{"id":28957,"date":"2026-05-04T10:17:33","date_gmt":"2026-05-04T08:17:33","guid":{"rendered":"https:\/\/neuronup.com\/?p=28957"},"modified":"2026-05-04T10:17:33","modified_gmt":"2026-05-04T08:17:33","slug":"neuropsicologia-das-afasias-a-partir-de-um-modelo-de-processo-afasia-de-broca-e-a-afasia-de-wernicke","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/neuronup.com\/br\/noticias-de-estimulacao-cognitiva\/transtorno-de-linguagem\/neuropsicologia-das-afasias-a-partir-de-um-modelo-de-processo-afasia-de-broca-e-a-afasia-de-wernicke\/","title":{"rendered":"Neuropsicologia das afasias a partir de um modelo de processos: \u00abNunca pensei que falar fosse t\u00e3o dif\u00edcil\u00bb, afasia de Broca, \u00abo que h\u00e1 com eles para n\u00e3o me entenderem?\u00bb, afasia de Wernicke"},"content":{"rendered":"\n<p class=\"has-xl-font-size has-lg-max-width\">O neuropsicopedagogo Juan Carlos Cancelado Rey explica neste artigo a <strong>neuropsicologia das afasias<\/strong> de um modelo de processos, incidindo na defini\u00e7\u00e3o, caracter\u00edsticas, sintomas e processos afetados da <strong>afasia de Broca <\/strong>e da <strong>afasia de Wernike<\/strong>.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Neuropsicologia das afasias a partir de um modelo de processos: \u201cnunca pensei que falar fosse t\u00e3o dif\u00edcil\u201d Broca, \u201co que h\u00e1 com eles que n\u00e3o me entendem?\u201d Wernicke<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>A <a href=\"https:\/\/neuronup.com\/br\/areas-de-intervencao\/funcoes-cognitivas\/linguagem\/\">linguagem<\/a>, embora seja uma faculdade do ser humano para comunicar-se atrav\u00e9s da articula\u00e7\u00e3o para falar, sua relev\u00e2ncia consiste em como configura a mente e faz com que esta se expresse a outros. Por isso, valeria apresentar a linguagem como uma <a href=\"https:\/\/neuronup.com\/br\/areas-de-intervencao\/funcoes-cognitivas\/\">fun\u00e7\u00e3o cognitiva<\/a> que opera em conjunto com outras fun\u00e7\u00f5es e integra processos de forma conjunta.<\/p>\n\n\n\n<p>Isso nos ajudar\u00e1 a compreender um pouco mais aquilo que, na pr\u00e1tica cl\u00ednica, \u00e9 complicado diferenciar no caso de quem costuma ser af\u00e1sico e quem n\u00e3o. Pois n\u00e3o existe um tra\u00e7o f\u00edsico que nos possa gerar uma representa\u00e7\u00e3o cl\u00ednica de um quadro af\u00e1sico espec\u00edfico ou global, ou que fa\u00e7a parte da sua semiologia. De certo modo, embora pare\u00e7a paradoxal, a forma de saber \u00e9 mediante o <strong>esfor\u00e7o fonat\u00f3rio para falar e compreender<\/strong>, se for o caso, o paciente deve realiz\u00e1-lo corretamente ou, pelo contr\u00e1rio, seu interlocutor encontra dificuldade em compreend\u00ea-lo ou saber o que deseja comunicar.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">\u00bfQu\u00e9 son las Afasias?<\/h2>\n\n\n\n<p>As afasias denotam aquelas <strong>altera\u00e7\u00f5es na linguagem como sequela de um dano cerebral adquirido<\/strong>, que afeta a capacidade de comunica\u00e7\u00e3o verbal ao n\u00edvel expressivo, compreensivo e\/ou global (Ardila, 2005). <\/p>\n\n\n\n<p>A escola de Boston cujos representantes <strong>Goodglass e Kaplan<\/strong> (2002) a definem como afetaciones na articula\u00e7\u00e3o, produ\u00e7\u00e3o e compreens\u00e3o da linguagem que n\u00e3o s\u00e3o compat\u00edveis com uma incoordena\u00e7\u00e3o ou paralisia muscular de etiologia fisiol\u00f3gica. <\/p>\n\n\n\n<p>No entanto, as etiquetas diagn\u00f3sticas de<strong> Broca ou Wernicke<\/strong> n\u00e3o descrevem especificamente o perfil cognitivo por processos do paciente, devido a muitas sobreposi\u00e7\u00f5es, mas tornam-se uma ferramenta para nos comunicarmos na pr\u00e1tica cl\u00ednica di\u00e1ria entre profissionais e saber com o que contar. Deste modo, poder entrar mais em detalhe nos d\u00e9fices cognitivos que acompanhem a afeta\u00e7\u00e3o prim\u00e1ria do paciente.<\/p>\n\n\n\n<div style=\"height:50px\" aria-hidden=\"true\" class=\"wp-block-spacer\"><\/div>\n\n\n\n<div style=\"height:50px\" aria-hidden=\"true\" class=\"wp-block-spacer\"><\/div>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Procesos del lenguaje: relaci\u00f3n anatomopatol\u00f3gica y aspectos de la evaluaci\u00f3n neuropsicol\u00f3gica<\/h2>\n\n\n\n<p>Os processos da linguagem de <strong>Ellis e Young<\/strong> (1992) permitem <strong>diferenciar<\/strong> aspetos centrais, como<strong> erros cometidos em pacientes com dano cerebral adquirido ou<\/strong> em pacientes com altera\u00e7\u00e3o da linguagem de <strong>etiologia neurodegenerativa<\/strong>.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\">1. Repetici\u00f3n<\/h3>\n\n\n\n<p>Ao nascer j\u00e1 viemos <strong>programados com certa orienta\u00e7\u00e3o para a linguagem<\/strong>. Onde, os sistemas perceptivos como o auditivo v\u00e3o se modulando \u00e0 medida que amadurecem e mant\u00eam rela\u00e7\u00e3o com o entorno.  Este processo \u00e9 respons\u00e1vel por transformar a informa\u00e7\u00e3o ac\u00fastica em informa\u00e7\u00e3o fonol\u00f3gica. <\/p>\n\n\n\n<p>No entanto, aqui \u00e9 de ter em considera\u00e7\u00e3o outros processos subjacentes como s\u00e3o o <strong>armazenamento l\u00e9xico e sem\u00e2ntico<\/strong>, e a rela\u00e7\u00e3o que existe com o loop fonol\u00f3gico da mem\u00f3ria de trabalho.<\/p>\n\n\n\n<p>Nesse sentido, esse mecanismo ao qual se faz men\u00e7\u00e3o \u00e9 de vital import\u00e2ncia para a aprendizagem da linguagem e que recebe o nome de <strong>convers\u00e3o ac\u00fastico-fonol\u00f3gica <\/strong>segundo o modelo cognitivo entendido em processos.<\/p>\n\n\n<div class=\"wp-block-image\">\n<figure class=\"aligncenter size-full\"><img decoding=\"async\" width=\"678\" height=\"798\" src=\"https:\/\/neuronup.com\/br\/wp-content\/uploads\/2024\/01\/Neuropsicologia-de-las-afasias-procesos-de-repeticion-1.webp\" alt=\"Diagrama de flujo del lenguaje mostrando Broca y Wernicke, desde palabra o\u00edda hasta la producci\u00f3n del habla.\" class=\"wp-image-28986\" srcset=\"https:\/\/neuronup.com\/br\/wp-content\/uploads\/2024\/01\/Neuropsicologia-de-las-afasias-procesos-de-repeticion-1-255x300.webp 255w, https:\/\/neuronup.com\/br\/wp-content\/uploads\/2024\/01\/Neuropsicologia-de-las-afasias-procesos-de-repeticion-1.webp 678w\" sizes=\"(max-width: 678px) 100vw, 678px\" \/><figcaption class=\"wp-element-caption\">Processos de repeti\u00e7\u00e3o. Fuente: Procesos de repetici\u00f3n (Vega, 2012)<\/figcaption><\/figure>\n<\/div>\n\n\n<p>Seguindo o <strong>modelo da via dupla de Gregory Hickok e David Poeppel <\/strong>(2004), o processo de repeti\u00e7\u00e3o mant\u00e9m uma estreita rela\u00e7\u00e3o anatomopatol\u00f3gica com comprometimento na via dorsal ou subl\u00e9xica, com clara lateraliza\u00e7\u00e3o no hemisf\u00e9rio esquerdo, onde a informa\u00e7\u00e3o fonol\u00f3gica processada \u00e9 enviada por essa via para realizar sua resposta articulat\u00f3ria, partindo de \u00e1reas de integra\u00e7\u00e3o sensoriomotora e conduzindo-a pela rede articulat\u00f3ria&nbsp; do giro angular, fasc\u00edculo arqueado e \u00e1rea de Broca para o movimento articulat\u00f3rio. Al\u00e9m disso, o fasc\u00edculo longitudinal superior \u00e9 importante na repeti\u00e7\u00e3o e em aspetos fonol\u00f3gicos, sendo relevante em rela\u00e7\u00e3o ao loop fonol\u00f3gico da mem\u00f3ria de trabalho.<\/p>\n\n\n\n<p>A<strong> avalia\u00e7\u00e3o <\/strong>do processo de repeti\u00e7\u00e3o costuma realizar-se tanto:<\/p>\n\n\n\n<ul class=\"wp-block-list\">\n<li>de forma <strong>qualitativa<\/strong> durante a anamnese com o paciente;<\/li>\n\n\n\n<li>com <strong>testes <\/strong>que avaliam s\u00edlabas, pares de s\u00edlabas, logatomos, pares de palavras com rela\u00e7\u00e3o fonol\u00f3gica e frase.<\/li>\n<\/ul>\n\n\n\n<p>Tendo presente que tanto o teste como a observa\u00e7\u00e3o cl\u00ednica podem nos conduzir a especificar o tipo de afasia assim como o processo afetado.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\">2. Comprensi\u00f3n<\/h3>\n\n\n\n<p>Nos primeiros anos de vida o aumento na compreens\u00e3o como express\u00e3o da linguagem \u00e9 exponencial o crescimento do <strong>l\u00e9xico fonol\u00f3gico<\/strong>, como dep\u00f3sito sem\u00e2ntico por rela\u00e7\u00f5es e experi\u00eancias com o entorno, adquire automatismo. Adquire-se palavras e significados a uma velocidade que possibilita o processamento da informa\u00e7\u00e3o como a <strong>an\u00e1lise ac\u00fastico-fonol\u00f3gica<\/strong> para aliment\u00e1-lo com a experi\u00eancia e emo\u00e7\u00f5es ao longo do tempo.<\/p>\n\n\n\n<p>Gra\u00e7as \u00e0 conforma\u00e7\u00e3o de um dep\u00f3sito l\u00e9xico-fonol\u00f3gico, a rela\u00e7\u00e3o da palavra ouvida, a an\u00e1lise ac\u00fastica, o l\u00e9xico fonol\u00f3gico de entrada e o sistema sem\u00e2ntico (Vega,2012), faz com que a pessoa possa:<\/p>\n\n\n\n<ul class=\"wp-block-list\">\n<li><strong>compreender as palavras e c\u00f3digos auditivos <\/strong>como textuais<\/li>\n\n\n\n<li>fortalecer a <strong>arquitetura gramatical<\/strong> de sua linguagem expressiva, conservando uma ordem, uma entona\u00e7\u00e3o, um l\u00e9xico, um sentido fon\u00e9tico, sint\u00e1tico e sem\u00e2ntico ao momento de articul\u00e1-la.&nbsp;<\/li>\n<\/ul>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\">Modelo de doble ruta<\/h4>\n\n\n\n<p>O modelo da via dupla de <strong>Gregory Hickok e David Poeppe<\/strong>l (2004) refere que a via ventral, localizada em diferentes por\u00e7\u00f5es do lobo temporal, tem fun\u00e7\u00e3o especial em processos l\u00e9xicos e sem\u00e2nticos. Ao ficar comprometido o fasc\u00edculo uncinado (que \u00e9 encarregado de unir estruturas temporais anteriores e frontais inferiores) a compreens\u00e3o de estruturas sint\u00e1ticas complexas pode ficar comprometida. Enquanto as afec\u00e7\u00f5es do fasc\u00edculo arqueado poderiam ser relevantes para sinais de incapacidade de compreens\u00e3o do significado das palavras isoladas.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Nesse sentido, ao processo de avalia\u00e7\u00e3o contribuem os <strong>dados qualitativos<\/strong> de uma boa <strong>anamnese e observa\u00e7\u00f5es cl\u00ednicas <\/strong>assim como a escolha adequada de <strong>testes<\/strong> que permitam avaliar visuo-visuais, visuo-verbais e\/ou verbo-verbais. <\/p>\n\n\n\n<p>Como <strong>objetivo<\/strong>, poderia ser avaliado com todas as tipologias de tarefas poss\u00edveis, j\u00e1 que desta maneira poderemos <strong>diferenciar se o d\u00e9fice na compreens\u00e3o corresponde a uma altera\u00e7\u00e3o prim\u00e1ria ou secund\u00e1ria<\/strong> a outros processos afetados.<\/p>\n\n\n\n<div style=\"height:50px\" aria-hidden=\"true\" class=\"wp-block-spacer\"><\/div>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-group br-0111 has-primary-background-color has-background has-dark-background has-sm-padding-top has-sm-padding-left has-sm-padding-right has-xxl-margin-top\"><div class=\"wp-block-group__inner-container is-layout-constrained wp-block-group-is-layout-constrained\">\n<div class=\"wp-block-columns is-layout-flex wp-container-core-columns-is-layout-9d6595d7 wp-block-columns-is-layout-flex\">\n<div class=\"wp-block-column is-layout-flow wp-block-column-is-layout-flow\">\n<figure class=\"wp-block-image size-full desktop-position-absolute desktop-bottom-0 mobile-width-50 mobile-m-inline-auto has-xl-margin-top\"><img decoding=\"async\" width=\"292\" height=\"338\" src=\"https:\/\/neuronup.com\/br\/wp-content\/uploads\/2024\/10\/certificado-de-produto.webp\" alt=\"\" class=\"wp-image-31568\" srcset=\"https:\/\/neuronup.com\/br\/wp-content\/uploads\/2024\/10\/certificado-de-produto-259x300.webp 259w, https:\/\/neuronup.com\/br\/wp-content\/uploads\/2024\/10\/certificado-de-produto.webp 292w\" sizes=\"(max-width: 292px) 100vw, 292px\" \/><\/figure>\n<\/div>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-column is-layout-flow wp-block-column-is-layout-flow\">\n<h2 class=\"wp-block-heading has-white-color has-text-color\"><strong>Inscreva-se<\/strong> <br>na nossa <br>Newsletter<\/h2>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-buttons is-layout-flex wp-block-buttons-is-layout-flex\">\n<div class=\"wp-block-button--1\" style=\"--button-outline-color:var(--color-white);--button-outline-color-hover:rgba(0,0,0,0.8);\"><a class=\"wp-block-button__link button button-outline   wp-element-button\" href=\"https:\/\/neuronup.com\/br\/newsletter\/\">Inscreva-se<\/a><\/div>\n\n<\/div>\n\n\n\n<div style=\"height:40px\" aria-hidden=\"true\" class=\"wp-block-spacer\"><\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div><\/div>\n\n\n\n\n<div style=\"height:50px\" aria-hidden=\"true\" class=\"wp-block-spacer\"><\/div>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\">3. Producci\u00f3n<\/h3>\n\n\n\n<p>A ideia de produzir linguagem come\u00e7a com a <strong>necessidade de transmitir<\/strong>. Quanto mais capacitado estiver nosso dep\u00f3sito fonol\u00f3gico como sem\u00e2ntico, poder\u00e1 gerar-se a linguagem articulada.<\/p>\n\n\n\n<p>Quando falamos de produ\u00e7\u00e3o, enfatizamos uma <strong>via direta que carece de significado<\/strong>, atrav\u00e9s do mecanismo de convers\u00e3o ac\u00fastico-fonol\u00f3gica e outra via de produ\u00e7\u00e3o de conte\u00fado sem\u00e2ntico. <\/p>\n\n\n\n<p>Isso nos ajudaria a compreender a dissocia\u00e7\u00e3o que vemos em alguns pacientes entre sua capacidade para repetir, mas n\u00e3o para produzir de maneira espont\u00e2nea a linguagem e, em sentido contr\u00e1rio. Al\u00e9m disso, leva \u00e0 compreens\u00e3o do motivo na avalia\u00e7\u00e3o da repeti\u00e7\u00e3o de pseudopalavras e de palavras reais de maneira separada, pois estas conduzem por vias diferentes. <\/p>\n\n\n\n<p>Nesse contexto, na produ\u00e7\u00e3o da linguagem, esta se expressa de forma gramaticalmente correta para comunicar adequadamente seu valor sint\u00e1tico, fonol\u00f3gico, fon\u00e9tico, l\u00e9xico e sem\u00e2ntico. Caso contr\u00e1rio, poder\u00edamos visualiz\u00e1-lo em observa\u00e7\u00f5es cl\u00ednicas como em testes de avalia\u00e7\u00e3o neuropsicol\u00f3gica fornecidos ao paciente.<\/p>\n\n\n\n<p>Suas vias geradoras costumam ser rotas dorsais explicadas anteriormente nos processos da via dupla (Gregory e Poeppel, 2004). <\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\">Pruebas de evaluaci\u00f3n del lenguaje<\/h4>\n\n\n\n<p>No entanto, \u00e9 necess\u00e1rio compreender que, para a avalia\u00e7\u00e3o da linguagem, deve-se ter em conta que esta ocorre durante todo o processo de avalia\u00e7\u00e3o, sendo que, a <strong>linguagem espont\u00e2nea<\/strong> da pessoa resulta uma <strong>fonte importante de informa\u00e7\u00e3o<\/strong> (Lezak et al., 2012). Em consequ\u00eancia, poderemos determinar sua capacidade de discrimina\u00e7\u00e3o ac\u00fastico-fonol\u00f3gica, compreensiva (dep\u00f3sito sem\u00e2ntico: que informa\u00e7\u00e3o se quer transmitir?, reposit\u00f3rio l\u00e9xico \u201cpalavra adequada\u201d, escolha de fonemas), fluidez e produ\u00e7\u00e3o da fala.<\/p>\n\n<p>Para sua avalia\u00e7\u00e3o costumam ser empregados tr\u00eas tipos de testes: <\/p>\n\n\n\n<ol class=\"wp-block-list\">\n<li>Testes de uma pergunta direta, <\/li>\n\n\n\n<li>descri\u00e7\u00e3o de uma l\u00e2mina,<\/li>\n\n\n\n<li>respostas a uma pergunta sobre um tema hist\u00f3rico emocionante.<\/li>\n<\/ol>\n\n\n\n<p>Dessa forma, a avalia\u00e7\u00e3o da destreza articulat\u00f3ria, da forma gramatical e da melodia costuma ser feita com o <strong>teste de Boston<\/strong>. <\/p>\n\n\n\n<p>Alguns autores d\u00e3o maior import\u00e2ncia ao <strong>comprimento da frase<\/strong> que a pessoa emite, visto que \u00e9 poss\u00edvel realizar melhor quantifica\u00e7\u00e3o e estabelecer limites de normalidade em frases como, por exemplo, de nove palavras em uma \u00fanica expira\u00e7\u00e3o sem fazer pausas (Helm-Stabrooks y Albert, 2005)<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\">4. Denomina\u00e7\u00e3o<\/h3>\n\n\n\n<p>A denomina\u00e7\u00e3o \u00e9 <strong>um sintoma central da afasia<\/strong>. Os problemas na denomina\u00e7\u00e3o de um objeto tornam-se presentes conforme os processos que foram afetados. Isso \u00e9 conhecido como <strong>anomia na linguagem<\/strong>, a qual costuma ser considerada como apenas de acesso \u00e0 informa\u00e7\u00e3o, com circunl\u00f3quios e algumas parafasias. <\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\">Tipos de anomia<\/h4>\n\n\n\n<p>Na pr\u00e1tica, sabe-se, por observa\u00e7\u00f5es e avalia\u00e7\u00f5es com pacientes, que \u00e9 poss\u00edvel distinguir tr\u00eas tipos de anomia (Fern\u00e1ndez y Vega, 2006):<\/p>\n\n\n\n<h5 class=\"wp-block-heading\">1. Anomia de acesso<\/h5>\n\n\n\n<p>Nesse tipo de anomia o paciente costuma manifestar um fen\u00f3meno chamado &#8220;<strong>na ponta da l\u00edngua<\/strong>&#8220;, devido \u00e0 incapacidade de acessar a palavra mesmo quando tem conhecimento dela. No entanto, quando ao paciente \u00e9 dada uma pista fonol\u00f3gica ele costuma lembr\u00e1-la completamente. <\/p>\n\n\n\n<p>Por exemplo, ajud\u00e1-lo a nomear mesa, quando o avaliador indicar e fornecer a pista:<\/p>\n\n\n\n<p>\u2014 Avaliador: Come\u00e7a por eme, <\/p>\n\n\n\n<p>\u2014Paciente: \u00a1Ah, la tengo! \u00a1Es mesa, es mesa!<\/p>\n\n\n\n<p>Esse tipo de afasia an\u00f4mica costuma ser dif\u00edcil de situar anatomicamente; podem existir v\u00e1rias causas para o problema de acesso \u00e0 palavra, originadas por altera\u00e7\u00f5es em processos frontais de evoca\u00e7\u00e3o, entre outras que se correlacionem com a subst\u00e2ncia branca.<\/p>\n\n\n\n<h5 class=\"wp-block-heading\">2. Anomia sem\u00e1ntica<\/h5>\n\n\n\n<p>Nesse tipo de anomia encontraremos que o paciente <strong>conhece os objetos<\/strong> que deve nomear, <strong>mas n\u00e3o disp\u00f5e da palavra<\/strong> para design\u00e1-los. Dessa forma, quando ao paciente se refere que se trata de uma \u201csilla\u201d manifesta estranhamento, respondendo, por exemplo: <\/p>\n\n\n\n<p>\u2014 Avaliador: \u00c9 uma cadeira.<\/p>\n\n\n\n<p>\u2014Paciente: \u00bfSilla?, \u00bfesto se llama silla?<\/p>\n\n\n\n<p>Seu estranhamento corresponde a um vocabul\u00e1rio reduzido em rela\u00e7\u00e3o ao esperado.<\/p>\n\n\n\n<p>Esse tipo de anomia costuma se relacionar com regi\u00f5es temporais anteriores devido \u00e0 sua fun\u00e7\u00e3o sem\u00e2ntica verbal.<\/p>\n\n\n\n<h5 class=\"wp-block-heading\">3. Anomia fonol\u00f3gica<\/h5>\n\n\n\n<p>Nesse tipo de anomia <strong>a escolha do fonema costuma ser incorreta<\/strong> na express\u00e3o verbal do paciente. N\u00e3o acessa a palavra, de modo que sua produ\u00e7\u00e3o surge por aproxima\u00e7\u00f5es sil\u00e1bicas com erro na primeira s\u00edlaba, como, por exemplo: <\/p>\n\n\n\n<p>\u2014Paciente: Es un torne\u2026torci\u2026tornito\u2026 \u00a1Tornillo!<\/p>\n\n\n\n<p>O giro angular costuma ter rela\u00e7\u00e3o com esse tipo de anomia devido ao componente fonol\u00f3gico.<\/p>\n\n\n\n<p>A avalia\u00e7\u00e3o da anomia costuma ser realizada com o teste de denomina\u00e7\u00e3o de Boston (Kaplan et al., 1978) ou com o teste de denomina\u00e7\u00e3o oral de imagens-DO-80 (Deloche y Hannequin, 1997).<\/p>\n\n\n<div class=\"wp-block-image\">\n<figure class=\"aligncenter size-full\"><img decoding=\"async\" width=\"678\" height=\"498\" src=\"https:\/\/neuronup.com\/br\/wp-content\/uploads\/2024\/01\/Neuropsicologia-de-las-afasias-ejemplo-de-test-de-denominacion-de-Boston-1-1.webp\" alt=\"Ilustra\u00e7\u00e3o de cozinha: mulher lavando pratos, menino na escada colocando etiqueta em pote de biscoitos e menina observando.\" class=\"wp-image-28987\" srcset=\"https:\/\/neuronup.com\/br\/wp-content\/uploads\/2024\/01\/Neuropsicologia-de-las-afasias-ejemplo-de-test-de-denominacion-de-Boston-1-1-300x220.webp 300w, https:\/\/neuronup.com\/br\/wp-content\/uploads\/2024\/01\/Neuropsicologia-de-las-afasias-ejemplo-de-test-de-denominacion-de-Boston-1-1.webp 678w\" sizes=\"(max-width: 678px) 100vw, 678px\" \/><figcaption class=\"wp-element-caption\">Figura 4. Exemplo de uma imagem do teste de denomina\u00e7\u00e3o de Boston. Fonte: https:\/\/www.aidyne16.tizaypc.com\/contenidos\/contenidos\/3\/ENPS-Pres3-4.pdf.<\/figcaption><\/figure>\n<\/div>\n\n\n<p>At\u00e9 aqui, foi necess\u00e1rio explicar os processos anteriores para facilitar a compreens\u00e3o de um quadro af\u00e1sico de Broca e de uma afasia de Wernicke, sem cair na dicotomia do modelo lesional, no qual se conhece Broca como quem n\u00e3o pode falar e Wernicke como quem n\u00e3o compreende, deixando de lado, \u00e9 claro, os erros articulat\u00f3rios e verbais em Broca e os fonol\u00f3gicos em Wernicke.<\/p>\n\n\n\n<p>Dessa maneira, seguindo os s\u00edndromes af\u00e1sicos perisilvianos, ou seja, os defeitos de linguagem localizados em torno da cisura de Silvio do hemisf\u00e9rio esquerdo, compostos pelos tr\u00eas principais s\u00edndromes af\u00e1sicos (Broca, de condu\u00e7\u00e3o e Wernicke), facilitaremos a compreens\u00e3o dos dois s\u00edndromes em estudo, Broca e Wernicke. Isso porque sua semiologia pode ser bastante variada conforme se trate de acometimento mais anterior, medial ou posterior \u00e0 \u00e1rea perisilviana.<\/p>\n\n\n\n<div style=\"height:50px\" aria-hidden=\"true\" class=\"wp-block-spacer\"><\/div>\n\n\n\n\n\n<div style=\"height:50px\" aria-hidden=\"true\" class=\"wp-block-spacer\"><\/div>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Afasia de Broca<\/h2>\n\n\n\n<blockquote class=\"wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow\">\n<p>&#8220;<strong>Nunca pensei que falar fosse t\u00e3o dif\u00edcil<\/strong>&#8220;<\/p>\n<\/blockquote>\n\n\n\n<p>Tamb\u00e9m conhecida como <strong>afasia eferente ou afasia cin\u00e9tica<\/strong> (Luria,1970), <strong>afasia expressiva <\/strong>(H\u00e9caen e Albert, 1978), <strong>afasia verbal<\/strong> (Head, 1926) e <strong>afasia de Broca<\/strong> (Benson,1979). <\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\">O que \u00e9 a afasia de Broca?<\/h3>\n\n\n\n<p>Esse s\u00edndrome compreende <strong>altera\u00e7\u00f5es na flu\u00eancia da linguagem<\/strong>.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\">Caracter\u00edsticas da afasia de Broca<\/h3>\n\n\n\n<p>A afasia de Broca caracteriza-se por:<\/p>\n\n\n\n<ul class=\"wp-block-list\">\n<li>uma linguagem expressiva reduzida, <\/li>\n\n\n\n<li>afeta\u00e7\u00e3o na repeti\u00e7\u00e3o, <\/li>\n\n\n\n<li>composi\u00e7\u00e3o de express\u00f5es curta e agramaticais, <\/li>\n\n\n\n<li>problemas de produ\u00e7\u00e3o relacionados com verbos mais do que com substantivos. <\/li>\n\n\n\n<li>costuma localizar-se nas \u00e1reas frontais-laterais inferiores que rodeiam a cisura de Silvio, por anterior \u00e0 cisura prerrol\u00e1ndica (\u00e1reas de Brodmann 44 e 45).<\/li>\n<\/ul>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\">Erros verbais articulat\u00f3rios da afasia de Broca<\/h3>\n\n\n\n<ul class=\"wp-block-list\">\n<li><strong>Simplifica\u00e7\u00f5es verbais:<\/strong> simplifica\u00e7\u00e3o do conjunto sil\u00e1bico e de repeti\u00e7\u00e3o. Por exemplo, o paciente diz &#8220;tes&#8221;, em vez de &#8220;tr\u00eas&#8221;.<\/li>\n\n\n\n<li><strong>Antecipa\u00e7\u00e3o:<\/strong> o paciente refere, por exemplo, &#8220;lelota&#8221;, em vez de &#8220;pelota&#8221;.<\/li>\n\n\n\n<li><strong>Persevera\u00e7\u00e3o:<\/strong> o erro de mais de uma consoante costuma persistir. Por exemplo, pronuncia &#8220;pepo&#8221;, em vez de &#8220;peso&#8221;.<\/li>\n\n\n\n<li><strong>Substitui\u00e7\u00e3o de fonemas fricativos:<\/strong> substitui (f, s, j) por oclusivos (p, t, k). Ou seja, refere &#8220;plor&#8221;, em vez de &#8220;flor&#8221;.<\/li>\n\n\n\n<li><strong>Agramatismo:<\/strong> a agramaticalidade na produ\u00e7\u00e3o da afasia de Broca demonstra defeito na compreens\u00e3o da frase ao alterar sua ordem gramatical. Dessa forma o paciente poderia dizer em vez de &#8220;os perros est\u00e3o no jardim&#8221;, &#8220;perro jard\u00edn&#8221;. A agramaticalidade e a anomia na afasia de Broca costumam produzir-se por les\u00f5es subcorticais em comprometimentos de territ\u00f3rios vasculares danificados que afetem a art\u00e9ria cerebral m\u00e9dia ou da neocorteza no lobo frontal inferior.<\/li>\n<\/ul>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\">Processos alterados na afasia de Broca<\/h3>\n\n\n\n<p>Quanto aos processos alterados na afasia de Broca:<\/p>\n\n\n\n<ul class=\"wp-block-list\">\n<li>a <strong>linguagem espont\u00e2nea<\/strong> n\u00e3o \u00e9 fluida, o paciente tende a produzi-la com esfor\u00e7o usando palavras isoladas e frases curtas:<\/li>\n\n\n\n<li>o <strong>processo fon\u00e9tico e fonol\u00f3gico<\/strong> apresenta disartria, omite fonemas, reduz os grupos consonantais e emprega parafasias fonol\u00f3gicas;<\/li>\n\n\n\n<li>a <strong>morfossintaxe<\/strong> tende a ser agramatical e com linguagem telegr\u00e1fica. Apresenta apros\u00f3dia e a compreens\u00e3o auditiva verbal est\u00e1 relativamente preservada, j\u00e1 que ao n\u00e3o relacionar componentes gramaticais o discurso desorganizado n\u00e3o permite a compreens\u00e3o da frase;<\/li>\n\n\n\n<li>a <strong>denomina\u00e7\u00e3o<\/strong> \u00e9 de uma anomia fonol\u00f3gica que melhora com pistas sil\u00e1bicas;<\/li>\n\n\n\n<li>a <strong>repeti\u00e7\u00e3o <\/strong>encontra-se alterada;<\/li>\n\n\n\n<li>a <strong>leitura<\/strong> em voz alta \u00e9 defeituosa, compreens\u00e3o similar \u00e0 oral, com agramatismo, bradilalia, entrecortada e com dificuldade;<\/li>\n\n\n\n<li>a<strong> escrita<\/strong>; esta apresenta erros ortogr\u00e1ficos, omiss\u00f5es e substitui\u00e7\u00f5es de grafias.<\/li>\n<\/ul>\n\n\n\n<p>Os sinais de altera\u00e7\u00f5es nos processos da linguagem em uma afasia de Broca podem, na pr\u00e1tica, manifestar-se em pacientes que falam e conseguem ser entendidos, mas mant\u00eam pequenos erros de articula\u00e7\u00e3o verbal ou de compreens\u00e3o; como j\u00e1 foi mencionado, isso tamb\u00e9m pode ocorrer na afasia de Broca. Outros pacientes s\u00e3o, definitivamente, pouco compreens\u00edveis, sua fala n\u00e3o \u00e9 fluente e apresentam desautomatiza\u00e7\u00e3o na articula\u00e7\u00e3o da fala. Outros podem apresentar uma anomia de tipo fonol\u00f3gico mais marcada, a qual se beneficia de pistas fon\u00e9ticas que lhe sejam fornecidas; assim, cada um desses pacientes pode tanto articular a linguagem e produzir a frase (com defeitos) quanto n\u00e3o faz\u00ea-lo.<\/p>\n\n<div style=\"height:50px\" aria-hidden=\"true\" class=\"wp-block-spacer\"><\/div>\n\n\n\n<div style=\"height:50px\" aria-hidden=\"true\" class=\"wp-block-spacer\"><\/div>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Afasia de Wernicke<\/h2>\n\n\n\n<blockquote class=\"wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow\">\n<p>&#8220;<strong>O que acontece que voc\u00eas n\u00e3o me entendem?<\/strong>&#8220;<\/p>\n<\/blockquote>\n\n\n\n<p>Tamb\u00e9m conhecida como afasia sensitiva, receptiva, central, entre outras. <\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\">O que \u00e9 a afasia de Wernicke?<\/h3>\n\n\n\n<p>A afasia de Wernicke <strong>se encontra em<\/strong> les\u00f5es posteriores da circunvolu\u00e7\u00e3o temporal superior e m\u00e9dia,<strong> \u00e1rea denominada c\u00f3rtex auditivo de associa\u00e7\u00e3o<\/strong>. <\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\">Altera\u00e7\u00f5es na afasia de Wernicke<\/h3>\n\n\n\n<p>Wernicke abarca um conjunto de altera\u00e7\u00f5es que apresentam:<\/p>\n\n\n\n<ul class=\"wp-block-list\">\n<li> <strong>Logorreia: <\/strong>linguagem fluente mas desorganizada;<\/li>\n\n\n\n<li> um n\u00famero importante de<strong> parafasias<\/strong>:\n<ul class=\"wp-block-list\">\n<li><strong>sem\u00e2nticas<\/strong>: <strong>substituindo termos<\/strong> por outros que mantenham rela\u00e7\u00e3o com o significado. Exemplo disso seria, &#8220;vaca&#8221; por &#8220;leite&#8221;.<\/li>\n\n\n\n<li><strong>fonol\u00f3gicas<\/strong>: ao <strong>substituir um fonema por outro<\/strong> dentro da mesma palavra, exemplo &#8220;casa&#8221; por &#8220;cata&#8221;;<\/li>\n<\/ul>\n<\/li>\n\n\n\n<li>segundo Jakobson (1964), devido a que o paciente perde os limites da frase n\u00e3o terminando a ora\u00e7\u00e3o, a <strong>estrutura gramatical<\/strong> pode apresentar um <strong>n\u00famero excessivo de elementos<\/strong> (transtorno que se denomina \u201cparagramatismo\u201d).<\/li>\n<\/ul>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\">Caracter\u00edsticas da afasia de Wernicke<\/h3>\n\n\n\n<ol class=\"wp-block-list\">\n<li>Enquanto na <strong>afasia de Broca <\/strong>se observa maior comprometimento da <strong>articula\u00e7\u00e3o e praxia<\/strong> da linguagem para a produ\u00e7\u00e3o volitiva da mesma, na <strong>afasia de Wernicke<\/strong> o caracter\u00edstico s\u00e3o as <strong>parafasias<\/strong>, por afeta\u00e7\u00e3o do <em>input<\/em> ao acesso de armazenamento sem\u00e2ntico assim como do armazenamento l\u00e9xico. <\/li>\n\n\n\n<li>A <strong>discrimina\u00e7\u00e3o auditiva<\/strong> encontrada em pacientes com afasia de Wernicke costuma ser um pouco defeituosa. Isso impede uma an\u00e1lise ac\u00fastico-fonol\u00f3gica adequada que possibilite a constru\u00e7\u00e3o apropriada da gram\u00e1tica da frase e melhore a capacidade compreensiva da linguagem oral. <\/li>\n\n\n\n<li>Secund\u00e1rio a isso, <strong>a escrita<\/strong> encontra-se <strong>alterada<\/strong> no que diz respeito a substitui\u00e7\u00f5es, omiss\u00f5es e rota\u00e7\u00f5es de letras. <\/li>\n\n\n\n<li>Na <strong>repeti\u00e7\u00e3o<\/strong> manifesta uma<strong> leve dificuldade<\/strong> para faz\u00ea-lo. \u00c9 limitante sua capacidade receptiva para, posteriormente, repetir palavras suficientes conforme a carga cognitiva da tarefa. Pode ocorrer neste momento um <strong>efeito de fadiga<\/strong> onde o paciente entende v\u00e1rias palavras, mas se o avaliador ou terapeuta aumentam a carga cognitiva com um maior n\u00famero de palavras, o paciente n\u00e3o consegue dar sentido a elas.&nbsp;<\/li>\n<\/ol>\n\n\n\n<p>Isso, por sua vez, pode levar o terapeuta ou avaliador a ter uma ideia equivocada ao determinar o n\u00edvel de gravidade ou a evolu\u00e7\u00e3o expressiva na afasia de Wernicke, caso n\u00e3o se leve em conta:<\/p>\n\n\n\n<ul class=\"wp-block-list\">\n<li>com que carga cognitiva meu paciente realiza a tarefa que o fatiga,<\/li>\n\n\n\n<li>a dificuldade para melhorar a compreens\u00e3o,<\/li>\n\n\n\n<li>outros processos como denominar, escrever ou ler.<\/li>\n<\/ul>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\">Como transitam as fases de evolu\u00e7\u00e3o nas afasias?<\/h3>\n\n\n\n<p>\u00c9 importante ter presente o <strong>momento temporal<\/strong> em que ocorre a les\u00e3o, pois, na maioria dos casos, o que se observa no ambiente hospitalar do paciente n\u00e3o corresponde \u00e0 mesma semiologia decorridos alguns meses. Ou seja, quando ocorre comprometimento em algum territ\u00f3rio vascular especificamente em um tipo de art\u00e9ria cerebral \u2014 seja m\u00e9dia, interna, car\u00f3tida ou posteriores \u2014 encontramos uma les\u00e3o focal; no entanto, a n\u00edvel superficial h\u00e1 uma inflama\u00e7\u00e3o que comprometia algumas fun\u00e7\u00f5es cognitivas. Assim, ap\u00f3s algumas semanas, por recupera\u00e7\u00e3o espont\u00e2nea, come\u00e7a a melhorar. O que no princ\u00edpio era uma afasia global, agora mudou, j\u00e1 que o paciente pode articular um pouco melhor, deixando notar que tipo de erros ou altera\u00e7\u00f5es nos processos apresenta sua express\u00e3o. Al\u00e9m disso, come\u00e7a a compreender melhor, discriminando talvez um pouco a ac\u00fastica e realizando sua adequada convers\u00e3o fonol\u00f3gica.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\">Fases das afasias<\/h3>\n\n\n\n<ol class=\"wp-block-list\">\n<li>Essa fase em que inicialmente se instalam as sequelas e se manifestava uma afasia global, denomina-se <strong>fase aguda<\/strong>. Nela, o aparecimento dos sinais pode variar nas primeiras semanas, podendo at\u00e9 desaparecer. <\/li>\n\n\n\n<li>Passado esse tempo da fase aguda, o paciente entra em um per\u00edodo de <strong>tempo subagudo<\/strong>. Nele instauram-se sequelas que podem melhorar de forma espont\u00e2nea por reorganiza\u00e7\u00e3o do pr\u00f3prio c\u00e9rebro. Alguns autores costumam conceder a essa fase <strong>um ano<\/strong> durante o qual o c\u00e9rebro se recupera. <\/li>\n\n\n\n<li>O certo \u00e9 que, posterior a essa fase, nos encontramos com uma <strong>fase cr\u00f4nica<\/strong>. Pacientes que, passados 2 anos do evento de um AVC e cujas sequelas ficaram registradas em acometimentos de sua capacidade expressiva e receptiva da linguagem, <strong>podem mostrar melhoras significativas<\/strong> na medida em que decidem reaprender a linguagem. As terapias podem ajud\u00e1-los a compensar o automatismo da linguagem por meio de novos aprendizados. Sem desconhecer o papel que desempenha a plasticidade cerebral de um c\u00e9rebro jovem em rela\u00e7\u00e3o a um adulto ou, ainda mais, com alguma morbilidade neurodegenerativa ou gen\u00e9tica de base.&nbsp;&nbsp;<\/li>\n<\/ol>\n\n\n\n<div style=\"height:50px\" aria-hidden=\"true\" class=\"wp-block-spacer\"><\/div>\n\n\n\n\n\n<div style=\"height:50px\" aria-hidden=\"true\" class=\"wp-block-spacer\"><\/div>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\">Bibliografia<\/h3>\n\n\n\n<ul class=\"wp-block-list has-sm-font-size\">\n<li>Ardila, A., Rosselli, M., M\u00e1rquez Orta, E., &amp; Rodr\u00edguez Flores, L. (2007).&nbsp;<em>Neuropsicolog\u00eda cl\u00ednica<\/em>. M\u00e9xico, D. F.: Manual Moderno. <a href=\"https:\/\/colombia.manualmoderno.com\/catalogo\/neuropsicologia-clinica-9786074488074-9786074488135.html\">https:\/\/colombia.manualmoderno.com\/catalogo\/neuropsicologia-clinica-9786074488074-9786074488135.html<\/a><\/li>\n\n\n\n<li>Ardila, A. (2005). Las Afasias. M\u00e9xico. Universidad de Guadalajara. <a href=\"https:\/\/elrincondeaprenderblog.files.wordpress.com\/2016\/01\/libro-las-afasias-alfredo-ardila.pdf\">https:\/\/elrincondeaprenderblog.files.wordpress.com\/2016\/01\/libro-las-afasias-alfredo-ardila.pdf<\/a><\/li>\n\n\n\n<li>Helm-Estabrooks, N. y Albert, M. L. (2005). Manual de la afasia y de terapia de la afasia. Editorial M\u00e9dica Panamericana. <a href=\"https:\/\/www.casadellibro.com.co\/libro-manual-de-la-afasia-y-de-terapia-de-la-afasia-2-ed\/9788479038335\/1019320\">https:\/\/www.casadellibro.com.co\/libro-manual-de-la-afasia-y-de-terapia-de-la-afasia-2-ed\/9788479038335\/1019320<\/a><\/li>\n\n\n\n<li>&nbsp;Lezak, M., Howieson, D. y Loring, D. (2012). Neuropsychological assessment. Oxford University Press (5\u00aa ed.). <a href=\"https:\/\/global.oup.com\/academic\/product\/neuropsychological-assessment-9780195395525?cc=co&amp;lang=en&amp;\">https:\/\/global.oup.com\/academic\/product\/neuropsychological-assessment-9780195395525?cc=co&amp;lang=en&amp;<\/a><\/li>\n\n\n\n<li>Nakase-Thompson, R., Manning, E., Sherer, M., Yablon, S. A., Gontkovsky, S. L. T. y Vickery, C. (2005). Brief assessment of severe language impairments: initial validation of the Mississippi aphasia screening test. Brain Injury, 19(9), 685-691. <a href=\"https:\/\/pubmed.ncbi.nlm.nih.gov\/16195182\/\">https:\/\/pubmed.ncbi.nlm.nih.gov\/16195182\/<\/a><\/li>\n<\/ul>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\">Se voc\u00ea gostou deste artigo sobre a neuropsicologia das afasias a partir de um modelo de processos: Afasia de Broca e Afasia de Wernicke, provavelmente tamb\u00e9m se interessar\u00e1 em ler estas postagens do blog:<\/h3>\n\n\n\n<div class=\"mai-grid entries entries-grid has-boxed has-image-full\" style=\"--entry-title-font-size:var(--font-size-lg);--align-text:start;--entry-meta-text-align:start;\"><div class=\"entries-wrap has-columns\" style=\"--columns-xs:1\/1;--columns-sm:1\/1;--columns-md:1\/3;--columns-lg:1\/3;--flex-xs:0 0 var(--flex-basis);--flex-sm:0 0 var(--flex-basis);--flex-md:0 0 var(--flex-basis);--flex-lg:0 0 var(--flex-basis);--column-gap:var(--spacing-lg);--row-gap:var(--spacing-lg);--align-columns:start;\"><article class=\"entry entry-grid is-column has-entry-link has-image has-image-first type-post category-de-atencao tag-actividades-de-estimulacion-cognitiva-para-adultos tag-adultos tag-atencion tag-noticias-de-neuronup\" style=\"--entry-index:1;\" aria-label=\"Ficha para trabalhar a aten\u00e7\u00e3o seletiva em adultos: Contar e assinalar\" itemscope itemtype=\"https:\/\/schema.org\/CreativeWork\"><a class=\"entry-image-link\" href=\"https:\/\/neuronup.com\/br\/atividades-de-neurorreabilitacao\/para-funcoes-cognitivas\/de-atencao\/ficha-para-trabalhar-a-atencao-seletiva-em-adultos-contar-e-sinalizar\/\" tabindex=\"-1\" aria-hidden=\"true\"><img decoding=\"async\" width=\"400\" height=\"300\" src=\"https:\/\/neuronup.com\/br\/wp-content\/uploads\/2023\/09\/Actividad-de-NeuronUP-Contar-y-senalar-400x300.webp\" class=\"entry-image size-landscape-sm\" alt=\"Atividade do NeuronUP - Contar e assinalar\" srcset=\"https:\/\/neuronup.com\/br\/wp-content\/uploads\/2023\/09\/Actividad-de-NeuronUP-Contar-y-senalar-400x300.webp 400w, 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prestigioso reconhecimento internacional\" itemscope itemtype=\"https:\/\/schema.org\/CreativeWork\"><a class=\"entry-image-link\" href=\"https:\/\/neuronup.com\/br\/investigacao\/linhas-de-investigacao\/o-estudo-de-neuronup-que-antecipa-o-deterioro-cognitivo-recebe-um-prestigioso-reconhecimento-internacional\/\" tabindex=\"-1\" aria-hidden=\"true\"><img decoding=\"async\" width=\"388\" height=\"300\" src=\"https:\/\/neuronup.com\/br\/wp-content\/uploads\/2025\/04\/Wiley-Top-Viewed-Article-Jesus-Cortes-El-estudio-de-NeuronUP-que-anticipa-el-deterioro-cognitivo-recibe-un-prestigioso-reconocimiento-internacional.webp\" class=\"entry-image size-landscape-sm\" alt=\"Captura de tela de um artigo da Wiley com Jes\u00fas Cort\u00e9s e o estudo da NeuronUP sobre previs\u00e3o do deterioro cognitivo.\" 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cognitiva recebe um prestigioso reconhecimento internacional<\/a><\/h3>\n<\/div><\/article><article class=\"entry entry-grid is-column has-entry-link has-image has-image-first type-post category-transtornos-do-desenvolvimento tag-ninos tag-trastornos-del-neurodesarrollo\" style=\"--entry-index:3;\" aria-label=\"Abordagem cl\u00ednica da discalculia em crian\u00e7as e adolescentes: guia de avalia\u00e7\u00e3o e interven\u00e7\u00e3o neuropsicol\u00f3gica\" itemscope itemtype=\"https:\/\/schema.org\/CreativeWork\"><a class=\"entry-image-link\" href=\"https:\/\/neuronup.com\/br\/noticias-de-estimulacao-cognitiva\/transtornos-do-desenvolvimento\/abordagem-clinica-da-discalculia-em-criancas-e-adolescentes-guia-de-avaliacao-e-intervencao-neuropsicologica\/\" tabindex=\"-1\" aria-hidden=\"true\"><img decoding=\"async\" width=\"400\" height=\"300\" 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class=\"entry-title-link\" href=\"https:\/\/neuronup.com\/br\/formacao\/formacao-em-atividades-digitais-do-neuronup\/\" rel=\"bookmark\">Forma\u00e7\u00e3o em atividades digitais da NeuronUP<\/a><\/h3>\n<\/div><\/article><article class=\"entry entry-grid is-column has-entry-link has-image has-image-first type-post category-atividades-para-criancas-com-necessidades-especiais tag-actividades-de-estimulacion-cognitiva tag-actividades-de-estimulacion-cognitiva-para-ninos tag-atencion tag-funciones-ejecutivas tag-linguagem tag-memoria tag-ninos tag-noticias-de-neuronup\" style=\"--entry-index:6;\" aria-label=\"Melhore o desenvolvimento cognitivo em crian\u00e7as: Atividades motivadoras para crian\u00e7as da NeuronUP\" itemscope itemtype=\"https:\/\/schema.org\/CreativeWork\"><a class=\"entry-image-link\" 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