{"id":29279,"date":"2026-05-04T10:17:30","date_gmt":"2026-05-04T08:17:30","guid":{"rendered":"https:\/\/neuronup.com\/?p=29279"},"modified":"2026-05-04T10:17:30","modified_gmt":"2026-05-04T08:17:30","slug":"o-maravilhoso-mundo-da-neurodiversidade","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/neuronup.com\/br\/neurociencia\/o-maravilhoso-mundo-da-neurodiversidade\/","title":{"rendered":"O maravilhoso mundo da neurodiversidade"},"content":{"rendered":"\n<p class=\"has-xl-font-size\">A neuropsic\u00f3loga Diana Carolina Gomez Blanco nos aproxima neste artigo do conceito de <strong>neurodiversidade<\/strong>. <\/p>\n\n\n\n<p>Nos \u00faltimos anos surgiu, nas esferas das associa\u00e7\u00f5es de autismo e de outras neurodiverg\u00eancias, um conceito que vem mudando o paradigma com o qual se costuma compreender a defici\u00eancia, bem como os chamados <a href=\"https:\/\/neuronup.com\/br\/neurorreabilitacao\/perturbacoes-do-neurodesenvolvimento\/\">transtornos do neurodesenvolvimento<\/a> e psiqui\u00e1tricos, no qual se questiona se, de fato, existe o que chamamos de c\u00e9rebro \u201cnormal\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>Neste sentido, o ser humano desenvolveu padr\u00f5es e medidas exatas. Assim, por exemplo, no subsolo da sede do Bureau Internacional de Pesos e Medidas (BIPM), em S\u00e8vres (Fran\u00e7a), encontra-se aquela pe\u00e7a de metal que representa o padr\u00e3o mundial para o quilograma, e todas as medidas de quilo s\u00e3o calibradas e pesadas com esse prot\u00f3tipo, o qual est\u00e1 altamente custodiado. <\/p>\n\n\n\n<p>No entanto, n\u00e3o existe tal padr\u00e3o para o c\u00e9rebro humano. Por enquanto n\u00e3o existe em nenhum museu um \u00f3rg\u00e3o preservado e usado como padr\u00e3o de medi\u00e7\u00e3o do normal e do anormal, apesar de que ao longo dos anos <strong>foram feitas tentativas de padronizar o comportamento humano e sua cogni\u00e7\u00e3o com base em diferentes casu\u00edsticas<\/strong>: modelos que indicavam que o peso do c\u00e9rebro equivalia ao n\u00edvel de intelig\u00eancia, a populariza\u00e7\u00e3o de testes de intelig\u00eancia para classific\u00e1\u2011la ou a proposi\u00e7\u00e3o de classifica\u00e7\u00f5es psiqui\u00e1tricas para aqueles comportamentos que fogem ao padr\u00e3o esperado. <\/p>\n\n\n\n<p>No entanto, hoje em dia, gra\u00e7as aos avan\u00e7os nos estudos da neuroci\u00eancia, chegou\u2011se \u00e0 compreens\u00e3o de que <strong>n\u00e3o \u00e9 t\u00e3o simples determinar o que \u00e9 normal ou anormal<\/strong>. Qu\u00e3o certo ser\u00e1 que aquilo que hoje conhecemos como transtornos n\u00e3o o sejam exatamente? (Armstrong, 2015, p. 1-4).<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">O que \u00e9 a neurodiversidade &#8211; Conceito de neurodiversidade <\/h2>\n\n\n\n<p>A <strong>neurodiversidade <\/strong>foi descrita pela primeira vez em 1998 pela soci\u00f3loga e ativista <strong>Judy Singer<\/strong>, que a concebeu como sin\u00f4nimo de <strong>biodiversidade neurol\u00f3gica<\/strong>. Estima\u2011se que entre 15% e 20% da popula\u00e7\u00e3o tem um desenvolvimento neurol\u00f3gico diferente, sendo denominadas neurodivergentes, enquanto que aqueles que seguem o desenvolvimento esperado s\u00e3o chamados neurot\u00edpicos (Fundaci\u00f2 factor hum\u00e0, 2020, p. 2). Ambos, <strong>neurot\u00edpicos e neurodivergentes, conformam a neurodiversidade do c\u00e9rebro humano<\/strong>. <\/p>\n\n\n\n<p>Entre os chamados <strong>neurodivergentes <\/strong>est\u00e3o <strong>pessoas com diagn\u00f3sticos como <a href=\"https:\/\/neuronup.com\/br\/neurorreabilitacao\/perturbacoes-do-neurodesenvolvimento\/transtorno-de-deficit-de-atencao-e-hiperatividade-tdah\/\">TDAH<\/a>, <a href=\"https:\/\/neuronup.com\/br\/neurorreabilitacao\/perturbacoes-do-neurodesenvolvimento\/transtornos-do-espectro-autista-tea\/\">TEA<\/a>, dislexia ou transtornos de ansiedade<\/strong>, os quais se questiona manter como transtornos, j\u00e1 que \u00e0s vezes se prefere denomin\u00e1\u2011los pelo termo condi\u00e7\u00f5es. Dessa forma, o TEA (Transtorno do Espectro do Autismo) \u00e9 considerado CEA (Condi\u00e7\u00e3o do Espectro do Autismo), embora at\u00e9 hoje nos diferentes manuais diagn\u00f3sticos n\u00e3o tenham sido feitas esse tipo de modifica\u00e7\u00f5es.<\/p>\n\n\n\n<div style=\"height:50px\" aria-hidden=\"true\" class=\"wp-block-spacer\"><\/div>\n\n\n<div class=\"wp-block-image\">\n<figure class=\"aligncenter size-large is-resized\"><img decoding=\"async\" width=\"1024\" height=\"1024\" src=\"https:\/\/neuronup.com\/br\/wp-content\/uploads\/2024\/02\/Neurodiversidad-1024x1024.webp\" alt=\"Diagrama circular com a palavra Neurodiversity no centro e setores que representam dislexia, autismo e ansiedade.\" class=\"wp-image-29392\" style=\"width:800px;height:auto\" srcset=\"https:\/\/neuronup.com\/br\/wp-content\/uploads\/2024\/02\/Neurodiversidad-24x24.webp 24w, https:\/\/neuronup.com\/br\/wp-content\/uploads\/2024\/02\/Neurodiversidad-48x48.webp 48w, https:\/\/neuronup.com\/br\/wp-content\/uploads\/2024\/02\/Neurodiversidad-96x96.webp 96w, https:\/\/neuronup.com\/br\/wp-content\/uploads\/2024\/02\/Neurodiversidad-150x150.webp 150w, https:\/\/neuronup.com\/br\/wp-content\/uploads\/2024\/02\/Neurodiversidad-300x300.webp 300w, https:\/\/neuronup.com\/br\/wp-content\/uploads\/2024\/02\/Neurodiversidad-768x768.webp 768w, https:\/\/neuronup.com\/br\/wp-content\/uploads\/2024\/02\/Neurodiversidad-1024x1024.webp 1024w, https:\/\/neuronup.com\/br\/wp-content\/uploads\/2024\/02\/Neurodiversidad.webp 1200w\" sizes=\"(max-width: 1024px) 100vw, 1024px\" \/><figcaption class=\"wp-element-caption\">Neurodiversidade. Retirado de https:\/\/stimpunks.org\/es\/glossary\/neurodivergente\/. <\/figcaption><\/figure>\n<\/div>\n\n\n<div style=\"height:50px\" aria-hidden=\"true\" class=\"wp-block-spacer\"><\/div>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">A origem da neurodiversidade<\/h2>\n\n\n\n<p>A neurodiversidade se baseia em que <strong>durante a forma\u00e7\u00e3o do c\u00e9rebro humano ocorrem dois grandes processos<\/strong>: aquele que estabelece o desenvolvimento b\u00e1sico do comportamento humano essencial e aquele que marca o desenvolvimento pessoal de qualidades, capacidades e intelig\u00eancias m\u00faltiplas.<\/p>\n\n\n\n<p>Nesse sentido destaca\u2011se que os genes, em intera\u00e7\u00e3o com todo o material cromoss\u00f4mico que os acompanha, iniciam, dirigem e regulam a cria\u00e7\u00e3o do c\u00e9rebro, com todos aqueles processos que marcam seu desenvolvimento ao longo do per\u00edodo natal e p\u00f3s\u2011natal. N\u00e3o obstante, cabe questionar quantos neur\u00f4nios nascem em um indiv\u00edduo espec\u00edfico e quantos est\u00e3o em condi\u00e7\u00f5es de exercer seu papel como corresponde. <\/p>\n\n\n\n<p>\u00c9 justamente aqui que se sabe, at\u00e9 o momento, que<strong> as redes neurais s\u00e3o suscet\u00edveis a aspectos como a alimenta\u00e7\u00e3o, o cuidado e muitos outros<\/strong> fatores, sem que isso represente a presen\u00e7a de patologias, mas sim diferen\u00e7as na funcionalidade, que marcam a diversidade cerebral, na qual, apesar de todos termos um mesmo c\u00e9rebro humano e todos termos diferen\u00e7as, s\u00e3o essas mesmas diferen\u00e7as que caracterizam a neurodiversidade.<\/p>\n\n\n\n<p>Nesse ponto \u00e9 importante esclarecer os conceitos\u2011chave relacionados \u00e0 neurodiversidade e seu uso adequado. A neurodiversidade n\u00e3o \u00e9 uma perspectiva, um enfoque, uma cren\u00e7a, uma ideologia pol\u00edtica ou similares. Ao contr\u00e1rio, <strong>a neurodiversidade \u00e9 um fato biol\u00f3gico, \u00e9 a diversidade dos c\u00e9rebros e das mentes humanas<\/strong>, \u00e9 a infinidade de varia\u00e7\u00e3o no funcionamento neurocognitivo na esp\u00e9cie humana. <\/p>\n\n\n\n<p>N\u00e3o \u00e9 um tra\u00e7o que uma pessoa possua, e sim um atributo de um grupo, e quando uma pessoa diverge do padr\u00e3o dominante ou \u201cnormal\u201d do funcionamento neurocognitivo em uma sociedade, ela n\u00e3o \u201ctem\u201d neurodiversidade, \u00e9 neurodivergente, o que deve ser diferenciado do paradigma da neurodiversidade ou do movimento da neurodiversidade. <\/p>\n\n\n\n<p><strong>A neurodiversidade se prop\u00f5e como alternativa ao conceito de defici\u00eancia.<\/strong> Segundo Thomas Armstrong: <\/p>\n\n\n\n<blockquote class=\"wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow\">\n<p>&#8220;Minha pr\u00f3pria defini\u00e7\u00e3o da palavra inclui uma an\u00e1lise daquilo que por muito tempo tem sido considerado transtornos mentais de origem neurol\u00f3gica, mas que podem representar formas alternativas das diferen\u00e7as humanas naturais\u201d (Armstrong, 2010: p. 21).<\/p>\n<\/blockquote>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\">Oito princ\u00edpios b\u00e1sicos da neurodiversidade<\/h3>\n\n\n\n<p>Por isso, entre os postulados da neurodiversidade, propuseram\u2011se<strong> 8 princ\u00edpios b\u00e1sicos <\/strong>(Lopera Murcia, 2015, p.252):<\/p>\n\n\n\n<ol class=\"wp-block-list\">\n<li>O c\u00e9rebro humano funciona mais como um ecossistema do que como uma m\u00e1quina.<\/li>\n\n\n\n<li>Os seres humanos e os c\u00e9rebros humanos existem ao longo de espectros cont\u00ednuos de compet\u00eancia. Ou seja, h\u00e1 diferen\u00e7as sutis nos dom\u00ednios cognitivos. Desde, por exemplo, uma grande capacidade para memorizar at\u00e9 d\u00e9ficits severos nessa habilidade.<\/li>\n\n\n\n<li>A compet\u00eancia do ser humano \u00e9 definida a partir dos valores da cultura \u00e0 qual pertence.<\/li>\n\n\n\n<li>O fato de ser considerado deficiente ou dotado depende, em grande medida, de quando e onde voc\u00ea nasceu.<\/li>\n\n\n\n<li>O sucesso na vida baseia\u2011se na adapta\u00e7\u00e3o do c\u00e9rebro \u00e0s necessidades do ambiente.<\/li>\n\n\n\n<li>O sucesso na vida tamb\u00e9m depende da modifica\u00e7\u00e3o do seu ambiente para ajust\u00e1\u2011lo \u00e0s necessidades do seu c\u00e9rebro \u00fanico (nichos).<\/li>\n\n\n\n<li>A constru\u00e7\u00e3o de nichos inclui escolhas profissionais e de estilo de vida, tecnologias assistivas, recursos humanos e outras estrat\u00e9gias que melhoram a vida e se adaptam \u00e0s necessidades espec\u00edficas do indiv\u00edduo neurodiverso.<\/li>\n\n\n\n<li>A constru\u00e7\u00e3o positiva de nichos modifica diretamente o c\u00e9rebro que, por sua vez, refor\u00e7a sua capacidade de se adaptar ao ambiente.<\/li>\n<\/ol>\n\n\n\n<div style=\"height:50px\" aria-hidden=\"true\" class=\"wp-block-spacer\"><\/div>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-group br-0111 has-primary-background-color has-background has-dark-background has-sm-padding-top has-sm-padding-left has-sm-padding-right has-xxl-margin-top\"><div class=\"wp-block-group__inner-container is-layout-constrained wp-block-group-is-layout-constrained\">\n<div class=\"wp-block-columns is-layout-flex wp-container-core-columns-is-layout-9d6595d7 wp-block-columns-is-layout-flex\">\n<div class=\"wp-block-column is-layout-flow wp-block-column-is-layout-flow\">\n<figure class=\"wp-block-image size-full desktop-position-absolute desktop-bottom-0 mobile-width-50 mobile-m-inline-auto has-xl-margin-top\"><img decoding=\"async\" width=\"292\" height=\"338\" src=\"https:\/\/neuronup.com\/br\/wp-content\/uploads\/2024\/10\/certificado-de-produto.webp\" alt=\"\" class=\"wp-image-31568\" srcset=\"https:\/\/neuronup.com\/br\/wp-content\/uploads\/2024\/10\/certificado-de-produto-259x300.webp 259w, https:\/\/neuronup.com\/br\/wp-content\/uploads\/2024\/10\/certificado-de-produto.webp 292w\" sizes=\"(max-width: 292px) 100vw, 292px\" \/><\/figure>\n<\/div>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-column is-layout-flow wp-block-column-is-layout-flow\">\n<h2 class=\"wp-block-heading has-white-color has-text-color\"><strong>Inscreva-se<\/strong> <br>na nossa <br>Newsletter<\/h2>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-buttons is-layout-flex wp-block-buttons-is-layout-flex\">\n<div class=\"wp-block-button--1\" style=\"--button-outline-color:var(--color-white);--button-outline-color-hover:rgba(0,0,0,0.8);\"><a class=\"wp-block-button__link button button-outline   wp-element-button\" href=\"https:\/\/neuronup.com\/br\/newsletter\/\">Inscreva-se<\/a><\/div>\n\n<\/div>\n\n\n\n<div style=\"height:40px\" aria-hidden=\"true\" class=\"wp-block-spacer\"><\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div><\/div>\n\n\n\n\n<div style=\"height:50px\" aria-hidden=\"true\" class=\"wp-block-spacer\"><\/div>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Neurodiversidade funcional <\/h2>\n\n\n\n<p>Parte dos princ\u00edpios da neurodiversidade s\u00e3o apresentados de forma interessante. Como aquilo que \u00e9 considerado um transtorno pode ser avaliado de outra perspectiva, Armstrong (2010. p. 37-43) prop\u00f5e em seu livro <em>&#8216;O poder da neurodiversidade&#8217;<\/em> como os chamados \u201ctranstornos\u201d tamb\u00e9m trazem benef\u00edcios, for\u00e7as e habilidades que, no ambiente adequado, podem ser desenvolvidos e potencializados de diferentes formas. <\/p>\n\n\n\n<p>Por exemplo, no caso do diagn\u00f3stico de TDAH (um dos transtornos do neurodesenvolvimento mais estudados e detectados), um dos crit\u00e9rios estipulados \u00e9 que deve gerar disfuncionalidade social, educacional ou familiar. No entanto, por que n\u00e3o considerar a alegria do c\u00e9rebro hiperativo desde outro ponto de vista?<\/p>\n\n\n\n<p>Estudos em crian\u00e7as diagnosticadas com TDAH mostram padr\u00f5es normais de crescimento, mas ficam atrasadas em rela\u00e7\u00e3o \u00e0s outras crian\u00e7as em uma m\u00e9dia de 3 anos, evidenciado principalmente nas \u00e1reas de integra\u00e7\u00e3o sens\u00f3rio\u2011motoras, de planejamento, resolu\u00e7\u00e3o de problemas e inibi\u00e7\u00e3o. <\/p>\n\n\n\n<p>Outros estudos sugerem que s\u00e3o como flores em crescimento mais do que c\u00e9rebros defeituosos. Por isso, muitos meninos com TDAH tendem a ter um comportamento mais pueril ou imaturo, precisando de mais tempo para alcan\u00e7ar a maturidade. E isso, a n\u00edvel social, a imaturidade \u00e9 considerada algo negativo. Mas, isso \u00e9 realmente assim?&nbsp;&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>O mesmo autor prop\u00f5e que na biologia existe um termo denominado <strong>\u201cneotenia\u201d<\/strong>, que significa manter\u2011se jovem e alude a preservar qualidades ou comportamentos infantis em fases posteriores. Quase todos conhecem aquela fotografia de Albert Einstein mostrando a l\u00edngua, uma entre as muitas anedotas que denotam sua natureza infantil. \u00c9 poss\u00edvel que, se tivesse nascido nesses tempos, teria merecido um diagn\u00f3stico de TDAH desatento. Mas ele pr\u00f3prio escreveu o seguinte: <\/p>\n\n<blockquote class=\"wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow\">\n<p>&#8220;\u00c0s vezes me pergunto como \u00e9 poss\u00edvel que eu seja quem desenvolveu a teoria da relatividade. Acho que a raz\u00e3o \u00e9 que um adulto normal nunca para para pensar nos problemas do espa\u00e7o e do tempo. S\u00e3o coisas que pensei quando era crian\u00e7a. Mas meu desenvolvimento intelectual atrasou-se e, como resultado, comecei a me perguntar sobre o espa\u00e7o e o tempo quando j\u00e1 havia crescido\u201d.<\/p>\n<cite>Albert Einstein<\/cite><\/blockquote>\n\n\n\n<p>N\u00e3o ser\u00e1 que talvez muitos grandes pensadores e inventores foram crian\u00e7as presas em corpos de adultos?<\/p>\n\n\n\n<div style=\"height:50px\" aria-hidden=\"true\" class=\"wp-block-spacer\"><\/div>\n\n\n\n\n\n<div style=\"height:50px\" aria-hidden=\"true\" class=\"wp-block-spacer\"><\/div>\n\n\n\n<p>Tamb\u00e9m <strong>o c\u00e9rebro hiperativo do TDAH tem outros dons<\/strong>. Um ser humano que aumentou sua hiperatividade (atividade motora) \u00e9 mais eficaz para procurar comida, abrigo e outras tarefas de sobreviv\u00eancia; a capacidade de mudar facilmente o foco atencional (distra\u00e7\u00e3o) permite estar atento ao ambiente e \u00e0s poss\u00edveis amea\u00e7as; e a capacidade de responder rapidamente aos instintos (impulsividade) \u00e9 vital para agir em situa\u00e7\u00f5es que exigem respostas r\u00e1pidas. Por isso o TDAH tem sido comparado aos ca\u00e7adores em um mundo de agricultores. Enquanto estes \u00faltimos precisam de paci\u00eancia, planejamento e pensar no futuro, os ca\u00e7adores movem-se constantemente em busca de alimento e abrigo, atentos aos seus instintos. <\/p>\n\n\n\n<p><strong>Os diagnosticados com TDAH s\u00e3o criativos por sua tend\u00eancia impulsiva. <\/strong>Assim como apreciamos a criatividade de um artista, os hiperativos podem ser a vitalidade do artista ou inventor que tenta centenas de planos sem esmorecer, at\u00e9 atingir seu objetivo. Uma de suas grandes desvantagens \u00e9 que, embora se suponha que tenham um d\u00e9ficit de aten\u00e7\u00e3o, na realidade s\u00e3o excelentes em prestar aten\u00e7\u00e3o naquilo a que supostamente n\u00e3o deveriam atender. <\/p>\n\n\n\n<p>Ser uma pessoa com transtorno de d\u00e9ficit de aten\u00e7\u00e3o significa ver coisas que outros n\u00e3o veem. Onde outros veem uma ma\u00e7\u00e3, uma fruta, eles veem sua cor, sua forma, o campo, as marcas dos dedos&#8230; T\u00eam a grande capacidade de prestar aten\u00e7\u00e3o \u00e0quilo que lhes interessa (hiperfoco), pelo que podem passar horas brincando com legos, jogando videogame ou dan\u00e7ando, completamente absortos. E, quando necess\u00e1rio, essa capacidade \u00e9, por exemplo, \u00fatil para uma cirurgi\u00e3 que passa 12 horas em sala de cirurgia e n\u00e3o deve cansar-se nem se distrair.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Poder-se-ia continuar por quem sabe quantas p\u00e1ginas mais para falar do lado positivo do TDAH, e n\u00e3o se poderia concluir. E assim tamb\u00e9m com os demais \u201ctranstornos\u201d e \u201cincapacidades\u201d, nos quais se poderiam enumerar os benef\u00edcios, for\u00e7as e capacidades que possuem. No entanto, basta criar um ambiente adequado ou &#8220;nicho&#8221; em que, em vez de for\u00e7\u00e1-los a agir como um normot\u00edpico, se potenciem suas caracter\u00edsticas \u00fanicas. <\/p>\n\n\n\n<p>Um caso disso, e um exemplo muito claro de como<strong> a cria\u00e7\u00e3o de nichos permite que aquilo que se considera uma defici\u00eancia se transforme em uma oportunidade<\/strong>, \u00e9 que pessoas com uma condi\u00e7\u00e3o no espectro do autismo s\u00e3o contratadas para tarefas de programa\u00e7\u00e3o. Como relata Natalia Prevost em um artigo jornal\u00edstico, esse nicho est\u00e1 cada vez mais em crescimento. <\/p>\n\n\n\n<p>Em uma entrevista com Sistach refere que han <em>&#8220;<\/em>encontrado um nicho de mercado com muita demanda &#8211; o \u2018software testing\u2019 -, que ningu\u00e9m quer fazer e que essas pessoas adoram e fazem muito bem&#8221;. Faz refer\u00eancia, al\u00e9m disso, a que \u00e9 importante deixar de falar das pessoas com TEA pensando em suas dificuldades e valorizar essas habilidades especiais que podem faz\u00ea-las brilhar. <\/p>\n\n\n\n<p>Elas s\u00e3o perfeitas para esse tipo de tarefas, pois possuem <em>\u201cuma verdadeira paix\u00e3o pelos detalhes, uma grande capacidade de concentra\u00e7\u00e3o, tenacidade para realizar tarefas sistem\u00e1ticas e repetitivas, capacidade de estabelecer padr\u00f5es onde outras pessoas s\u00f3 veem o caos, muita mem\u00f3ria e compet\u00eancia visual ou uma alta intoler\u00e2ncia ao erro\u201d<\/em> (Prevost, 2018).<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Conclus\u00e3o<\/h2>\n\n\n\n<p>Essa mudan\u00e7a de vis\u00e3o dos \u00faltimos anos tem alterado a forma como se considera a defici\u00eancia, os transtornos mentais, a maneira como se interv\u00e9m e os modelos terap\u00eauticos, cada vez mais centrados na pessoa e sua fam\u00edlia, e embora seja certo que o caminho \u00e9 longo para percorrer e modificar os preconceitos que a sociedade tem sobre todas aquelas pessoas neurodivergentes, \u00e9 importante reconhecer que somos todas e todos neurodiversos precisamente porque, embora perten\u00e7amos \u00e0 mesma esp\u00e9cie, n\u00e3o h\u00e1 dois c\u00e9rebros iguais.<\/p>\n\n\n\n<div style=\"height:50px\" aria-hidden=\"true\" class=\"wp-block-spacer\"><\/div>\n\n\n\n\n\n<div style=\"height:50px\" aria-hidden=\"true\" class=\"wp-block-spacer\"><\/div>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Bibliografia <\/h2>\n\n\n\n<ul class=\"wp-block-list has-sm-font-size\">\n<li class=\"has-sm-font-size\">Armstrong, T. (2015). O mito do c\u00e9rebro normal: abra\u00e7ando a neurodiversidade. Etica de la AMA, 17(4), 348-352.<\/li>\n\n\n\n<li class=\"has-sm-font-size\">Fundaci\u00f2 factor hum\u00e0. (2020). Neurodiversidade. Unidade de Conhecimento, 1. https:\/\/motivacio.org\/attachments\/article\/15536\/neurodiversidad-cast.pdf<\/li>\n\n\n\n<li class=\"has-sm-font-size\">Lopera Murcia, \u00c1. M. (2015). O poder da neurodiversidade. As extraordin\u00e1rias capacidades que se ocultam por tr\u00e1s do autismo, da hiperatividade, da dislexia e de outras diferen\u00e7as cerebrais. Revista Espa\u00f1ola de Discapacidad, 5(1), 251 &#8211; 254. Dialnet. https:\/\/dialnet.unirioja.es\/descarga\/articulo\/6023247.pdf<\/li>\n\n\n\n<li class=\"has-sm-font-size\">Prevost, N. L. (2018, July 4). De autistas a especialistas detectando errores en sistemas inform\u00e1ticos. El Confidencial. https:\/\/www.elconfidencial.com\/sociedad\/2018-07-04\/autista-tea-trabajo-desempleo-detectar-errores-bra_1584189\/<\/li>\n<\/ul>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\">Se voc\u00ea gostou deste artigo sobre a neurodiversidade, certamente se interessar\u00e3o estes artigos da NeuronUP:<\/h3>\n\n<div class=\"mai-grid entries entries-grid has-boxed has-image-full\" style=\"--entry-title-font-size:var(--font-size-lg);--align-text:start;--entry-meta-text-align:start;\"><div class=\"entries-wrap has-columns\" style=\"--columns-xs:1\/1;--columns-sm:1\/1;--columns-md:1\/3;--columns-lg:1\/3;--flex-xs:0 0 var(--flex-basis);--flex-sm:0 0 var(--flex-basis);--flex-md:0 0 var(--flex-basis);--flex-lg:0 0 var(--flex-basis);--column-gap:var(--spacing-lg);--row-gap:var(--spacing-lg);--align-columns:start;\"><article class=\"entry entry-grid is-column has-entry-link has-image has-image-first type-post category-tea-transtorno-do-espectro-do-autismo tag-estimulacion-cognitiva tag-salud-mental tag-tea\" style=\"--entry-index:1;\" aria-label=\"Processamento emocional em pessoas com transtorno do espectro autista (TEA)\" itemscope itemtype=\"https:\/\/schema.org\/CreativeWork\"><a class=\"entry-image-link\" href=\"https:\/\/neuronup.com\/br\/noticias-de-estimulacao-cognitiva\/transtornos-do-desenvolvimento\/tea-transtorno-do-espectro-do-autismo\/neurodesenvolvimento-compreender-o-diagnostico-do-transtorno-do-espectro-autista-tea-e-do-transtorno-de-deficit-de-atencao-e-hiperatividade-tdah\/\" tabindex=\"-1\" aria-hidden=\"true\"><img decoding=\"async\" width=\"400\" height=\"224\" src=\"https:\/\/neuronup.com\/br\/wp-content\/uploads\/2024\/10\/Procesamiento-emocional-en-personas-con-trastorno-del-espectro-autista-TEA-NeuronUP.webp\" class=\"entry-image size-landscape-sm\" alt=\"Crian\u00e7a escalando em parede de escalada interna com giz de magn\u00e9sio, foco em processamento emocional e apoios visuais para TEA.\" srcset=\"https:\/\/neuronup.com\/br\/wp-content\/uploads\/2024\/10\/Procesamiento-emocional-en-personas-con-trastorno-del-espectro-autista-TEA-NeuronUP-300x168.webp 300w, https:\/\/neuronup.com\/br\/wp-content\/uploads\/2024\/10\/Procesamiento-emocional-en-personas-con-trastorno-del-espectro-autista-TEA-NeuronUP-768x431.webp 768w, https:\/\/neuronup.com\/br\/wp-content\/uploads\/2024\/10\/Procesamiento-emocional-en-personas-con-trastorno-del-espectro-autista-TEA-NeuronUP-1024x574.webp 1024w, https:\/\/neuronup.com\/br\/wp-content\/uploads\/2024\/10\/Procesamiento-emocional-en-personas-con-trastorno-del-espectro-autista-TEA-NeuronUP.webp 1204w\" sizes=\"(max-width:599px) 599px, (min-width:600px) and (max-width: 799px) 799px, (min-width:800px) and (max-width: 999px) 333px, (min-width:1000px) 400px\" \/><\/a><div class=\"entry-wrap entry-wrap-grid\"><h3 class=\"entry-title\" itemprop=\"headline\"><a class=\"entry-title-link\" href=\"https:\/\/neuronup.com\/br\/noticias-de-estimulacao-cognitiva\/transtornos-do-desenvolvimento\/tea-transtorno-do-espectro-do-autismo\/neurodesenvolvimento-compreender-o-diagnostico-do-transtorno-do-espectro-autista-tea-e-do-transtorno-de-deficit-de-atencao-e-hiperatividade-tdah\/\" rel=\"bookmark\">Processamento emocional em pessoas com transtorno do espectro autista (TEA)<\/a><\/h3>\n<\/div><\/article><article class=\"entry entry-grid is-column has-entry-link has-image has-image-first type-post category-de-atencao tag-actividades-de-estimulacion-cognitiva-para-ninos tag-atencion tag-noticias-de-neuronup\" style=\"--entry-index:2;\" aria-label=\"Ficha para melhorar a discrimina\u00e7\u00e3o em crian\u00e7as: Qual existe?\" itemscope itemtype=\"https:\/\/schema.org\/CreativeWork\"><a class=\"entry-image-link\" href=\"https:\/\/neuronup.com\/br\/atividades-de-neurorreabilitacao\/para-funcoes-cognitivas\/de-atencao\/ficha-para-melhorar-a-discriminacao-em-criancas-qual-existe\/\" tabindex=\"-1\" aria-hidden=\"true\"><img decoding=\"async\" width=\"400\" height=\"225\" src=\"https:\/\/neuronup.com\/br\/wp-content\/uploads\/2024\/05\/Ficha-discriminacion-en-ninos-Actividad-NeuronUP-Cual-existe.webp\" class=\"entry-image size-landscape-sm\" alt=\"Interface com tr\u00eas palavras como op\u00e7\u00f5es (\u00f1oni, no\u00f1i, ni\u00f1o); a correta \u00e9 &#039;ni\u00f1o&#039;. Fundo claro e painel inferior de progresso.\" srcset=\"https:\/\/neuronup.com\/br\/wp-content\/uploads\/2024\/05\/Ficha-discriminacion-en-ninos-Actividad-NeuronUP-Cual-existe-300x169.webp 300w, https:\/\/neuronup.com\/br\/wp-content\/uploads\/2024\/05\/Ficha-discriminacion-en-ninos-Actividad-NeuronUP-Cual-existe-768x432.webp 768w, https:\/\/neuronup.com\/br\/wp-content\/uploads\/2024\/05\/Ficha-discriminacion-en-ninos-Actividad-NeuronUP-Cual-existe-1024x575.webp 1024w, https:\/\/neuronup.com\/br\/wp-content\/uploads\/2024\/05\/Ficha-discriminacion-en-ninos-Actividad-NeuronUP-Cual-existe.webp 1203w\" sizes=\"(max-width:599px) 599px, (min-width:600px) and (max-width: 799px) 799px, (min-width:800px) and (max-width: 999px) 333px, (min-width:1000px) 400px\" \/><\/a><div class=\"entry-wrap entry-wrap-grid\"><h3 class=\"entry-title\" itemprop=\"headline\"><a class=\"entry-title-link\" href=\"https:\/\/neuronup.com\/br\/atividades-de-neurorreabilitacao\/para-funcoes-cognitivas\/de-atencao\/ficha-para-melhorar-a-discriminacao-em-criancas-qual-existe\/\" rel=\"bookmark\">Ficha para melhorar a discrimina\u00e7\u00e3o em crian\u00e7as: Qual existe?<\/a><\/h3>\n<\/div><\/article><article class=\"entry entry-grid is-column has-entry-link has-image has-image-first type-post category-transtornos-do-desenvolvimento tag-dano-cerebral tag-ninos tag-trastornos-del-neurodesarrollo\" style=\"--entry-index:3;\" aria-label=\"Paralisia cerebral: compreender e tratar uma doen\u00e7a complexa do neurodesenvolvimento\" itemscope itemtype=\"https:\/\/schema.org\/CreativeWork\"><a class=\"entry-image-link\" href=\"https:\/\/neuronup.com\/br\/noticias-de-estimulacao-cognitiva\/transtornos-do-desenvolvimento\/paralisia-cerebral\/\" tabindex=\"-1\" aria-hidden=\"true\"><img decoding=\"async\" width=\"400\" height=\"267\" src=\"https:\/\/neuronup.com\/br\/wp-content\/uploads\/2023\/10\/Nina-con-paralisis-cerebral.webp\" class=\"entry-image size-landscape-sm\" alt=\"Menina com paralisia cerebral sentada em uma cadeira adaptada ao ar livre, rodeada de \u00e1rvores; 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Nos \u00faltimos anos surgiu, nas esferas das associa\u00e7\u00f5es de autismo e de outras neurodiverg\u00eancias, um conceito que vem mudando o paradigma com o qual se costuma compreender a defici\u00eancia, bem como os chamados transtornos do neurodesenvolvimento e psiqui\u00e1tricos, no qual se &hellip;<\/p>\n","protected":false},"author":188,"featured_media":29403,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_acf_changed":false,"_genesis_hide_title":false,"_genesis_hide_breadcrumbs":false,"_genesis_hide_singular_image":false,"_genesis_hide_footer_widgets":false,"_genesis_custom_body_class":"","_genesis_custom_post_class":"","_genesis_layout":"","footnotes":""},"categories":[660],"tags":[],"class_list":{"2":"type-post","7":"category-neurociencia","8":"entry"},"acf":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/neuronup.com\/br\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/29279","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/neuronup.com\/br\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/neuronup.com\/br\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/neuronup.com\/br\/wp-json\/wp\/v2\/users\/188"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/neuronup.com\/br\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=29279"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/neuronup.com\/br\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/29279\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":49884,"href":"https:\/\/neuronup.com\/br\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/29279\/revisions\/49884"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/neuronup.com\/br\/wp-json\/wp\/v2\/media\/29403"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/neuronup.com\/br\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=29279"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/neuronup.com\/br\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=29279"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/neuronup.com\/br\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=29279"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}