e na flexibilidade cognitiva, além de uma tendência acentuada a se orientar para a ameaça e a tolerar mal a incerteza (Langarita-Llorente & Gracia-García, 2019; Nguyen et al., 2025; Wilson et al., 2023).
O que é o transtorno de ansiedade generalizada sob a perspectiva da neuropsicologia
O transtorno de ansiedade generalizada (TAG) caracteriza-se clinicamente por uma preocupação excessiva, persistente e difícil de controlar, frequentemente acompanhada de inquietação, tensão muscular, fadiga, irritabilidade, alterações do sono e dificuldade de concentração. No entanto, quando o observamos sob uma lente neuropsicológica, o relevante não é apenas enumerar sintomas, mas entender quais processos mentais estão envolvidos em sua manutenção.
Alterações do transtorno de ansiedade generalizada nas funções executivas
Uma revisão sistemática recente sobre a neuropsicologia do transtorno de ansiedade generalizada concluiu que os achados mais consistentes apontam para dificuldades na atenção, na memória, nas funções executivas e na velocidade de processamento, embora exista certa heterogeneidade metodológica entre os estudos (Langarita-Llorente & Gracia-García, 2019).
Mais recentemente, uma metanálise com mais de 13.000 participantes constatou que o TAG está associado de forma robusta a pior memória de trabalho e pior flexibilidade cognitiva, enquanto os resultados sobre controle inibitório são menos consistentes (Nguyen et al., 2025). Isso é compatível com a experiência clínica: quando uma parte importante dos recursos mentais está ocupada por antecipações, revisões e simulações de ameaça, torna-se mais difícil manter informações relevantes, mudar o foco e tomar decisões com clareza.
Em termos simples, o transtorno de ansiedade generalizada não é apenas um transtorno de “preocupação”. É também um modo de funcionamento no qual a mente fica excessivamente orientada a detectar riscos, manter cenários futuros em aberto e buscar uma certeza que nunca chega de fato.
Processos mentais e manifestação do transtorno de ansiedade generalizada na vida cotidiana
Muitas pessoas com transtorno de ansiedade generalizada não parecem sobrecarregadas externamente. Trabalham, organizam, cuidam, respondem, cumprem suas obrigações. Mas, internamente, funcionam com uma carga mental constante. Têm dificuldade para deixar assuntos sem revisar, tolerar não saber, delegar sem verificar depois ou aceitar uma decisão razoável sem continuar pensando nela. No consultório, é comum ouvir frases como “sei que é improvável, mas preciso considerar essa possibilidade”, “só fico tranquilo depois de revisar tudo” ou “minha cabeça nunca desliga”.
Do ponto de vista neuropsicológico, isso faz sentido. Se a atenção se orienta preferencialmente para sinais de ameaça ou para informações potencialmente problemáticas, e a memória de trabalho se enche de cenários que exigem acompanhamento mental, a sensação subjetiva não será apenas de ansiedade. Também surgirão saturação, cansaço cognitivo, lentidão para decidir, dificuldade de concentração e a impressão de ter sempre algo pendente. Nesse contexto, o cérebro funciona como um navegador com abas demais abertas: nenhuma chega a ser completamente fechada, e cada uma exige recursos (Newman et al., 2013; Pergamin-Hight et al., 2015).
Mecanismos cognitivos no transtorno de ansiedade generalizada: o que está falhando?
A intolerância à incerteza como motor do transtorno
Um dos processos centrais do transtorno de ansiedade generalizada é a intolerância à incerteza. Ela não se refere simplesmente a preferir a clareza ou a sentir desconforto diante da dúvida, algo completamente humano. Refere-se a vivenciar a incerteza como algo especialmente ameaçador, injustificável ou difícil de suportar. Quando isso acontece, a mente tenta compensá-la gerando mais previsão, mais análise e mais controle mental.
As evidências recentes sustentam que a intolerância à incerteza é um mecanismo central no TAG. Uma metanálise constatou que tratamentos psicológicos eficazes para esse transtorno também estão associados a reduções relevantes na intolerância à incerteza, o que sugere que não se trata de um fenômeno periférico, mas de uma peça importante do problema (Wilson et al., 2023). Além disso, também foi observada uma relação entre intolerância à incerteza e dificuldades na tomada de decisões em pacientes com TAG, especialmente quando a situação não oferece garantias claras (van der Heiden et al., 2019).
Viés atencional para a ameaça
A atenção não funciona como uma câmera neutra. Na ansiedade, e particularmente no TAG, tende a inclinar-se para sinais ameaçadores ou ambíguos interpretados como problemáticos. Uma metanálise clássica mostrou um viés atencional pequeno, mas consistente, para a ameaça nos transtornos de ansiedade (Pergamin-Hight et al., 2015). Embora o tamanho do efeito não explique sozinho todo o quadro clínico, ele ajuda a entender por que algumas pessoas com transtorno de ansiedade generalizada se “prendem” tão rapidamente a notícias, gestos, sintomas físicos ou pequenos indícios que passariam despercebidos para outras pessoas.
Na prática, isso significa que a mente detecta primeiro aquilo que pode ser perigoso, atribui-lhe mais peso e demora mais para deixá-lo de lado. O resultado não é apenas uma preocupação maior, mas um processamento cada vez mais treinado para buscar o que pode dar errado.
Sobrecarga da memória de trabalho e fadiga cognitiva
A memória de trabalho é o sistema que nos permite manter e manipular informações por um breve período para raciocinar, decidir ou resolver tarefas. Quando esse espaço mental fica cronicamente ocupado por hipóteses, dúvidas e verificações internas, diminui a eficiência cognitiva disponível para as demais demandas do dia a dia.
Isso ajuda a entender por que muitas pessoas com TAG dizem sentir-se mentalmente “lentas”, saturadas ou pouco resolutivas, mesmo quando continuam funcionando objetivamente. Nem sempre estamos diante de uma incapacidade geral, mas de um sistema cognitivo sobrecarregado. A metanálise de Nguyen et al. (2025) reforça essa ideia ao apontar um pior desempenho na memória de trabalho e na flexibilidade cognitiva. Quanto mais recursos são absorvidos pela vigilância mental, menos recursos restam para pensar com desenvoltura, decidir com economia cognitiva e descansar de verdade.
A preocupação como estratégia de controle
A preocupação tem uma armadilha: muitas vezes parece útil. Muitas pessoas com TAG não a descrevem inicialmente como algo irracional, mas como uma forma de ser responsáveis, preparadas ou prudentes. O problema é que essa estratégia raramente encerra alguma questão. Em vez disso, produz uma ilusão de controle, pois faz a pessoa sentir que está fazendo algo diante do risco, embora mantenha o estado de alerta ativado.
Diversos modelos teóricos propuseram que a preocupação repetitiva funciona como uma forma de controle cognitivo que busca reduzir a vulnerabilidade, mas acaba perpetuando o problema (Newman et al., 2013). Na mesma linha, os modelos metacognitivos ressaltam que muitas pessoas com TAG mantêm crenças positivas e negativas sobre a própria preocupação, por exemplo, que preocupar-se ajuda a prevenir ou que deixar de se preocupar seria irresponsável. Um estudo recente apoiou empiricamente esse modelo em pacientes com TAG (Nordahl et al., 2023).

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Diagnóstico diferencial no transtorno de ansiedade generalizada
Aqui é importante fazer uma distinção. Nem toda preocupação intensa é um transtorno de ansiedade generalizada. Às vezes, predomina o estresse persistente causado por circunstâncias objetivamente muito exigentes. Em outros casos, a atividade mental repetitiva se assemelha mais à ruminação depressiva, centrada em perdas, culpa, autovalorização negativa ou revisão do passado. No transtorno obsessivo-compulsivo, as dúvidas costumam ser mais intrusivas, absurdas ou egodistônicas e são acompanhadas de compulsões ou neutralizações mais ritualizadas. Também pode haver hipervigilância aprendida em contextos de trauma ou insegurança prolongada.
A diferença não é um simples detalhe diagnóstico. Ela importa porque, embora tudo possa parecer “ficar pensando demais” externamente, os mecanismos cognitivos dominantes não são exatamente os mesmos. No TAG, a preocupação costuma ser mais verbal, mais orientada para o futuro e mais vinculada à necessidade de antecipar e reduzir a incerteza (Newman et al., 2013; Langarita-Llorente & Gracia-García, 2019).
Como avaliar o transtorno de ansiedade generalizada
A avaliação do TAG não deve limitar-se à contagem de sintomas. De uma perspectiva clínica e neuropsicológica, é importante explorar como a preocupação funciona, o que a desencadeia, o que a mantém e qual custo cognitivo ela acarreta. Convém perguntar sobre o conteúdo e a frequência das preocupações, a sensação de controle, a necessidade de verificação, o impacto no sono, na concentração e nas decisões, bem como sobre a presença de comportamentos de segurança.
Também é útil avaliar processos mais específicos, como a intolerância à incerteza, as crenças metacognitivas sobre preocupar-se e a possível interferência nas funções executivas cotidianas. Essa abordagem funcional é mais útil do que um simples rótulo, pois permite entender o que está alimentando o problema em cada caso e quais objetivos terapêuticos fazem mais sentido (Wilson et al., 2023; Nordahl et al., 2023).
Estratégias de intervenção no transtorno de ansiedade generalizada baseadas em evidências
A boa notícia é que esses processos podem ser modificados. As evidências atuais mostram que os tratamentos psicológicos para o TAG podem reduzir significativamente a preocupação, a ansiedade e a intolerância à incerteza (Wilson et al., 2023). Sob uma lógica neuropsicológica, não se trata apenas de “acalmar a pessoa”, mas de ajudar seu sistema cognitivo a deixar de funcionar como se cada dúvida fosse uma emergência.
Na prática, costuma ser útil combinar psicoeducação, identificação de comportamentos de segurança, trabalho explícito sobre a relação com a incerteza e exercícios comportamentais que permitam verificar, na experiência real, que nem todo desfecho incerto termina em catástrofe. Os experimentos comportamentais centrados na intolerância à incerteza têm desempenhado um papel relevante nesse sentido, pois permitem passar do debate mental à verificação direta (Hebert & Dugas, 2019).
O objetivo não é que a pessoa pare de pensar, mas que deixe de usar a preocupação como única ferramenta para sentir-se segura. Quando isso acontece, a atenção é liberada, a carga mental diminui e a vida deixa de se organizar em torno de uma vigilância inesgotável.
Mitos frequentes sobre o transtorno de ansiedade generalizada
Um dos mitos mais difundidos é pensar que preocupar-se muito equivale a ser mais responsável. Outro é acreditar que imaginar todos os cenários deixa a pessoa mais bem preparada. Também é comum a ideia de que não é possível relaxar antes de resolver mentalmente cada possibilidade. O problema é que o TAG costuma crescer justamente aí: quanto mais se busca uma certeza total, mais se fortalece a engrenagem da preocupação.
Conclusão
O transtorno de ansiedade generalizada não é apenas um excesso de ansiedade nem um simples hábito de pensar demais. Visto sob a perspectiva da neuropsicologia, ele aparece como um padrão de funcionamento no qual a atenção, a memória de trabalho, a flexibilidade cognitiva e a tolerância à incerteza ficam organizadas em torno da antecipação de ameaças. A mente tenta fechar todas as abas do futuro, mas esse esforço constante acaba por exauri-la.
Compreendê-lo dessa forma oferece duas vantagens. A primeira é clínica, pois permite identificar melhor o que está acontecendo e não reduzi-lo a um traço de personalidade. A segunda é terapêutica, por orientar a intervenção para processos concretos que podem ser modificados.
Em última instância, ajudar uma pessoa com TAG não consiste em ensiná-la a “parar de pensar”, mas em devolver-lhe uma forma de funcionamento mental mais flexível, mais eficiente e menos escravizada pela necessidade impossível de controlar tudo.
Bibliografia
- Hebért, E. A., & Dugas, M. J. (2019). Behavioral experiments for intolerance of uncertainty: Challenging the unknown in the treatment of generalized anxiety disorder. Cognitive and Behavioral Practice, 26(2), 421–436. https://doi.org/10.1016/j.cbpra.2018.07.007
- Langarita-Llorente, R., & Gracia-García, P. (2019). Neuropsychology of generalized anxiety disorders: A systematic review. Revista de Neurología, 69(2), 59–67. https://doi.org/10.33588/rn.6902.2018371
- Newman, M. G., Llera, S. J., Erickson, T. M., Przeworski, A., & Castonguay, L. G. (2013). Worry and generalized anxiety disorder: A review and theoretical synthesis of evidence on nature, etiology, mechanisms, and treatment. Annual Review of Clinical Psychology, 9, 275–297. https://doi.org/10.1146/annurev-clinpsy-050212-185544
- Nguyen, L., Walters, J., Hutchinson, E., Liu, Y., Li, X., & Gudmundsson, C. (2025). Executive functioning in individuals with generalized anxiety disorder: A systematic review and meta-analysis. Journal of Affective Disorders, 389, Article 119683. https://doi.org/10.1016/j.jad.2025.119683
- Nordahl, H., Vollset, T., & Hjemdal, O. (2023). An empirical test of the metacognitive model of generalized anxiety disorder. Scandinavian Journal of Psychology, 64(3), 263–267. https://doi.org/10.1111/sjop.12884
- Pergamin-Hight, L., Naim, R., Bakermans-Kranenburg, M. J., van IJzendoorn, M. H., & Bar-Haim, Y. (2015). Content specificity of attention bias to threat in anxiety disorders: A meta-analysis. Clinical Psychology Review, 35, 10–18. https://doi.org/10.1016/j.cpr.2014.10.005
- van der Heiden, C., Broeren, S., Bannink, R., Crezee, K., & Zanolie, K. (2019). Intolerance of uncertainty and decision making in generalized anxiety disorder patients. Psychiatry Research, 279, 393–394. https://doi.org/10.1016/j.psychres.2019.05.031
- Wilson, E. J., Abbott, M. J., & Norton, A. R. (2023). The impact of psychological treatment on intolerance of uncertainty in generalized anxiety disorder: A systematic review and meta-analysis. Journal of Anxiety Disorders, 97, Article 102729. https://doi.org/10.1016/j.janxdis.2023.102729
Perguntas frequentes sobre o transtorno de ansiedade generalizada (TAG)
1. Quais são as alterações neuropsicológicas mais comuns no transtorno de ansiedade generalizada (TAG)?
As pesquisas mais recentes, incluindo revisões sistemáticas e metanálises, indicam que o TAG está robustamente associado a um desempenho inferior na memória de trabalho e na flexibilidade cognitiva. Embora exista heterogeneidade entre os estudos, também são observadas dificuldades consistentes na atenção, na memória geral e na velocidade de processamento.
2. Por que o TAG gera uma sensação persistente de fadiga cognitiva ou de “mente lenta”?
Esse fenômeno é explicado pela sobrecarga da memória de trabalho. Quando os recursos cognitivos são cronicamente direcionados ao processamento de hipóteses de ameaça, dúvidas e verificações internas, diminui a eficiência disponível para as demandas cotidianas. O sistema cognitivo fica “saturado”, resultando em cansaço mental e menor capacidade de pensar com desenvoltura ou decidir com economia de recursos.
3. Como o TAG afeta as funções executivas?
O TAG afeta principalmente a memória de trabalho e a flexibilidade cognitiva, pois os recursos mentais são absorvidos pela vigilância constante e pela preocupação.
4. O que diferencia a preocupação do TAG da ruminação depressiva?
De uma perspectiva funcional, a preocupação no TAG costuma ser predominantemente verbal, orientada para o futuro e estreitamente ligada à necessidade de antecipar riscos para reduzir a incerteza. Em contraste, a ruminação depressiva tende a concentrar-se em acontecimentos passados, sentimentos de perda, culpa ou autovalorização negativa.
5. Qual é o papel da preocupação como estratégia de controle cognitivo?
No TAG, a preocupação funciona como uma ferramenta que busca reduzir a vulnerabilidade e produzir uma ilusão de controle diante do risco. Muitos pacientes mantêm crenças metacognitivas positivas (acreditar que preocupar-se ajuda a prevenir problemas) e negativas (sentir que não podem deixar de fazê-lo sem serem irresponsáveis), o que perpetua o estado de alerta.
6. Como a intolerância à incerteza impacta o funcionamento cognitivo do paciente?
A intolerância à incerteza não é um sintoma periférico, mas um mecanismo central no TAG. Do ponto de vista neuropsicológico, ela gera um estado de vigilância constante, no qual a mente tenta compensar a falta de certezas por meio de excesso de previsão, análise e controle mental. Isso se traduz em dificuldades significativas para a tomada de decisões, especialmente em situações que não oferecem garantias claras.
7. Quais abordagens terapêuticas demonstram maior eficácia segundo as evidências neuropsicológicas?
Os tratamentos que conseguem modificar os processos cognitivos subjacentes são os mais eficazes. Isso inclui:
- Trabalho sobre a intolerância à incerteza: por meio de experimentos comportamentais que permitem passar do debate mental à verificação direta na experiência real.
- Flexibilidade cognitiva: ajudar o sistema a deixar de reagir a cada dúvida como se fosse uma emergência, liberando assim os recursos da atenção e da memória de trabalho.
- Abordagem metacognitiva: identificar e modificar as crenças sobre a utilidade da preocupação.







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