TESTE
Flexibilidade cognitiva (Task Switching)
Mudança de tarefa, set shifting e controle executivo
Capacidade para mudar de critério mental sem se equivocar. Detecta rigidez cognitiva e dificuldades para se adaptar a situações cambiantes, frequentes após dano frontal.
O QUE É O TESTE
Mudar de critério sem se perder
Inspirada na tarefa clássica de julgamento numérico de Allport et al. (1994), implementa o nível de controle episódico de Koechlin e Summerfield (2007). É o teste mais exigente da bateria SPAIn em termos executivos.
Um sinal (× ou +) indica ao usuário qual das duas regras deve aplicar ao número que aparecerá depois: par/ímpar ou maior/menor que 5. As regras vão mudando. Mede a capacidade de alternância entre conjuntos de regras, marcador central da flexibilidade cognitiva e da reconfiguração estratégica diante de ambientes cambiantes (Periáñez et al., 2024).
COMO É APLICADO
Sinal × ou + → regra → número → resposta
Símbolo “×”: Indica que a regra seguinte é par/ímpar. O usuário deve julgar se o número que aparece é par ou ímpar.
Símbolo “+”: Indica que a regra seguinte é maior/menor que 5. O usuário deve julgar se o número é maior ou menor que 5.
Feedback: Após cada resposta, o sistema indica se foi correta, incorreta, rápida demais (antes do estímulo) ou lenta demais (fora da janela).
O QUE O TESTE MEDE
Indicadores e sua interpretação
A análise diferenciada entre ensaios de mudança (switch) e ensaios de repetição permite calcular o custo de mudança, marcador-chave da flexibilidade cognitiva.
Acertos totais
Precisão global. Capacidade de aplicar corretamente as regras em contextos cambiantes.
Altos: boa flexibilidade cognitiva.
Baixos: rigidez, erros perseverativos.
Acertos em repetição
Quando a regra se mantém. Estabilidade do set cognitivo já estabelecido.
Altos: consolidação da regra, baixo nível de distração.
Baixos: distratibilidade, falhas na automatização.
Acertos em mudança (switch)
Indicador-chave da flexibilidade. Quando é preciso abandonar a regra anterior e aplicar a nova.
Altos: atualização eficiente do set atencional.
Baixos: rigidez mental, erros perseverativos.
TR acertos
Tempo médio em respostas corretas. Eficiência geral de processamento.
Lentos: lentificação ou estratégia conservadora.
Rápidos: eficiência e automatização.
TR em repetição
Eficiência em condições estáveis, sem demanda de flexibilidade.
Lentos: baixa automatização, fadiga, interferência residual.
Rápidos: set bem consolidado.
TR em mudança (custo de mudança)
Indicador principal. Custo de mudar de critério (TR switch − TR repetição). Mede a eficiência do set shifting.
Alto: rigidez mental, dificuldade de atualização.
Baixo: flexibilidade eficiente.
Erros em mudança
Erros específicos após uma mudança de regra. Sensíveis a perseverações.
Altos: rigidez, dificuldade para inibir a regra anterior.
Baixos: mudança eficaz do set.
Variabilidade do TR
Estabilidade na aplicação do set cognitivo.
Alta: execução inconsistente, lapsos atencionais.
Baixa: controle executivo estável.
Fadiga do TR
Mudança do TR entre 25% final e inicial sob demanda de flexibilidade.
Alta: fadiga executiva progressiva.
Baixa: resistência cognitiva.
TR erros
Latência em erros. Caracteriza se as falhas vêm por impulsividade ou hesitação.
Lentos: hesitação, sobrecarga.
Rápidos: impulsividade.
Omissões
Lapsos atencionais ou dificuldades para integrar a chave contextual da mudança.
Equilíbrio velocidade-precisão
Estratégia adotada (viés conservador ou impulsivo).
REFERÊNCIAS
Bibliografia
- Allport, A., Styles, E. A., & Hsieh, S. (1994). Shifting intentional set: Exploring the dynamic control of tasks. In C. Umiltà & M. Moscovitch (Eds.), Attention and performance XV.
- Koechlin, E., & Summerfield, C. (2007). An information theoretical approach to prefrontal executive function. Trends in Cognitive Sciences.
- Periáñez, J. A., Lubrini, G., & Ríos-Lago, M. (2024). Flexibilidad cognitiva y cambio de tarea en SPAIn. NeuronUP / UNED / UCM.
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