{"id":52389,"date":"2026-09-24T09:19:18","date_gmt":"2026-09-24T07:19:18","guid":{"rendered":"https:\/\/neuronup.com\/br\/?p=52389"},"modified":"2026-09-24T09:19:18","modified_gmt":"2026-09-24T07:19:18","slug":"como-cuidar-do-cerebro-ao-longo-da-vida-e-reduzir-o-risco-de-demencia","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/neuronup.com\/br\/noticias-de-estimulacao-cognitiva\/doencas-neurodegenerativas\/como-cuidar-do-cerebro-ao-longo-da-vida-e-reduzir-o-risco-de-demencia\/","title":{"rendered":"Como cuidar do c\u00e9rebro ao longo da vida e reduzir o risco de dem\u00eancia"},"content":{"rendered":"\n<p class=\"has-xl-font-size wp-block-paragraph\">Valeria Medina, neuropsic\u00f3loga da NeuronUP, aborda os <strong>14 fatores de risco modific\u00e1veis para dem\u00eancia<\/strong> e como a reserva cognitiva protege o c\u00e9rebro de acordo com as evid\u00eancias atuais.<\/p>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-group\"><div class=\"wp-block-group__inner-container is-layout-constrained wp-block-group-is-layout-constrained\">\n<p class=\"has-text-align-left br-0101 has-heading-color has-alt-background-color has-text-color has-background has-link-color wp-elements-1 has-xl-margin-top has-xxl-margin-bottom wp-block-paragraph\">&#8211; <strong>45% dos casos de dem\u00eancia poderiam ser prevenidos<\/strong> com a\u00e7\u00f5es sobre 14 fatores modific\u00e1veis (Lancet, 2024).<br>&#8211; A preven\u00e7\u00e3o \u00e9 um <strong>processo din\u00e2mico ao longo da vida<\/strong> (inf\u00e2ncia, meia-idade e velhice).<br>&#8211; Proteger o c\u00e9rebro <strong>n\u00e3o significa apenas reduzir riscos, mas tamb\u00e9m construir reserva cognitiva <\/strong>por meio de estimula\u00e7\u00e3o e participa\u00e7\u00e3o social.<\/p>\n\n\n\n<div style=\"height:20px\" aria-hidden=\"true\" class=\"wp-block-spacer\"><\/div>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Preven\u00e7\u00e3o da dem\u00eancia e fatores de risco<\/h2>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Quando pensamos em prevenir a <a href=\"https:\/\/neuronup.com\/br\/noticias-de-estimulacao-cognitiva\/doencas-neurodegenerativas\/deterioro-cognitivo-leve-demencia-diferencas-clinicas-diagnostico-e-estimulacao-cognitiva\/\">dem\u00eancia<\/a>, \u00e9 f\u00e1cil imaginar uma conversa que come\u00e7a na velhice, talvez quando surgem os primeiros esquecimentos. No entanto, as <strong>evid\u00eancias atuais prop\u00f5em uma perspectiva muito mais ampla<\/strong>.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A Comiss\u00e3o Lancet de 2024 identifica <strong>14 fatores de risco potencialmente modific\u00e1veis<\/strong> e estima que agir sobre eles ao longo da vida <strong>poderia prevenir ou retardar cerca de 45% dos casos de dem\u00eancia<\/strong> (Livingston et al., 2024). Entre esses fatores est\u00e3o:<\/p>\n\n\n\n<ul class=\"wp-block-list\">\n<li>baixa escolaridade,\u00a0<\/li>\n\n\n\n<li>perda auditiva,\u00a0<\/li>\n\n\n\n<li>hipertens\u00e3o,\u00a0<\/li>\n\n\n\n<li>colesterol LDL elevado,\u00a0<\/li>\n\n\n\n<li>obesidade,\u00a0<\/li>\n\n\n\n<li>tabagismo,\u00a0<\/li>\n\n\n\n<li>depress\u00e3o,\u00a0<\/li>\n\n\n\n<li>inatividade f\u00edsica,\u00a0<\/li>\n\n\n\n<li>diabetes,\u00a0<\/li>\n\n\n\n<li>consumo excessivo de \u00e1lcool,\u00a0<\/li>\n\n\n\n<li>traumatismos cranioencef\u00e1licos,\u00a0<\/li>\n\n\n\n<li>isolamento social,\u00a0<\/li>\n\n\n\n<li>polui\u00e7\u00e3o do ar\u00a0<\/li>\n\n\n\n<li>e perda visual n\u00e3o tratada.<\/li>\n<\/ul>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Falar em fatores \u201cmodific\u00e1veis\u201d, no entanto, n\u00e3o significa que todos dependam exclusivamente de decis\u00f5es individuais nem que possam ser alterados com a mesma facilidade. Bransby et al. (2024) alertam justamente para a <strong>necessidade de considerar at\u00e9 que ponto cada fator \u00e9 realmente modific\u00e1vel e quais barreiras<\/strong> sociais, econ\u00f4micas, ambientais ou relacionadas \u00e0 sa\u00fade <strong>podem condicionar essa possibilidade<\/strong>. Por isso, a <a href=\"https:\/\/neuronup.com\/br\/atividades-de-neurorreabilitacao\/para-alzheimer\/intervencao-com-neuronup-alzheimer\/\">preven\u00e7\u00e3o da dem\u00eancia<\/a> \u00e9 mais bem compreendida como uma trajet\u00f3ria constru\u00edda ao longo de d\u00e9cadas, e n\u00e3o como uma lista de comportamentos que uma pessoa deve cumprir com perfei\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Al\u00e9m disso, proteger o c\u00e9rebro n\u00e3o consiste apenas em reduzir exposi\u00e7\u00f5es prejudiciais. <strong>Tamb\u00e9m significa construir recursos que possam ajudar a lidar melhor com as mudan\u00e7as<\/strong> associadas ao envelhecimento e \u00e0 doen\u00e7a. Nesse sentido, uma revis\u00e3o sistem\u00e1tica e metan\u00e1lise sobre <a href=\"https:\/\/neuronup.com\/br\/noticias-de-estimulacao-cognitiva\/dano-cerebral\/reserva-cognitiva\/\">reserva cognitiva<\/a> ao longo da vida constatou que <strong>n\u00edveis mais elevados de reserva estavam associados a um menor risco subsequente de dem\u00eancia<\/strong>. A educa\u00e7\u00e3o teve especial relev\u00e2ncia nas fases iniciais, enquanto a atividade cognitiva e a conex\u00e3o social ganharam maior destaque em idades posteriores (Liu et al., 2024).<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">A preven\u00e7\u00e3o da dem\u00eancia come\u00e7a d\u00e9cadas antes dos primeiros sintomas<\/h2>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Em vez de nos perguntarmos apenas o que uma pessoa idosa pode fazer para reduzir o risco de dem\u00eancia, dever\u00edamos come\u00e7ar por <strong>perguntar do que o c\u00e9rebro precisa para ser protegido em cada etapa da vida<\/strong>.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Os dados do Framingham Heart Study mostram, por exemplo, que a rela\u00e7\u00e3o entre os fatores potencialmente modific\u00e1veis e o risco subsequente de dem\u00eancia varia de acordo com a etapa da vida. Hwang et al. (2023) observaram <strong>associa\u00e7\u00f5es especialmente relevantes entre diabetes e inatividade f\u00edsica na meia-idade<\/strong>, al\u00e9m de maior risco quando v\u00e1rios fatores se acumulavam.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A Comiss\u00e3o Lancet adota essa mesma perspectiva. Livingston et al. (2024) situam a educa\u00e7\u00e3o nas primeiras etapas da vida, atribuem grande import\u00e2ncia a fatores vasculares, metab\u00f3licos e comportamentais durante a meia-idade e destacam outros, como o isolamento social ou a perda visual, nas fases mais avan\u00e7adas. Isso n\u00e3o significa que cada fator perten\u00e7a exclusivamente a uma idade, mas que <strong>h\u00e1 janelas de oportunidade em que determinadas interven\u00e7\u00f5es podem adquirir especial relev\u00e2ncia<\/strong>.<\/p>\n\n\n\n<div style=\"height:50px\" aria-hidden=\"true\" class=\"wp-block-spacer\"><\/div>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-group br-0111 has-primary-background-color has-background has-dark-background has-sm-padding-top has-sm-padding-left has-sm-padding-right has-xxl-margin-top\"><div class=\"wp-block-group__inner-container is-layout-constrained wp-block-group-is-layout-constrained\">\n<div class=\"wp-block-columns is-layout-flex wp-container-core-columns-is-layout-8f761849 wp-block-columns-is-layout-flex\">\n<div class=\"wp-block-column is-layout-flow wp-block-column-is-layout-flow\">\n<figure class=\"wp-block-image size-full desktop-position-absolute desktop-bottom-0 mobile-width-50 mobile-m-inline-auto has-xl-margin-top\"><img decoding=\"async\" width=\"292\" height=\"338\" src=\"https:\/\/neuronup.com\/br\/wp-content\/uploads\/2024\/10\/certificado-de-produto.webp\" alt=\"\" class=\"wp-image-31568\" srcset=\"https:\/\/neuronup.com\/br\/wp-content\/uploads\/2024\/10\/certificado-de-produto-259x300.webp 259w, https:\/\/neuronup.com\/br\/wp-content\/uploads\/2024\/10\/certificado-de-produto.webp 292w\" sizes=\"(max-width: 292px) 100vw, 292px\" \/><\/figure>\n<\/div>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-column is-layout-flow wp-block-column-is-layout-flow\">\n<h2 class=\"wp-block-heading has-white-color has-text-color\"><strong>Inscreva-se<\/strong> <br>na nossa <br>Newsletter<\/h2>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-buttons is-layout-flex wp-block-buttons-is-layout-flex\">\n<div class=\"wp-block-button--1\" style=\"--button-outline-color:var(--color-white);--button-outline-color-hover:rgba(0,0,0,0.8);\"><a class=\"wp-block-button__link button button-outline   wp-element-button\" href=\"https:\/\/neuronup.com\/br\/newsletter\/\">Inscreva-se<\/a><\/div>\n\n<\/div>\n\n\n\n<div style=\"height:40px\" aria-hidden=\"true\" class=\"wp-block-spacer\"><\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div><\/div>\n\n\n\n\n<div style=\"height:50px\" aria-hidden=\"true\" class=\"wp-block-spacer\"><\/div>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Inf\u00e2ncia e juventude: construir um c\u00e9rebro com recursos<\/h2>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Durante a inf\u00e2ncia e a juventude, o c\u00e9rebro passa por um longo processo de desenvolvimento, aquisi\u00e7\u00e3o de conhecimentos e consolida\u00e7\u00e3o de habilidades. Moceri et al. (2000) propuseram que <strong>determinadas condi\u00e7\u00f5es nos primeiros anos de vida poderiam estar relacionadas ao risco posterior de<\/strong> <a href=\"https:\/\/neuronup.com\/br\/neurorreabilitacao\/doencas-neurodegenerativas\/doenca-de-alzheimer\/\"><strong>doen\u00e7a de Alzheimer<\/strong><\/a>. Em seu estudo comunit\u00e1rio de casos e controles, encontraram associa\u00e7\u00f5es entre algumas caracter\u00edsticas do ambiente antes dos 18 anos e o desenvolvimento posterior da doen\u00e7a. Devido ao delineamento observacional e \u00e0 \u00e9poca em que foi realizado, esses dados <strong>n\u00e3o permitem estabelecer causalidade<\/strong>, mas foram importantes para introduzir a ideia de que a hist\u00f3ria da sa\u00fade cerebral pode come\u00e7ar muito antes da idade adulta.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">As evid\u00eancias recentes mant\u00eam essa possibilidade, embora exijam uma interpreta\u00e7\u00e3o cautelosa. Abouelmagd et al. (2025) analisaram nove estudos com mais de 283.000 participantes e encontraram uma <strong>associa\u00e7\u00e3o entre a exposi\u00e7\u00e3o acumulada a experi\u00eancias adversas na inf\u00e2ncia e um maior risco posterior de dem\u00eancia<\/strong>. Os maus-tratos na inf\u00e2ncia tamb\u00e9m mostraram associa\u00e7\u00e3o significativa. No entanto, os pr\u00f3prios autores classificaram a certeza das evid\u00eancias como baixa ou muito baixa, devido ao predom\u00ednio de estudos retrospectivos, \u00e0s diferen\u00e7as na forma de medir as experi\u00eancias adversas e a outras limita\u00e7\u00f5es metodol\u00f3gicas. Portanto, essas experi\u00eancias <strong>devem ser entendidas como poss\u00edveis fatores de vulnerabilidade<\/strong>, e n\u00e3o como causas diretas nem como preditores inevit\u00e1veis de dem\u00eancia.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Talvez o mais interessante n\u00e3o seja pensar que uma experi\u00eancia precoce fica \u201cgravada\u201d de maneira irrevers\u00edvel no c\u00e9rebro, mas <strong>compreender como ela pode influenciar as etapas posteriores<\/strong>. Em uma coorte de 17.412 idosos japoneses, Tani et al. (2020) observaram que <strong>ter acumulado tr\u00eas ou mais experi\u00eancias adversas antes dos 18 anos estava associado a um maior risco posterior de dem\u00eancia<\/strong>. Parte dessa rela\u00e7\u00e3o era mediada por vari\u00e1veis da vida adulta, como condi\u00e7\u00f5es socioecon\u00f4micas, rela\u00e7\u00f5es sociais, tabagismo, <a href=\"https:\/\/neuronup.com\/br\/noticias-de-estimulacao-cognitiva\/doenca-mental\/depressao-em-idosos-impacto-cognitivo-e-abordagem-pela-estimulacao\/\">depress\u00e3o<\/a> e estado de sa\u00fade. Ou seja, um fator precoce pode contribuir para configurar outros fatores de risco que surgem d\u00e9cadas depois.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Paralelamente, a educa\u00e7\u00e3o \u00e9 um dos indicadores de reserva cognitiva mais estudados. A revis\u00e3o de Liu et al. (2024) constatou que <strong>uma maior reserva cognitiva nas etapas iniciais<\/strong>, especialmente por meio de indicadores relacionados \u00e0 educa\u00e7\u00e3o, <strong>estava associada a um menor risco de dem\u00eancia<\/strong>. Em vez de pensar na escolariza\u00e7\u00e3o como uma prote\u00e7\u00e3o absoluta, podemos entend\u00ea-la como uma oportunidade para desenvolver conhecimentos, estrat\u00e9gias e habilidades sobre os quais novas aprendizagens continuar\u00e3o a ser constru\u00eddas.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Idade adulta e meia-idade: proteger o que constru\u00edmos<\/h2>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">\u00c0 medida que avan\u00e7amos para a idade adulta, o objetivo preventivo come\u00e7a a mudar. Continuar aprendendo, manter relacionamentos e permanecer cognitivamente ativos continua sendo importante, mas <strong>proteger o c\u00e9rebro de exposi\u00e7\u00f5es vasculares e metab\u00f3licas<\/strong> mantidas durante anos ganha cada vez mais relev\u00e2ncia. Uma revis\u00e3o de 34 coortes prospectivas constatou que fatores como obesidade, diabetes, hipertens\u00e3o, hipercolesterolemia e tabagismo na meia-idade estavam associados a um maior risco posterior de dem\u00eancia (Li et al., 2019).<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Essa rela\u00e7\u00e3o entre sa\u00fade cardiometab\u00f3lica e sa\u00fade cerebral tamb\u00e9m aparece em estudos populacionais de grande escala. Bueno Lopez et al. (2025), utilizando dados de cerca de meio milh\u00e3o de adultos na China, constataram que <strong>hist\u00f3ricos de condi\u00e7\u00f5es como hipertens\u00e3o, diabetes e<\/strong> <a href=\"https:\/\/neuronup.com\/br\/neurorreabilitacao\/lesao-cerebral-adquirida\/acidentes-vasculares-cerebrais-avcs\/\"><strong>acidente vascular cerebral (AVC)<\/strong><\/a> <strong>estavam associados a maior risco posterior de dem\u00eancia<\/strong> e a indicadores de atrofia cerebral. Como se trata de um estudo observacional, n\u00e3o podemos concluir que controlar uma \u00fanica condi\u00e7\u00e3o evitar\u00e1 a dem\u00eancia, mas os <strong>resultados refor\u00e7am a import\u00e2ncia de cuidar da sa\u00fade vascular e metab\u00f3lica muito antes<\/strong> do surgimento de sintomas cognitivos.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O ac\u00famulo tamb\u00e9m parece ser importante. Entre mais de 203.000 participantes do UK Biobank, Tai et al. (2022) observaram um aumento progressivo do risco de dem\u00eancia \u00e0 medida que se acumulavam AVC, diabetes e infarto do mioc\u00e1rdio. A <strong>presen\u00e7a de v\u00e1rias condi\u00e7\u00f5es cardiometab\u00f3licas tamb\u00e9m foi associada a menor volume hipocampal e de subst\u00e2ncia cinzenta<\/strong> e a uma maior carga de hiperintensidades da subst\u00e2ncia branca.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Por isso, uma <strong>medi\u00e7\u00e3o isolada pode contar apenas uma pequena parte da hist\u00f3ria<\/strong>. Hwang et al. (2023) constataram que o ac\u00famulo de diferentes fatores na meia-idade e em etapas posteriores estava relacionado a um maior risco de dem\u00eancia. Do ponto de vista preventivo, \u00e9 importante observar h\u00e1 quanto tempo uma pessoa tem diabetes, como a press\u00e3o arterial evoluiu, por quantos anos manteve o tabagismo ou qual foi o papel da <a href=\"https:\/\/neuronup.com\/br\/neurociencia\/cerebro\/exercicio-e-saude-cerebral-como-melhora-a-memoria-e-previne-o-deterioro-cognitivo\/\">atividade f\u00edsica ao longo da vida<\/a>.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Isso tamb\u00e9m n\u00e3o significa que existam valores universais para prevenir a dem\u00eancia. As <strong>recomenda\u00e7\u00f5es m\u00e9dicas<\/strong> sobre press\u00e3o arterial, diabetes ou colesterol <strong>devem ser adaptadas \u00e0s caracter\u00edsticas e necessidades de cada pessoa<\/strong>. Do ponto de vista da sa\u00fade cerebral, o importante \u00e9 que Livingston et al. (2024) incluem o <strong>controle desses fatores em uma estrat\u00e9gia de preven\u00e7\u00e3o<\/strong> que come\u00e7a muito antes do surgimento do decl\u00ednio cognitivo.<\/p>\n\n\n\n\n\n<div style=\"height:50px\" aria-hidden=\"true\" class=\"wp-block-spacer\"><\/div>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Velhice: continuar protegendo o c\u00e9rebro e mantendo-o conectado<\/h2>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Chegar a idades avan\u00e7adas n\u00e3o significa que a janela de preven\u00e7\u00e3o tenha se fechado.<\/strong> Nesta etapa, a atividade f\u00edsica, a sa\u00fade cardiovascular e outros h\u00e1bitos mantidos ao longo da vida continuam sendo importantes, mas fatores capazes de modificar a maneira como a pessoa interage com o ambiente tamb\u00e9m ganham destaque.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A perda auditiva \u00e9 um deles. Uma revis\u00e3o sistem\u00e1tica recente analisou sua rela\u00e7\u00e3o com o decl\u00ednio cognitivo e investigou o poss\u00edvel <strong>papel do isolamento social como mecanismo intermedi\u00e1rio<\/strong>, embora as evid\u00eancias ainda n\u00e3o permitam determinar com precis\u00e3o quanto essa via explica a associa\u00e7\u00e3o (Dhanda et al., 2024).<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A participa\u00e7\u00e3o social e cognitiva tamb\u00e9m faz parte dessa etapa. Na metan\u00e1lise de Liu et al. (2024), a <strong>atividade cognitiva e a conex\u00e3o social em idades avan\u00e7adas apareceram associadas a uma menor incid\u00eancia de dem\u00eancia<\/strong>. Isso n\u00e3o significa que ler, resolver exerc\u00edcios ou participar de uma atividade espec\u00edfica possa garantir que uma pessoa n\u00e3o desenvolver\u00e1 uma doen\u00e7a neurodegenerativa, mas <strong>continuar aprendendo, relacionando-se e participando de<\/strong> <a href=\"https:\/\/neuronup.com\/br\/atividades-de-neurorreabilitacao\/para-alzheimer\/10-exercicios-de-estimulacao-cognitiva-para-pessoas-com-alzheimer\/\"><strong>atividades mentalmente estimulantes<\/strong><\/a> faz parte de uma trajet\u00f3ria associada a uma <a href=\"https:\/\/neuronup.com\/br\/neurociencia\/neuropsicologia\/reserva-cognitiva-e-neuroplasticidade-em-envelhecimento-implicacoes-clinicas-para-a-avaliacao-e-a-estimulacao-cognitiva\/\">maior reserva cognitiva<\/a>.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Outro exemplo \u00e9 a vis\u00e3o. A perda visual n\u00e3o tratada foi um dos dois novos fatores incorporados pela Comiss\u00e3o Lancet em 2024, juntamente com o colesterol LDL elevado. Livingston et al. (2024) destacam, assim, a <strong>import\u00e2ncia de abordar os d\u00e9ficits sensoriais nas estrat\u00e9gias de redu\u00e7\u00e3o de risco<\/strong>. Enxergar e ouvir adequadamente n\u00e3o significa apenas receber est\u00edmulos sensoriais, mas tamb\u00e9m poder ler, comunicar-se, deslocar-se com maior autonomia e participar das atividades cotidianas.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A rela\u00e7\u00e3o entre os sentidos, a participa\u00e7\u00e3o social e a cogni\u00e7\u00e3o parece ser complexa. Wu e Zhou (2024), em um estudo com 6.799 adultos, observaram que <strong>o isolamento social explicava uma pequena parte da associa\u00e7\u00e3o entre defici\u00eancia auditiva e pior funcionamento cognitivo<\/strong>. A maior parte da rela\u00e7\u00e3o n\u00e3o era explicada por essa via, o que nos lembra que os fatores de risco para dem\u00eancia raramente atuam de forma isolada ou por meio de um \u00fanico mecanismo.<\/p>\n\n\n\n<div style=\"height:50px\" aria-hidden=\"true\" class=\"wp-block-spacer\"><\/div>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-table is-style-stripes table-nup\"><table class=\"has-fixed-layout\"><thead><tr><th class=\"has-text-align-center\" data-align=\"center\"><strong>Etapa da vida<\/strong><\/th><th class=\"has-text-align-center\" data-align=\"center\"><strong>Fatores de risco\/vulnerabilidade<\/strong><\/th><th class=\"has-text-align-center\" data-align=\"center\"><strong>Fatores de prote\u00e7\u00e3o: constru\u00e7\u00e3o da reserva<\/strong><\/th><th class=\"has-text-align-center\" data-align=\"center\"><strong>Impacto cerebral e mecanismo evidenciado<\/strong><\/th><\/tr><\/thead><tbody><tr><td class=\"has-text-align-center\" data-align=\"center\"><strong>Etapa inicial (&lt;18 anos)<\/strong><\/td><td class=\"has-text-align-center\" data-align=\"center\">&#8211; Baixa escolaridade. <br><br>&#8211; Experi\u00eancias adversas na inf\u00e2ncia e maus-tratos infantis.<br><br>&#8211; Ac\u00famulo de tr\u00eas ou mais experi\u00eancias adversas antes dos 18 anos.<\/td><td class=\"has-text-align-center\" data-align=\"center\">Educa\u00e7\u00e3o formal como oportunidade para desenvolver conhecimentos, estrat\u00e9gias e habilidades.<\/td><td class=\"has-text-align-center\" data-align=\"center\">Um fator precoce pode configurar outros fatores de risco (socioecon\u00f4micos, depress\u00e3o, tabagismo) que surgir\u00e3o d\u00e9cadas depois (Tani et al., 2020; Abouelmagd et al., 2025).<\/td><\/tr><tr><td class=\"has-text-align-center\" data-align=\"center\"><strong>Meia-idade (18-65 anos)<\/strong><\/td><td class=\"has-text-align-center\" data-align=\"center\">&#8211; Fatores vasculares e metab\u00f3licos: obesidade, diabetes, hipertens\u00e3o e hipercolesterolemia (LDL elevado).<br><br>&#8211; Fatores comportamentais: tabagismo, inatividade f\u00edsica e consumo excessivo de \u00e1lcool.<br><br>&#8211; Hist\u00f3rico cl\u00ednico: traumatismos cranioencef\u00e1licos, AVC e infarto do mioc\u00e1rdio.<\/td><td class=\"has-text-align-center\" data-align=\"center\">&#8211; Manter-se cognitivamente ativo e cuidar das rela\u00e7\u00f5es sociais.<br><br>&#8211; Cuidado e controle prolongados da sa\u00fade cardiovascular e metab\u00f3lica.<\/td><td class=\"has-text-align-center\" data-align=\"center\">O ac\u00famulo de condi\u00e7\u00f5es cardiometab\u00f3licas est\u00e1 relacionado a menor volume hipocampal, menor volume de subst\u00e2ncia cinzenta e maior carga de hiperintensidades da subst\u00e2ncia branca (Tai et al., 2022; Bueno Lopez et al., 2025; Hwang et al., 2023).<\/td><\/tr><tr><td class=\"has-text-align-center\" data-align=\"center\"><strong>Velhice (&gt;65 anos)<\/strong><\/td><td class=\"has-text-align-center\" data-align=\"center\">&#8211; D\u00e9ficits sensoriais: perda visual n\u00e3o tratada e perda auditiva.<br><br>&#8211; Isolamento social e polui\u00e7\u00e3o do ar.<\/td><td class=\"has-text-align-center\" data-align=\"center\">&#8211; Continuar aprendendo, lendo, resolvendo exerc\u00edcios e participando de atividades estimulantes.<br><br>&#8211; Manter a atividade f\u00edsica.<\/td><td class=\"has-text-align-center\" data-align=\"center\">Os d\u00e9ficits visuais e auditivos limitam a autonomia, a comunica\u00e7\u00e3o e a leitura, o que pode explicar parcialmente o isolamento social associado ao decl\u00ednio cognitivo (Liu et al., 2024; Dhanda et al., 2024; Wu e Zhou, 2024).<\/td><\/tr><\/tbody><\/table><\/figure>\n\n\n\n<div style=\"height:50px\" aria-hidden=\"true\" class=\"wp-block-spacer\"><\/div>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">N\u00e3o se trata apenas de reduzir riscos, mas de construir reserva<\/h2>\n<\/div><\/div>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A perspectiva do curso de vida permite superar uma vis\u00e3o da preven\u00e7\u00e3o baseada apenas em proibi\u00e7\u00f5es. N\u00e3o fumar, tratar a hipertens\u00e3o, controlar o diabetes ou corrigir uma perda sensorial s\u00e3o estrat\u00e9gias destinadas principalmente a diminuir exposi\u00e7\u00f5es associadas a maior risco. Mas <strong>\u00e9 necess\u00e1rio continuar construindo e utilizando recursos cognitivos<\/strong>. Segundo Liu et al. (2024), indicadores relacionados \u00e0 educa\u00e7\u00e3o, \u00e0 atividade cognitiva e \u00e0 conex\u00e3o social em diferentes etapas da vida fazem parte da reserva associada a uma menor incid\u00eancia de dem\u00eancia.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Essa perspectiva tamb\u00e9m ajuda a entender que \u201cmodific\u00e1vel\u201d n\u00e3o significa necessariamente \u201cfacilmente modific\u00e1vel\u201d. Bransby et al. (2024) ressaltam que <strong>a capacidade de agir sobre esses fatores depende, em grande medida, do contexto<\/strong>. Ter acesso a uma educa\u00e7\u00e3o de qualidade, receber tratamento para perda auditiva, viver em um ambiente com menos polui\u00e7\u00e3o ou dispor de tempo e espa\u00e7os seguros para fazer exerc\u00edcios n\u00e3o s\u00e3o oportunidades distribu\u00eddas de forma uniforme. <strong>A preven\u00e7\u00e3o da dem\u00eancia exige<\/strong>, portanto, <strong>tanto a\u00e7\u00f5es individuais quanto interven\u00e7\u00f5es cl\u00ednicas e pol\u00edticas de sa\u00fade p\u00fablica<\/strong>.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Al\u00e9m disso, <strong>pensar em trajet\u00f3rias ajuda a evitar mensagens que culpabilizam<\/strong>. O trabalho de Tani et al. (2020) mostra que determinadas experi\u00eancias na inf\u00e2ncia podem estar relacionadas a condi\u00e7\u00f5es sociais, comportamentos de sa\u00fade ou problemas de sa\u00fade mental que surgem posteriormente. Isso significa que alguns fatores podem se acumular e estar relacionados entre si, mas tamb\u00e9m que as etapas seguintes continuam oferecendo novas oportunidades de interven\u00e7\u00e3o e de mudan\u00e7a em parte dessa trajet\u00f3ria.<\/p>\n\n\n\n\n\n<div style=\"height:50px\" aria-hidden=\"true\" class=\"wp-block-spacer\"><\/div>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Conclus\u00e3o<\/h2>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Prevenir o risco de desenvolver dem\u00eancia n\u00e3o consiste em come\u00e7ar a cuidar da mem\u00f3ria quando surgem as primeiras falhas. Consiste em promover oportunidades educacionais e de desenvolvimento cognitivo nas primeiras etapas da vida, proteger a sa\u00fade vascular, metab\u00f3lica e mental durante a idade adulta e manter, em idades posteriores, a atividade f\u00edsica, a sa\u00fade sensorial e a participa\u00e7\u00e3o social. A proposta de Livingston et al. (2024) \u00e9 especialmente valiosa porque situa os fatores de risco nessa perspectiva temporal e lembra que a preven\u00e7\u00e3o do risco de desenvolver dem\u00eancia se estende por d\u00e9cadas.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Essa perspectiva tamb\u00e9m nos convida a <strong>come\u00e7ar a pensar na nossa sa\u00fade cerebral desde jovens<\/strong>. As decis\u00f5es e os h\u00e1bitos que adotamos hoje podem fazer parte da trajet\u00f3ria que nos levar\u00e1 a idades mais avan\u00e7adas. Manter-nos fisicamente ativos, evitar o tabaco, cuidar da sa\u00fade cardiovascular, continuar aprendendo ou cultivar rela\u00e7\u00f5es sociais n\u00e3o s\u00e3o decis\u00f5es relacionadas apenas ao nosso bem-estar atual. Elas tamb\u00e9m podem contribuir para criar melhores condi\u00e7\u00f5es para a sa\u00fade cerebral futura. No entanto, falar de preven\u00e7\u00e3o n\u00e3o deve transferir toda a responsabilidade para o indiv\u00edduo. A possibilidade de adotar h\u00e1bitos saud\u00e1veis tamb\u00e9m depende do acesso a uma educa\u00e7\u00e3o de qualidade, a servi\u00e7os de sa\u00fade adequados, a ambientes seguros e a recursos que n\u00e3o est\u00e3o dispon\u00edveis da mesma forma para toda a popula\u00e7\u00e3o (Bransby et al., 2024).<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Por isso, cuidar da sa\u00fade cerebral ao longo da vida tamb\u00e9m implica <strong>promover e exigir pol\u00edticas p\u00fablicas que favore\u00e7am essas oportunidades<\/strong>. Ampliar o acesso \u00e0 educa\u00e7\u00e3o de qualidade desde as primeiras etapas, garantir servi\u00e7os de sa\u00fade acess\u00edveis e eficazes, facilitar a detec\u00e7\u00e3o e o tratamento de fatores de risco e reduzir as desigualdades que condicionam a sa\u00fade s\u00e3o medidas que podem contribuir n\u00e3o apenas para diminuir o risco de dem\u00eancia, mas tamb\u00e9m para melhorar a qualidade de vida e favorecer um envelhecimento mais saud\u00e1vel em todo o mundo. A preven\u00e7\u00e3o, portanto, n\u00e3o \u00e9 apenas uma quest\u00e3o de escolhas pessoais, mas tamb\u00e9m das condi\u00e7\u00f5es sociais e de sa\u00fade que tornamos poss\u00edveis como sociedade (Livingston et al., 2024).<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Tamb\u00e9m n\u00e3o existe um momento \u00fanico em que a sa\u00fade cerebral seja constru\u00edda ou perdida. As evid\u00eancias sobre reserva cognitiva sugerem que as experi\u00eancias acumuladas ao longo da vida s\u00e3o importantes e que continuar cognitivamente ativo e socialmente conectado mant\u00e9m sua relev\u00e2ncia mesmo em idades avan\u00e7adas. Em vez de uma lista de comportamentos capaz de garantir que nunca desenvolveremos dem\u00eancia, a preven\u00e7\u00e3o deve ser entendida como uma trajet\u00f3ria que busca reduzir os riscos sobre os quais seja poss\u00edvel agir, continuar oferecendo ao c\u00e9rebro oportunidades para aprender, adaptar-se e manter-se conectado e, ao mesmo tempo, construir sociedades que permitam a mais pessoas acessar as condi\u00e7\u00f5es necess\u00e1rias para cuidar da sa\u00fade cerebral durante toda a vida.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Refer\u00eancias bibliogr\u00e1ficas<\/h2>\n\n\n\n<ul class=\"wp-block-list\">\n<li class=\"has-sm-font-size\">Abouelmagd, M. E., AbdelMeseh, M., Elrosasy, A., Eldeeb, H. A., &amp; Nabil, Y. (2025). Adverse childhood experiences and risk of late-life dementia: A systematic review and meta-analysis. Social Psychiatry and Psychiatric Epidemiology, 60, 1087\u20131098. https:\/\/doi.org\/10.1007\/s00127-024-02676-4<\/li>\n\n\n\n<li class=\"has-sm-font-size\">Bransby, L., Rosenich, E., Maruff, P., &amp; Lim, Y. Y. (2024). How modifiable are modifiable dementia risk factors? A framework for considering the modifiability of dementia risk factors. <em>The Journal of Prevention of Alzheimer\u2019s Disease, 11<\/em>, 22\u201337.<\/li>\n\n\n\n<li class=\"has-sm-font-size\">Bueno Lopez, C., Iona, A., Avery, D., Turnbull, I., Yang, L., Du, H., Chen, Y., Zhang, N., Chen, J., Pei, P., Lv, J., Yu, C., Sun, D., Li, L., Bennett, D., van Dujin, C., Clarke, R., Chen, Z., &amp; Bragg, F. (2025). Cardiometabolic health and risk of dementia and brain atrophy: a community-based prospective cohort study of 0.5 million adults in China. <em>The Lancet regional health. Western Pacific, 64,<\/em> 101743. https:\/\/doi.org\/10.1016\/j.lanwpc.2025.101743<\/li>\n\n\n\n<li class=\"has-sm-font-size\">Dhanda, N., Hall, A., &amp; Martin, J. (2024). Does social isolation mediate the association between hearing loss and cognition in adults? A systematic review and meta-analysis of longitudinal studies. <em>Frontiers in public health, 12,<\/em> 1347794. https:\/\/doi.org\/10.3389\/fpubh.2024.1347794<\/li>\n\n\n\n<li class=\"has-sm-font-size\">Hwang, P. H., Ang, T. F. A., De Anda-Duran, I., Liu, X., Liu, Y., Gurnani, A., Mez, J., Auerbach, S., Joshi, P., Yuan, J., Devine, S., Au, R., &amp; Liu, C. (2023). Examination of potentially modifiable dementia risk factors across the adult life course: The Framingham Heart Study. <em>Alzheimer&#8217;s &amp; dementia : the journal of the Alzheimer&#8217;s Association, 19<\/em>(7), 2975\u20132983. https:\/\/doi.org\/10.1002\/alz.12940<\/li>\n\n\n\n<li class=\"has-sm-font-size\">Li, X. Y., Zhang, M., Xu, W., Li, J. Q., Cao, X. P., Yu, J. T., &amp; Tan, L. (2019). Midlife modifiable risk factors for dementia: A systematic review and meta-analysis of 34 prospective cohort studies. <em>Current Alzheimer Research, 16<\/em>(14), 1254\u20131268.<\/li>\n\n\n\n<li class=\"has-sm-font-size\">Liu, Y., Lu, G., Liu, L., He, Y., &amp; Gong, W. (2024). Cognitive reserve over the life course and risk of dementia: A systematic review and meta-analysis. <em>Frontiers in Aging Neuroscience, 16<\/em>, 1358992.<\/li>\n\n\n\n<li class=\"has-sm-font-size\">Livingston, G., Huntley, J., Liu, K. Y., et al. (2024). Dementia prevention, intervention, and care: 2024 report of the Lancet standing Commission. <em>The Lancet, 404<\/em>(10452), 572\u2013628.<\/li>\n\n\n\n<li class=\"has-sm-font-size\">Moceri, V. M., Kukull, W. A., Emanuel, I., van Belle, G., &amp; Larson, E. B. (2000). Early-life risk factors and the development of Alzheimer\u2019s disease. <em>Neurology, 54<\/em>(2), 415\u2013420. https:\/\/doi.org\/10.1212\/wnl.54.2.415<\/li>\n\n\n\n<li class=\"has-sm-font-size\">Tai, X. Y., Veldsman, M., Lyall, D. M., et al. (2022). Cardiometabolic multimorbidity, genetic risk, and dementia: A prospective cohort study. <em>The Lancet Healthy Longevity, 3.<\/em><\/li>\n\n\n\n<li class=\"has-sm-font-size\">Tani, Y., Fujiwara, T., &amp; Kondo, K. (2020). Association between adverse childhood experiences and dementia in older Japanese adults. <em>JAMA Network Open, 3<\/em>(2), e1920740. https:\/\/doi.org\/10.1001\/jamanetworkopen.2019.20740<\/li>\n\n\n\n<li class=\"has-sm-font-size\">Wu, F., &amp; Zhou, C. (2024). Hearing impairment and cognitive function: Mediating role of social isolation and depression. <em>American Journal of Alzheimer\u2019s Disease &amp; Other Dementias, 39<\/em>.<\/li>\n<\/ul>\n\n\n\n<div style=\"height:70px\" aria-hidden=\"true\" class=\"wp-block-spacer\"><\/div>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-group p-4 br-0111 has-alt-background-color has-background has-light-background\"><div class=\"wp-block-group__inner-container is-layout-constrained wp-block-group-is-layout-constrained\">\n<h2 class=\"wp-block-heading\"><strong>Perguntas frequentes sobre os fatores de risco modific\u00e1veis para dem\u00eancia<\/strong><\/h2>\n\n\n\n<div style=\"height:20px\" aria-hidden=\"true\" class=\"wp-block-spacer\"><\/div>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-pb-accordion-item c-accordion__item js-accordion-item no-js\" data-initially-open=\"false\" data-click-to-close=\"true\" data-auto-close=\"true\" data-scroll=\"false\" data-scroll-offset=\"0\" id=\"trabajarneuronup\"><h3 id=\"at-520346\" class=\"c-accordion__title js-accordion-controller\" role=\"button\">1. Quais s\u00e3o os 14 fatores de risco modific\u00e1veis para dem\u00eancia segundo a Comiss\u00e3o Lancet de 2024?<\/h3><div id=\"ac-520346\" class=\"c-accordion__content\">\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Os 14 fatores identificados s\u00e3o: baixa escolaridade, perda auditiva, hipertens\u00e3o, colesterol LDL elevado, obesidade, tabagismo, depress\u00e3o, inatividade f\u00edsica, diabetes, consumo excessivo de \u00e1lcool, traumatismo cranioencef\u00e1lico, isolamento social, polui\u00e7\u00e3o do ar e perda visual n\u00e3o tratada. A interven\u00e7\u00e3o sobre esses fatores ao longo da vida poderia prevenir ou retardar at\u00e9 45% dos casos.<\/p>\n<\/div><\/div>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-pb-accordion-item c-accordion__item js-accordion-item no-js\" data-initially-open=\"false\" data-click-to-close=\"true\" data-auto-close=\"true\" data-scroll=\"false\" data-scroll-offset=\"0\" id=\"trabajarneuronup\"><h3 id=\"at-520347\" class=\"c-accordion__title js-accordion-controller\" role=\"button\">2. Como os fatores cardiometab\u00f3licos da meia-idade afetam a estrutura cerebral?<\/h3><div id=\"ac-520347\" class=\"c-accordion__content\">\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A presen\u00e7a prolongada de hipertens\u00e3o, diabetes, obesidade ou hipercolesterolemia na meia-idade est\u00e1 associada a um maior risco posterior de dem\u00eancia. Do ponto de vista neuroanat\u00f4mico, o ac\u00famulo desses fatores e de eventos vasculares est\u00e1 relacionado a menor volume do hipocampo, menor volume de subst\u00e2ncia cinzenta e maior presen\u00e7a de hiperintensidades na subst\u00e2ncia branca.<\/p>\n<\/div><\/div>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-pb-accordion-item c-accordion__item js-accordion-item no-js\" data-initially-open=\"false\" data-click-to-close=\"true\" data-auto-close=\"true\" data-scroll=\"false\" data-scroll-offset=\"0\" id=\"videosneuronup\"><h3 id=\"at-520348\" class=\"c-accordion__title js-accordion-controller\" role=\"button\">3. Como as experi\u00eancias adversas na inf\u00e2ncia influenciam o risco de dem\u00eancia?<\/h3><div id=\"ac-520348\" class=\"c-accordion__content\">\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Ter tr\u00eas ou mais experi\u00eancias adversas ou sofrer maus-tratos antes dos 18 anos est\u00e1 relacionado a um maior risco de decl\u00ednio cognitivo em etapas posteriores da vida. Embora n\u00e3o sejam causas diretas por si s\u00f3, atuam como fatores de vulnerabilidade ao influenciar a sa\u00fade mental, o n\u00edvel socioecon\u00f4mico e os h\u00e1bitos de vida na idade adulta.<\/p>\n<\/div><\/div>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-pb-accordion-item c-accordion__item js-accordion-item no-js\" data-initially-open=\"false\" data-click-to-close=\"true\" data-auto-close=\"true\" data-scroll=\"false\" data-scroll-offset=\"0\" id=\"formaciongratuita\"><h3 id=\"at-520349\" class=\"c-accordion__title js-accordion-controller\" role=\"button\">4. Por que a perda auditiva e visual n\u00e3o tratada aumenta o risco de decl\u00ednio cognitivo?<\/h3><div id=\"ac-520349\" class=\"c-accordion__content\">\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Os d\u00e9ficits sensoriais n\u00e3o corrigidos limitam a capacidade de receber est\u00edmulos, comunicar-se, ler e se deslocar com autonomia. Isso favorece o isolamento social e a depress\u00e3o, reduzindo a participa\u00e7\u00e3o em atividades mentalmente estimulantes e acelerando o decl\u00ednio cognitivo.<\/p>\n<\/div><\/div>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-pb-accordion-item c-accordion__item js-accordion-item no-js\" data-initially-open=\"false\" data-click-to-close=\"true\" data-auto-close=\"true\" data-scroll=\"false\" data-scroll-offset=\"0\" id=\"formaciongratuita\"><h3 id=\"at-5203410\" class=\"c-accordion__title js-accordion-controller\" role=\"button\">5. Como a reserva cognitiva \u00e9 constru\u00edda ao longo da vida?<\/h3><div id=\"ac-5203410\" class=\"c-accordion__content\">\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A reserva cognitiva permite que o c\u00e9rebro tolere melhor as altera\u00e7\u00f5es patol\u00f3gicas. Ela \u00e9 constru\u00edda de forma din\u00e2mica: a educa\u00e7\u00e3o formal \u00e9 decisiva na inf\u00e2ncia e na juventude, enquanto a estimula\u00e7\u00e3o cognitiva cont\u00ednua, a aprendizagem de novas habilidades e a conex\u00e3o social s\u00e3o pilares fundamentais durante a idade adulta e a velhice.<\/p>\n<\/div><\/div>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-pb-accordion-item c-accordion__item js-accordion-item no-js\" data-initially-open=\"false\" data-click-to-close=\"true\" data-auto-close=\"true\" data-scroll=\"false\" data-scroll-offset=\"0\" id=\"formaciongratuita\"><h3 id=\"at-5203411\" class=\"c-accordion__title js-accordion-controller\" role=\"button\">6. A estimula\u00e7\u00e3o cognitiva \u00e9 eficaz em idosos sem diagn\u00f3stico de dem\u00eancia?<\/h3><div id=\"ac-5203411\" class=\"c-accordion__content\">\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Sim. Chegar \u00e0 velhice n\u00e3o fecha a janela de interven\u00e7\u00e3o. Participar de atividades mentalmente desafiadoras e de programas de estimula\u00e7\u00e3o cognitiva em idades avan\u00e7adas ajuda a manter a reserva cognitiva, favorece a neuroplasticidade e preserva a funcionalidade da pessoa por mais tempo.<\/p>\n<\/div><\/div>\n<\/div><\/div>\n\n\n\n\n<div style=\"height:50px\" aria-hidden=\"true\" class=\"wp-block-spacer\"><\/div>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\">Se voc\u00ea gostou deste artigo sobre <strong>como cuidar do c\u00e9rebro ao longo da vida e reduzir o risco de dem\u00eancia<\/strong>, talvez tamb\u00e9m se interesse por estes artigos da NeuronUP:<\/h3>\n\n\n<div class=\"mai-grid entries entries-grid has-boxed has-image-full\" style=\"--entry-title-font-size:var(--font-size-lg);--align-text:start;--entry-meta-text-align:start;\"><div class=\"entries-wrap has-columns\" style=\"--columns-xs:1 \/ 1;--columns-sm:1 \/ 1;--columns-md:1 \/ 3;--columns-lg:1 \/ 3;--flex-xs:0 0 var(--flex-basis);--flex-sm:0 0 var(--flex-basis);--flex-md:0 0 var(--flex-basis);--flex-lg:0 0 var(--flex-basis);--column-gap:var(--spacing-lg);--row-gap:var(--spacing-lg);--align-columns:start;\"><article class=\"entry entry-grid is-column has-entry-link has-image has-image-first type-post category-doencas-neurodegenerativas tag-cerebro tag-doencas-neurodegenerativas tag-neuropsicologia\" style=\"--entry-index:1;\" aria-label=\"Como cuidar do c\u00e9rebro ao longo da vida e reduzir o risco de dem\u00eancia\" itemscope itemtype=\"https:\/\/schema.org\/CreativeWork\"><a class=\"entry-image-link\" href=\"https:\/\/neuronup.com\/br\/noticias-de-estimulacao-cognitiva\/doencas-neurodegenerativas\/como-cuidar-do-cerebro-ao-longo-da-vida-e-reduzir-o-risco-de-demencia\/\" tabindex=\"-1\" aria-hidden=\"true\"><img decoding=\"async\" width=\"400\" height=\"300\" src=\"https:\/\/neuronup.com\/br\/wp-content\/uploads\/2026\/09\/Descubre-los-14-factores-de-riesgo-modificables-de-demencia-y-conoce-como-intervenir-y-fortalecer-la-reserva-cognitiva-a-lo-largo-de-la-vida-400x300.webp\" class=\"entry-image size-landscape-sm\" alt=\"Conhe\u00e7a os 14 fatores de risco modific\u00e1veis para dem\u00eancia e saiba como agir e fortalecer a reserva cognitiva ao longo de toda a vida com evid\u00eancias atuais.\" srcset=\"https:\/\/neuronup.com\/br\/wp-content\/uploads\/2026\/09\/Descubre-los-14-factores-de-riesgo-modificables-de-demencia-y-conoce-como-intervenir-y-fortalecer-la-reserva-cognitiva-a-lo-largo-de-la-vida-400x300.webp 400w, https:\/\/neuronup.com\/br\/wp-content\/uploads\/2026\/09\/Descubre-los-14-factores-de-riesgo-modificables-de-demencia-y-conoce-como-intervenir-y-fortalecer-la-reserva-cognitiva-a-lo-largo-de-la-vida-800x600.webp 800w\" sizes=\"(max-width:599px) 599px, (min-width:600px) and (max-width: 799px) 799px, (min-width:800px) and (max-width: 999px) 333px, (min-width:1000px) 400px\" \/><\/a><div class=\"entry-wrap entry-wrap-grid\"><h3 class=\"entry-title\" itemprop=\"headline\"><a class=\"entry-title-link\" href=\"https:\/\/neuronup.com\/br\/noticias-de-estimulacao-cognitiva\/doencas-neurodegenerativas\/como-cuidar-do-cerebro-ao-longo-da-vida-e-reduzir-o-risco-de-demencia\/\" rel=\"bookmark\">Como cuidar do c\u00e9rebro ao longo da vida e reduzir o risco de dem\u00eancia<\/a><\/h3>\n<\/div><\/article><article class=\"entry entry-grid is-column has-entry-link has-image has-image-first type-post category-doencas-neurodegenerativas tag-afasia tag-doencas-neurodegenerativas\" style=\"--entry-index:2;\" aria-label=\"Guia de avalia\u00e7\u00e3o e interven\u00e7\u00e3o na afasia progressiva prim\u00e1ria (APP) para profissionais\" itemscope itemtype=\"https:\/\/schema.org\/CreativeWork\"><a class=\"entry-image-link\" href=\"https:\/\/neuronup.com\/br\/noticias-de-estimulacao-cognitiva\/doencas-neurodegenerativas\/guia-de-avaliacao-e-intervencao-em-afasia-progressiva-primaria-app-para-profissionais\/\" tabindex=\"-1\" aria-hidden=\"true\"><img decoding=\"async\" width=\"400\" height=\"300\" src=\"https:\/\/neuronup.com\/br\/wp-content\/uploads\/2026\/09\/Guia-de-evaluacion-e-intervencion-en-afasia-progresiva-primaria-APP-para-profesionales.-Criterios-diagnosticos-variantes-clinicas-evaluacion-neuropsicologica-y-estrategias-de-intervencion-400x300.webp\" class=\"entry-image size-landscape-sm\" alt=\"Guia de avalia\u00e7\u00e3o e interven\u00e7\u00e3o na afasia progressiva prim\u00e1ria (APP) para profissionais. Crit\u00e9rios diagn\u00f3sticos, variantes cl\u00ednicas, avalia\u00e7\u00e3o neuropsicol\u00f3gica e estrat\u00e9gias de interven\u00e7\u00e3o.\" srcset=\"https:\/\/neuronup.com\/br\/wp-content\/uploads\/2026\/09\/Guia-de-evaluacion-e-intervencion-en-afasia-progresiva-primaria-APP-para-profesionales.-Criterios-diagnosticos-variantes-clinicas-evaluacion-neuropsicologica-y-estrategias-de-intervencion-400x300.webp 400w, https:\/\/neuronup.com\/br\/wp-content\/uploads\/2026\/09\/Guia-de-evaluacion-e-intervencion-en-afasia-progresiva-primaria-APP-para-profesionales.-Criterios-diagnosticos-variantes-clinicas-evaluacion-neuropsicologica-y-estrategias-de-intervencion-800x600.webp 800w\" sizes=\"(max-width:599px) 599px, (min-width:600px) and (max-width: 799px) 799px, (min-width:800px) and (max-width: 999px) 333px, (min-width:1000px) 400px\" \/><\/a><div class=\"entry-wrap entry-wrap-grid\"><h3 class=\"entry-title\" itemprop=\"headline\"><a class=\"entry-title-link\" href=\"https:\/\/neuronup.com\/br\/noticias-de-estimulacao-cognitiva\/doencas-neurodegenerativas\/guia-de-avaliacao-e-intervencao-em-afasia-progressiva-primaria-app-para-profissionais\/\" rel=\"bookmark\">Guia de avalia\u00e7\u00e3o e interven\u00e7\u00e3o na afasia progressiva prim\u00e1ria (APP) para profissionais<\/a><\/h3>\n<\/div><\/article><article class=\"entry entry-grid is-column has-entry-link has-image has-image-first type-post category-neuropsicologia tag-neuropsicologia\" style=\"--entry-index:3;\" aria-label=\"Recupera\u00e7\u00e3o cognitiva e descanso cerebral: evid\u00eancias sobre a fadiga mental e o retorno ao trabalho\" itemscope itemtype=\"https:\/\/schema.org\/CreativeWork\"><a class=\"entry-image-link\" href=\"https:\/\/neuronup.com\/br\/neurociencia\/neuropsicologia\/reabilitacao-cognitiva-e-descanso-cerebral-evidencia-sobre-a-fadiga-mental-e-retorno-ao-trabalho\/\" tabindex=\"-1\" aria-hidden=\"true\"><img decoding=\"async\" width=\"400\" height=\"300\" src=\"https:\/\/neuronup.com\/br\/wp-content\/uploads\/2026\/09\/br-Fatiga-mental-y-retorno-laboral.-Que-necesita-el-cerebro-durante-las-vacaciones--400x300.webp\" class=\"entry-image size-landscape-sm\" alt=\"\" srcset=\"https:\/\/neuronup.com\/br\/wp-content\/uploads\/2026\/09\/br-Fatiga-mental-y-retorno-laboral.-Que-necesita-el-cerebro-durante-las-vacaciones--400x300.webp 400w, https:\/\/neuronup.com\/br\/wp-content\/uploads\/2026\/09\/br-Fatiga-mental-y-retorno-laboral.-Que-necesita-el-cerebro-durante-las-vacaciones--800x600.webp 800w\" sizes=\"(max-width:599px) 599px, (min-width:600px) and (max-width: 799px) 799px, (min-width:800px) and (max-width: 999px) 333px, (min-width:1000px) 400px\" \/><\/a><div class=\"entry-wrap entry-wrap-grid\"><h3 class=\"entry-title\" itemprop=\"headline\"><a class=\"entry-title-link\" href=\"https:\/\/neuronup.com\/br\/neurociencia\/neuropsicologia\/reabilitacao-cognitiva-e-descanso-cerebral-evidencia-sobre-a-fadiga-mental-e-retorno-ao-trabalho\/\" rel=\"bookmark\">Recupera\u00e7\u00e3o cognitiva e descanso cerebral: evid\u00eancias sobre a fadiga mental e o retorno ao trabalho<\/a><\/h3>\n<\/div><\/article><article class=\"entry entry-grid is-column has-entry-link has-image has-image-first type-post category-neuropsicologia tag-cerebro tag-neuropsicologia\" style=\"--entry-index:4;\" aria-label=\"O impacto da multitarefa no funcionamento cerebral e cognitivo\" itemscope itemtype=\"https:\/\/schema.org\/CreativeWork\"><a class=\"entry-image-link\" href=\"https:\/\/neuronup.com\/br\/neurociencia\/neuropsicologia\/o-impacto-da-multitarefa-no-funcionamento-cerebral-e-cognitivo\/\" tabindex=\"-1\" aria-hidden=\"true\"><img decoding=\"async\" width=\"400\" height=\"300\" src=\"https:\/\/neuronup.com\/br\/wp-content\/uploads\/2026\/08\/Consecuencias-de-la-multitarea-en-el-cerebro-la-memoria-de-trabajo-y-la-atencion.-Guia-para-profesionales-de-la-neurorrehabilitacion-400x300.webp\" class=\"entry-image size-landscape-sm\" alt=\"Consequ\u00eancias da multitarefa no c\u00e9rebro, na mem\u00f3ria de trabalho e na aten\u00e7\u00e3o. Guia para profissionais da neurorreabilita\u00e7\u00e3o.\" srcset=\"https:\/\/neuronup.com\/br\/wp-content\/uploads\/2026\/08\/Consecuencias-de-la-multitarea-en-el-cerebro-la-memoria-de-trabajo-y-la-atencion.-Guia-para-profesionales-de-la-neurorrehabilitacion-400x300.webp 400w, https:\/\/neuronup.com\/br\/wp-content\/uploads\/2026\/08\/Consecuencias-de-la-multitarea-en-el-cerebro-la-memoria-de-trabajo-y-la-atencion.-Guia-para-profesionales-de-la-neurorrehabilitacion-800x600.webp 800w\" sizes=\"(max-width:599px) 599px, (min-width:600px) and (max-width: 799px) 799px, (min-width:800px) and (max-width: 999px) 333px, (min-width:1000px) 400px\" \/><\/a><div class=\"entry-wrap entry-wrap-grid\"><h3 class=\"entry-title\" itemprop=\"headline\"><a class=\"entry-title-link\" href=\"https:\/\/neuronup.com\/br\/neurociencia\/neuropsicologia\/o-impacto-da-multitarefa-no-funcionamento-cerebral-e-cognitivo\/\" rel=\"bookmark\">O impacto da multitarefa no funcionamento cerebral e cognitivo<\/a><\/h3>\n<\/div><\/article><article class=\"entry entry-grid is-column has-entry-link has-image has-image-first type-post category-neuropsicologia tag-criancas tag-memoria\" style=\"--entry-index:5;\" aria-label=\"Mem\u00f3ria de trabalho em crian\u00e7as: o que \u00e9, como influencia a aprendizagem e sinais de dificuldade\" itemscope itemtype=\"https:\/\/schema.org\/CreativeWork\"><a class=\"entry-image-link\" href=\"https:\/\/neuronup.com\/br\/neurociencia\/neuropsicologia\/memoria-de-trabalho-em-criancas-o-que-e-como-influencia-aprendizado-e-sinais-de-dificuldade\/\" tabindex=\"-1\" aria-hidden=\"true\"><img decoding=\"async\" width=\"400\" height=\"300\" src=\"https:\/\/neuronup.com\/br\/wp-content\/uploads\/2026\/08\/Que-es-la-memoria-de-trabajo-infantil-como-se-relaciona-con-el-aprendizaje-y-que-estrategias-pueden-ayudar-en-casa-y-en-el-colegio-400x300.webp\" class=\"entry-image size-landscape-sm\" alt=\"O que \u00e9 a mem\u00f3ria de trabalho infantil, como ela se relaciona com a aprendizagem e quais estrat\u00e9gias podem ajudar em casa e na escola.\" srcset=\"https:\/\/neuronup.com\/br\/wp-content\/uploads\/2026\/08\/Que-es-la-memoria-de-trabajo-infantil-como-se-relaciona-con-el-aprendizaje-y-que-estrategias-pueden-ayudar-en-casa-y-en-el-colegio-400x300.webp 400w, https:\/\/neuronup.com\/br\/wp-content\/uploads\/2026\/08\/Que-es-la-memoria-de-trabajo-infantil-como-se-relaciona-con-el-aprendizaje-y-que-estrategias-pueden-ayudar-en-casa-y-en-el-colegio-800x600.webp 800w\" sizes=\"(max-width:599px) 599px, (min-width:600px) and (max-width: 799px) 799px, (min-width:800px) and (max-width: 999px) 333px, (min-width:1000px) 400px\" \/><\/a><div class=\"entry-wrap entry-wrap-grid\"><h3 class=\"entry-title\" itemprop=\"headline\"><a class=\"entry-title-link\" href=\"https:\/\/neuronup.com\/br\/neurociencia\/neuropsicologia\/memoria-de-trabalho-em-criancas-o-que-e-como-influencia-aprendizado-e-sinais-de-dificuldade\/\" rel=\"bookmark\">Mem\u00f3ria de trabalho em crian\u00e7as: o que \u00e9, como influencia a aprendizagem e sinais de dificuldade<\/a><\/h3>\n<\/div><\/article><article class=\"entry entry-grid is-column has-entry-link has-image has-image-first type-post category-neuropsicologia tag-estimulacao-cognitiva tag-neuropsicologia\" style=\"--entry-index:6;\" aria-label=\"Neuropsicologia nos transtornos alimentares (TCA): o papel cl\u00ednico da reabilita\u00e7\u00e3o cognitiva\" itemscope itemtype=\"https:\/\/schema.org\/CreativeWork\"><a class=\"entry-image-link\" href=\"https:\/\/neuronup.com\/br\/neurociencia\/neuropsicologia\/neuropsicologia-em-transtornos-da-conduta-alimentar-tca-o-papel-clinico-da-reabilitacao-cognitiva\/\" tabindex=\"-1\" aria-hidden=\"true\"><img decoding=\"async\" width=\"400\" height=\"300\" src=\"https:\/\/neuronup.com\/br\/wp-content\/uploads\/2026\/08\/Neuropsicologia-en-trastornos-de-la-conducta-alimentaria-TCA-400x300.webp\" class=\"entry-image size-landscape-sm\" alt=\"Neuropsicologia nos transtornos alimentares (TCA)\" srcset=\"https:\/\/neuronup.com\/br\/wp-content\/uploads\/2026\/08\/Neuropsicologia-en-trastornos-de-la-conducta-alimentaria-TCA-400x300.webp 400w, https:\/\/neuronup.com\/br\/wp-content\/uploads\/2026\/08\/Neuropsicologia-en-trastornos-de-la-conducta-alimentaria-TCA-800x600.webp 800w\" sizes=\"(max-width:599px) 599px, (min-width:600px) and (max-width: 799px) 799px, (min-width:800px) and (max-width: 999px) 333px, (min-width:1000px) 400px\" \/><\/a><div class=\"entry-wrap entry-wrap-grid\"><h3 class=\"entry-title\" itemprop=\"headline\"><a class=\"entry-title-link\" href=\"https:\/\/neuronup.com\/br\/neurociencia\/neuropsicologia\/neuropsicologia-em-transtornos-da-conduta-alimentar-tca-o-papel-clinico-da-reabilitacao-cognitiva\/\" rel=\"bookmark\">Neuropsicologia nos transtornos alimentares (TCA): o papel cl\u00ednico da reabilita\u00e7\u00e3o cognitiva<\/a><\/h3>\n<\/div><\/article><\/div><\/div>\n\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Valeria Medina, neuropsic\u00f3loga da NeuronUP, aborda os 14 fatores de risco modific\u00e1veis para dem\u00eancia e como a reserva cognitiva protege o c\u00e9rebro de acordo com as evid\u00eancias atuais. &#8211; 45% dos casos de dem\u00eancia poderiam ser prevenidos com a\u00e7\u00f5es sobre 14 fatores modific\u00e1veis (Lancet, 2024).&#8211; A preven\u00e7\u00e3o \u00e9 um processo din\u00e2mico ao longo da vida 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