TESTE
Symbol Digit Modalities Test (SDMT)
O marcador mais sensível da velocidade de processamento
Teste breve de pareamento símbolo-dígito (Smith, 1982) considerado a medida mais sensível à lentificação cognitiva na esclerose múltipla e incluído nas baterias BRB, MACFIMS e BICAMS. A versão digital acrescenta tempo de resposta por item, variabilidade, fadiga, curva de aprendizagem e memória incidental.
O QUE É O TESTE
Uma medida pura de velocidade de processamento
Comercializado por Smith (1982), o SDMT pede ao avaliado que pareie o mais rápido possível uma série de símbolos geométricos com dígitos de 1 a 9, usando uma chave de referência visível o tempo todo. Sua rapidez (≈5 minutos) e sua sensibilidade o tornaram o teste de referência para detectar lentificação cognitiva precoce.
O desempenho integra velocidade psicomotora, atenção sustentada, busca visual, memória de trabalho e eficiência de codificação (Lezak, 2004; Strauss et al., 2006; Ryan et al., 2020). Na EM, Benedict et al. (2017) o validam como outcome cognitivo principal. A versão digital acrescenta métricas inacessíveis no papel: tempo de resposta por item, variabilidade, fadiga intratarefa e aprendizagem incidental das associações.
COMO É APLICADO
Associar símbolos a dígitos durante 120 segundos
Na parte superior da tela, é exibida uma chave fixa com 9 pares símbolo-dígito. Abaixo, uma linha de símbolos vai sendo destacada um a um por meio de uma moldura azul. O avaliado introduz o dígito correspondente por meio do teclado físico (PC) ou toque direto (tablet), durante 120 segundos a partir da primeira resposta.
Ao finalizar a fase principal, e sem aviso prévio, é administrada uma tarefa de memória incidental: os 9 símbolos são apresentados em duas ordens aleatórias e pede-se que o dígito associado seja lembrado. Essa avaliação de aprendizagem implícita complementa a medida de velocidade sem prolongar a aplicação (Joy et al., 2003).
O QUE O TESTE MEDE
Indicadores e sua interpretação
A versão digital permite reconstruir o processo completo: rapidez, precisão, estabilidade atencional, fadiga e aprendizagem incidental.
Número de acertos
Símbolos corretamente pareados em 120 s. Combina velocidade de processamento, atenção sustentada e precisão visual.
Acertos altos: rapidez cognitiva e controle atencional.
Acertos baixos: lentificação, distração ou dificuldade para internalizar a chave.
Número de erros
Respostas não coincidentes com a chave. Reflete precisão atencional e possível impulsividade.
Erros altos: falhas de atenção sustentada, respostas sem verificar.
Erros baixos: execução cuidadosa e focalizada.
Tempo médio de resposta
Média do intervalo entre respostas corretas. Medida direta da velocidade psicomotora e cognitiva.
Tempo alto: lentificação cognitiva, fadiga, deterioração.
Tempo baixo: processamento rápido e eficiente.
Variabilidade do TR
Desvio-padrão dos tempos de resposta. Indica consistência atencional durante o teste.
Variabilidade alta: lapsos atencionais, falta de concentração.
Variabilidade baixa: foco sustentado e desempenho estável.
Taxa de aprendizagem e fadiga
Aprendizagem: melhora do TR nos primeiros 10 itens. Fadiga: diferença entre o quartil final e o inicial.
Aprendizagem plana: dificuldade para internalizar a chave.
Fadiga positiva: desaceleração progressiva no final.
Memória incidental
Acertos nos dois ensaios-surpresa pós-tarefa (máx. 18) e consistência entre ensaios (0-9). Mede aprendizagem implícita de associações.
Pontuações altas: codificação incidental eficaz.
Pontuações baixas: aprendizagem frágil, recursos atencionais limitados.
REFERÊNCIAS
Bibliografia
- Smith, A. (1982). Symbol Digit Modalities Test: Manual. Los Angeles: Western Psychological Services.
- Benedict, R. H., DeLuca, J., Phillips, G., LaRocca, N., Hudson, L. D., & Rudick, R. (2017). Validity of the Symbol Digit Modalities Test as a cognition performance outcome measure for multiple sclerosis. Multiple Sclerosis Journal, 23(5), 721–733.
- Ryan, J. J., et al. (2020). SDMT: A review of normative data and psychometric properties. (Revisión).
- Salthouse, T. A. (1996). The processing-speed theory of adult age differences. Psychological Review, 103(3), 403–428.
- Joy, S., Fein, D., & Kaplan, E. (2003). Decoding digit symbol: Speed, memory and visual scanning. Assessment.
- Peña-Casanova, J., et al. (2009). NEURONORMA Project: Normative data for SDMT. Archives of Clinical Neuropsychology, 24(4), 321–341.
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