{"id":28170,"date":"2024-10-01T17:37:28","date_gmt":"2024-10-01T15:37:28","guid":{"rendered":"https:\/\/neuronup.com\/?p=28170"},"modified":"2026-10-22T17:35:50","modified_gmt":"2026-10-22T15:35:50","slug":"inteligencia-emocional-na-esquizofrenia-deficits-na-esquizofrenia","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/neuronup.com\/br\/noticias-de-estimulacao-cognitiva\/doenca-mental\/esquizofrenia\/inteligencia-emocional-na-esquizofrenia-deficits-na-esquizofrenia\/","title":{"rendered":"Intelig\u00eancia emocional na esquizofrenia: D\u00e9ficits na esquizofrenia"},"content":{"rendered":"\n<p class=\"has-xl-font-size wp-block-paragraph\">O Doutor em Psicologia Carlos Rebolleda explica o que \u00e9 a <strong>intelig\u00eancia emocional na esquizofrenia<\/strong>, a avalia\u00e7\u00e3o e os d\u00e9ficits na esquizofrenia.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Intelig\u00eancia emocional na esquizofrenia: defini\u00e7\u00e3o<\/h2>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O modelo dos quatro ramos da <strong>intelig\u00eancia emocional<\/strong>, proposto pelos pesquisadores J.D. Mayer e P. Salovey em 1997, define-a como um tipo de intelig\u00eancia diferente dos demais&nbsp;<strong>composto por quatro capacidades<\/strong>&nbsp;ou \u201cramos\u201d, que se denominam concretamente percep\u00e7\u00e3o emocional, facilita\u00e7\u00e3o emocional, compreens\u00e3o emocional e manejo emocional e que, por sua vez, se organizam em duas \u00e1reas chamadas experiencial e estrat\u00e9gica.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Como indicam Mayer, Salovey e Caruso (2002), a \u00e1rea experiencial refere-se \u00e0 capacidade do sujeito de perceber, responder e manipular a informa\u00e7\u00e3o emocional sem que isso implique necessariamente que a compreenda. Indica a precis\u00e3o com que o sujeito consegue \u201cler\u201d e expressar emo\u00e7\u00f5es e se \u00e9 capaz de comparar a informa\u00e7\u00e3o emocional com outros tipos de experi\u00eancias emocionais (por exemplo, cores e sons). Isso indica como o indiv\u00edduo funciona sob a influ\u00eancia de diferentes emo\u00e7\u00f5es. Essa \u00e1rea \u00e9 integrada pelos ramos percep\u00e7\u00e3o e facilita\u00e7\u00e3o emocional.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\">1. Percep\u00e7\u00e3o emocional<\/h3>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A percep\u00e7\u00e3o emocional refere-se \u00e0&nbsp;<strong>capacidade de reconhecer como se sente um indiv\u00edduo<\/strong>&nbsp;e os que o rodeiam. Esse ramo implica a capacidade de perceber e expressar os sentimentos, bem como de prestar aten\u00e7\u00e3o e decodificar com precis\u00e3o os sinais emocionais das express\u00f5es faciais, do tom de voz e das express\u00f5es art\u00edsticas (Mayer e cols, 2002).<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\">2. Facilita\u00e7\u00e3o emocional<\/h3>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A facilita\u00e7\u00e3o emocional centra-se em&nbsp;<strong>como as emo\u00e7\u00f5es afetam a cogni\u00e7\u00e3o e podem ser usadas para raciocinar, resolver problemas ou tomar decis\u00f5es<\/strong>&nbsp;(Mayer e cols, 2002). Sabe-se que algumas&nbsp; emo\u00e7\u00f5es, como por exemplo o medo, podem afetar negativamente a cogni\u00e7\u00e3o, mas, como se p\u00f4de comprovar em m\u00faltiplas pesquisas, tamb\u00e9m podem favorecer as capacidades cognitivas, por exemplo, facilitando que o sujeito estabele\u00e7a prioridades na hora de prestar aten\u00e7\u00e3o ao que \u00e9 mais relevante ou favorecendo seu n\u00edvel de concentra\u00e7\u00e3o ao enfrentar uma tarefa.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A denominada \u00e1rea estrat\u00e9gica seria a capacidade do sujeito de compreender e manejar as emo\u00e7\u00f5es sem que necessariamente as perceba ou experimente de forma correta<strong>.<\/strong>&nbsp;Indica a precis\u00e3o com que o sujeito \u00e9 capaz de compreender o significado das emo\u00e7\u00f5es e a habilidade para lidar tanto com as pr\u00f3prias emo\u00e7\u00f5es quanto com as dos outros. Os ramos compreens\u00e3o e manejo emocional integram essa \u00e1rea (Mayer e cols, 2002).<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\">3. Compreens\u00e3o emocional<\/h3>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>&nbsp;<\/strong>Como apontam Mayer e cols (2002), o ramo <strong>compreens\u00e3o emocional <\/strong>refere-se \u00e0 <strong>capacidade do sujeito de rotular as emo\u00e7\u00f5es<\/strong>, ou seja, chegar a reconhecer que existem grupos de termos relacionados a elas. A capacidade de entender como se originam as diferentes emo\u00e7\u00f5es, como elas se combinam ou mudam ao longo do tempo s\u00e3o componentes fundamentais da intelig\u00eancia emocional, al\u00e9m de aspectos importantes na hora de se relacionar com os demais ou de melhorar o autoconhecimento.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\">4. Manejo emocional<\/h3>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Por \u00faltimo, o ramo <strong>manejo emocional<\/strong> refere-se \u00e0 <strong>capacidade <\/strong>do sujeito de, em momentos apropriados,<strong> n\u00e3o reprimir suas emo\u00e7\u00f5es<\/strong> e sim trabalhar com elas de forma reflexiva e us\u00e1-las para tomar melhores decis\u00f5es. Um termo que historicamente se associou a esse ramo \u00e9 o de regula\u00e7\u00e3o emocional, que habitualmente foi entendido como a repress\u00e3o ou a racionaliza\u00e7\u00e3o das emo\u00e7\u00f5es; no entanto, esse termo na realidade se refere \u00e0 participa\u00e7\u00e3o das emo\u00e7\u00f5es no pensamento, e n\u00e3o \u00e0 sua minimiza\u00e7\u00e3o ou elimina\u00e7\u00e3o (Mayer e cols, 2002).<\/p>\n\n\n\n<div style=\"height:50px\" aria-hidden=\"true\" class=\"wp-block-spacer\"><\/div>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-group br-0111 has-primary-background-color has-background has-dark-background has-sm-padding-top has-sm-padding-left has-sm-padding-right has-xxl-margin-top\"><div class=\"wp-block-group__inner-container is-layout-constrained wp-block-group-is-layout-constrained\">\n<div class=\"wp-block-columns is-layout-flex wp-container-core-columns-is-layout-8f761849 wp-block-columns-is-layout-flex\">\n<div class=\"wp-block-column is-layout-flow wp-block-column-is-layout-flow\">\n<figure class=\"wp-block-image size-full desktop-position-absolute desktop-bottom-0 mobile-width-50 mobile-m-inline-auto has-xl-margin-top\"><img decoding=\"async\" width=\"292\" height=\"338\" src=\"https:\/\/neuronup.com\/br\/wp-content\/uploads\/2024\/10\/certificado-de-produto.webp\" alt=\"\" class=\"wp-image-31568\" srcset=\"https:\/\/neuronup.com\/br\/wp-content\/uploads\/2024\/10\/certificado-de-produto-259x300.webp 259w, https:\/\/neuronup.com\/br\/wp-content\/uploads\/2024\/10\/certificado-de-produto.webp 292w\" sizes=\"(max-width: 292px) 100vw, 292px\" \/><\/figure>\n<\/div>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-column is-layout-flow wp-block-column-is-layout-flow\">\n<h2 class=\"wp-block-heading has-white-color has-text-color\"><strong>Inscreva-se<\/strong> <br>na nossa <br>Newsletter<\/h2>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-buttons is-layout-flex wp-block-buttons-is-layout-flex\">\n<div class=\"wp-block-button--1\" style=\"--button-outline-color:var(--color-white);--button-outline-color-hover:rgba(0,0,0,0.8);\"><a class=\"wp-block-button__link button button-outline   wp-element-button\" href=\"https:\/\/neuronup.com\/br\/newsletter\/\">Inscreva-se<\/a><\/div>\n\n<\/div>\n\n\n\n<div style=\"height:40px\" aria-hidden=\"true\" class=\"wp-block-spacer\"><\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div><\/div>\n\n\n\n\n<div style=\"height:50px\" aria-hidden=\"true\" class=\"wp-block-spacer\"><\/div>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Intelig\u00eancia emocional na esquizofrenia: Avalia\u00e7\u00e3o<\/h2>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A <strong>intelig\u00eancia emocional <\/strong>\u00e9 considerada um importante componente da <strong>cogni\u00e7\u00e3o social<\/strong> (Matthews, Zeidner e Roberts, 2007; Mayer e Salovey, 1997) e, desde que em 2003 o comit\u00ea MATRICS recomendou o ramo de manejo emocional do MSCEIT (Mayer e cols, 2002) como \u00fanica ferramenta para a medida da cogni\u00e7\u00e3o social na esquizofrenia, v\u00e1rios estudos t\u00eam tentado explorar as caracter\u00edsticas psicom\u00e9tricas do teste, sobretudo em popula\u00e7\u00e3o com diagn\u00f3stico de esquizofrenia.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\">Intelig\u00eancia emocional na esquizofrenia: teste<\/h3>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O Mayer-Salovey-Caruso Emotional Intelligence Test (MSCEIT; Mayer e cols, 2002) baseia-se no modelo dos quatro ramos e, por meio de 141 itens divididos em oito tarefas, gera um total de sete pontua\u00e7\u00f5es: uma pontua\u00e7\u00e3o global, outras duas para as \u00e1reas experiencial e estrat\u00e9gica e, por \u00faltimo, outras quatro para cada um dos ramos que comp\u00f5em o modelo. O nome dessas provas \u00e9 o seguinte:<\/p>\n\n\n\n<ul class=\"wp-block-list\">\n<li><strong>Percep\u00e7\u00e3o emocional:<\/strong> Composta pelas tarefas denominadas Desenhos e Rostos,<\/li>\n\n\n\n<li><strong>facilita\u00e7\u00e3o emocional:<\/strong> Integrada pelas subprovas Facilita\u00e7\u00e3o e Sensa\u00e7\u00f5es,<\/li>\n\n\n\n<li><strong>compreens\u00e3o emocional:<\/strong> Composta por Mudan\u00e7as e Combina\u00e7\u00f5es,<\/li>\n\n\n\n<li><strong>Manejo emocional<\/strong>: Integrada por Manejo Emocional e Rela\u00e7\u00f5es Emocionais.<\/li>\n<\/ul>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A confiabilidade foi de 0,91 para a pontua\u00e7\u00e3o total, 0,91 e 0,85 para as \u00e1reas experiencial e estrat\u00e9gica, respectivamente, enquanto os coeficientes alfa de Cronbach para os ramos oscilaram entre o coeficiente mais baixo, ainda que adequado, que seria 0,74 em facilita\u00e7\u00e3o emocional, e o mais elevado, que foi 0,89 no caso da percep\u00e7\u00e3o emocional. (Mayer e cols, 2002).<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\">Adapta\u00e7\u00e3o espanhola do MSCEIT: Extremera e Fern\u00e1ndez-Berrocal (2009)<\/h4>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Extremera e Fern\u00e1ndez-Berrocal (2009) realizaram a adapta\u00e7\u00e3o espanhola do MSCEIT que, por sua vez, apresenta coeficientes de confiabilidade muito semelhantes e at\u00e9 superiores aos encontrados no teste original: 0,95 para a pontua\u00e7\u00e3o total, 0,93 e 0,90 para as \u00e1reas experiencial e estrat\u00e9gica, 0,93 em percep\u00e7\u00e3o, 0,76 em facilita\u00e7\u00e3o, 0,83 em compreens\u00e3o e 0,85 em manejo emocional. A adapta\u00e7\u00e3o espanhola, assim como as demais adapta\u00e7\u00f5es do MSCEIT, apresenta&nbsp;<strong>n\u00edveis adequados de validade aparente, preditiva e de conte\u00fado.<\/strong><\/p>\n\n\n\n<div style=\"height:50px\" aria-hidden=\"true\" class=\"wp-block-spacer\"><\/div>\n\n\n\n<aside class=\"wp-block-group pb-0 br-0101 has-background has-xl-margin-top\" style=\"background:linear-gradient(135deg,rgb(0,128,150) 0%,rgb(0,171,199) 100%)\"><div class=\"wp-block-group__inner-container is-layout-constrained wp-block-group-is-layout-constrained\">\n<div class=\"wp-block-columns br-1010 is-layout-flex wp-container-core-columns-is-layout-8f761849 wp-block-columns-is-layout-flex\">\n<div class=\"wp-block-column is-vertically-aligned-center is-layout-flow wp-block-column-is-layout-flow\" style=\"flex-basis:60%\">\n<p class=\"has-text-align-center has-white-color has-text-color has-link-color has-xxl-font-size wp-elements-1 has-no-margin-top has-no-margin-bottom wp-block-paragraph\"> <strong>Trabalhe na NeuronUP<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-text-align-center has-white-color has-text-color has-link-color has-sm-font-size wp-elements-2 has-no-margin-top has-no-margin-bottom wp-block-paragraph\">Desenvolva sua carreira no setor da sa\u00fade digital.<br>Junte-se \u00e0 nossa equipe.<\/p>\n\n\n\n<div style=\"height:10px\" aria-hidden=\"true\" class=\"wp-block-spacer\"><\/div>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-buttons is-content-justification-center is-layout-flex wp-container-core-buttons-is-layout-fe48e5de wp-block-buttons-is-layout-flex\">\n<div class=\"wp-block-button has-custom-width wp-block-button__width-75\" style=\"--button-background:var(--color-custom-1);--button-background-hover:#cc7e00;\"><a class=\"wp-block-button__link button   has-sm-font-size has-custom-font-size wp-element-button\" href=\"https:\/\/neuronup.com\/br\/as-melhores-ofertas-de-emprego-para-profissionais-da-neurorreabilitacao\/\"><strong><strong>Ver vagas dispon\u00edveis<\/strong><\/strong><\/a><\/div>\n\n<\/div>\n<\/div>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-column is-vertically-aligned-center is-layout-flow wp-block-column-is-layout-flow\" style=\"flex-basis:40%\"><div class=\"wp-block-image blog-br-0101\">\n<figure class=\"alignright size-large is-resized has--xxxl-margin-top has-no-margin-bottom\"><img decoding=\"async\" width=\"1024\" height=\"1024\" src=\"https:\/\/neuronup.com\/br\/wp-content\/uploads\/2026\/06\/Historias-exito-NeuronUP-14-2-1024x1024.webp\" alt=\"\" class=\"wp-image-51286\" style=\"width:361px;height:auto\" srcset=\"https:\/\/neuronup.com\/br\/wp-content\/uploads\/2026\/06\/Historias-exito-NeuronUP-14-2-24x24.webp 24w, https:\/\/neuronup.com\/br\/wp-content\/uploads\/2026\/06\/Historias-exito-NeuronUP-14-2-48x48.webp 48w, https:\/\/neuronup.com\/br\/wp-content\/uploads\/2026\/06\/Historias-exito-NeuronUP-14-2-80x80.webp 80w, https:\/\/neuronup.com\/br\/wp-content\/uploads\/2026\/06\/Historias-exito-NeuronUP-14-2-96x96.webp 96w, https:\/\/neuronup.com\/br\/wp-content\/uploads\/2026\/06\/Historias-exito-NeuronUP-14-2-150x150.webp 150w, https:\/\/neuronup.com\/br\/wp-content\/uploads\/2026\/06\/Historias-exito-NeuronUP-14-2-300x300.webp 300w, https:\/\/neuronup.com\/br\/wp-content\/uploads\/2026\/06\/Historias-exito-NeuronUP-14-2-768x768.webp 768w, https:\/\/neuronup.com\/br\/wp-content\/uploads\/2026\/06\/Historias-exito-NeuronUP-14-2-1024x1024.webp 1024w, https:\/\/neuronup.com\/br\/wp-content\/uploads\/2026\/06\/Historias-exito-NeuronUP-14-2.webp 1080w\" sizes=\"(max-width: 1024px) 100vw, 1024px\" \/><\/figure>\n<\/div><\/div>\n<\/div>\n<\/div><\/aside>\n\n\n\n<div style=\"height:50px\" aria-hidden=\"true\" class=\"wp-block-spacer\"><\/div>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Intelig\u00eancia emocional na esquizofrenia: D\u00e9ficits na esquizofrenia<\/h2>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Alguns <strong>estudos puderam comprovar<\/strong> a exist\u00eancia de<strong> d\u00e9ficits em intelig\u00eancia emocional <\/strong>tanto em pacientes <strong>diagnosticados <\/strong>com <strong>patologias psiqui\u00e1tricas<\/strong> (Lizeretti, Extremera e Rodr\u00edguez, 2012) quanto em seus familiares diretos (Sanders e Szymanksi, 2012).<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Em rela\u00e7\u00e3o ao estudo dos d\u00e9ficits em intelig\u00eancia emocional na psicose, uma das primeiras pesquisas que utilizou esse conceito, tal como \u00e9 conhecido atualmente, foi a de Aguirre, Sergi e Levy (2008), na qual encontram que as pessoas que apresentam <strong>altos n\u00edveis<\/strong> de <strong>esquizotipia<\/strong> mostram <strong>d\u00e9ficits em intelig\u00eancia emocional <\/strong>que, por sua vez, afetam de forma significativa seu funcionamento psicossocial.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Mas o estudo dos<strong> d\u00e9ficits emocionais<\/strong> que acompanham um transtorno psic\u00f3tico como a esquizofrenia \u00e9 muito anterior; por exemplo, a redu\u00e7\u00e3o que esses pacientes manifestam na express\u00e3o emocional facial foi constatada em in\u00fameras pesquisas (Andreasen, 1979; Borod e cols, 1990; Tremeau e cols, 2005; Yecker e cols, 1999), d\u00e9ficit que, segundo se p\u00f4de comprovar, est\u00e1 presente inclusive v\u00e1rios anos antes de a pessoa desenvolver a doen\u00e7a (Hafner e cols, 2003; Yung e McGorry, 1996), o que o coloca como forte candidato a constituir-se em um tra\u00e7o endofenot\u00edpico dela.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Essas problem\u00e1ticas n\u00e3o se limitam apenas \u00e0 express\u00e3o facial: os pacientes diagnosticados com esquizofrenia tamb\u00e9m apresentam&nbsp;<strong>dificuldades na hora de identificar e verbalizar as pr\u00f3prias emo\u00e7\u00f5es<\/strong>&nbsp;(Cedro, Kokoszka, Popiel e Narkiewicz- Jodko, 2001; Stanghellini e Rica, 2010; Van\u00b4t Wout, Aleman, Bermond e Kahn, 2007; Yu e cols, 2011), d\u00e9ficit conhecido pelo nome de&nbsp;<strong>alexitimia<\/strong>&nbsp;(Sifneos, 1973).<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A esses d\u00e9ficits somam-se as dificuldades que essas pessoas apresentam na hora de reconhecer express\u00f5es emocionais nos demais, sobretudo quando essas emo\u00e7\u00f5es s\u00e3o negativas (Edwards e cols, 2002; Kohler e cols, 2003; Mandal e cols, 1998; Scholten, Aleman, Montagne e Kahn, 2005).<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Tamb\u00e9m foram encontrados <strong>d\u00e9ficits de regula\u00e7\u00e3o <\/strong>emocional nessa popula\u00e7\u00e3o (Nuechterlein e Green, 2006), sendo a <strong>supress\u00e3o emocional a estrat\u00e9gia de autorregula\u00e7\u00e3o<\/strong> que esses sujeitos costumam utilizar (Kimhy e cols, 2012; Van der Meer, Van\u00b4t Wout e Aleman, 2009). J\u00e1 a \u00fanica \u00e1rea emocional em que os pacientes diagnosticados com esquizofrenia parecem apresentar um funcionamento semelhante ao da popula\u00e7\u00e3o sem a patologia \u00e9 a&nbsp;<strong>capacidade de experimentar emo\u00e7\u00f5es<\/strong>&nbsp;(Kring, Barret e Gard, 2003; Kring e Earnst, 1999).<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Ainda assim, o aspecto sobre o qual existe pleno acordo atualmente tem a ver com a influ\u00eancia negativa que esses d\u00e9ficits emocionais exercem sobre o funcionamento psicossocial do sujeito (Baslet, Termini e Herberner, 2009; Kee, Green, Mintz e Brekke, 2003; Kimhy e cols, 2012; Kring e Caponigro, 2010).<\/p>\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\">Pesquisas que utilizaram o MSCEIT como medida<\/h3>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Quanto \u00e0s investiga\u00e7\u00f5es que foram realizadas utilizando o MSCEIT como medida, por exemplo, Eack e cols (2010) ampliam os resultados obtidos em tr\u00eas investiga\u00e7\u00f5es anteriores (Eack e cols, 2009; Kee e cols, 2009; Neuchterlein e cols, 2008), e para isso utilizam uma amostra de 64 indiv\u00edduos diagnosticados com v\u00e1rios transtornos psic\u00f3ticos, entre eles esquizofrenia, aos quais aplicaram este teste.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Esses autores encontram, em primeiro lugar, que as pontua\u00e7\u00f5es obtidas pelos sujeitos s\u00e3o significativamente menores do que as da popula\u00e7\u00e3o sem diagn\u00f3stico de psicose, embora ressaltem a necessidade de realizar estudos rigorosos que possam apresentar resultados mais confi\u00e1veis sobre o grau real em que tais diferen\u00e7as ocorrem, j\u00e1 que algumas pesquisas afirmam que o ramo mais afetado seria o de manejo emocional (Wojtalik, Eack e Keshavan, 2013), enquanto outras encontram que \u00e9 a compreens\u00e3o emocional (Dawson e cols, 2012; Kee e cols, 2009).<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Nem todos os estudos realizados a esse n\u00edvel encontram afetac\u0327a\u0303o em todos os ramos que integram o teste; por exemplo, Kee e cols (2009) n\u00e3o encontram diferen\u00e7as significativas em facilita\u00e7\u00e3o emocional entre o grupo de pacientes diagnosticados com esquizofrenia e o da popula\u00e7\u00e3o sem diagn\u00f3stico. Isso refor\u00e7a a necessidade de continuar investigando sobre as diferen\u00e7as reais e o grau em que ocorrem.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A n\u00edvel neuroestrutural, Wojtalik e cols (2013) encontram que aqueles pacientes que apresentam mau funcionamento nos ramos de facilita\u00e7\u00e3o, compreens\u00e3o e manejo emocional mostram uma redu\u00e7\u00e3o significativa de mat\u00e9ria cinzenta tanto no giro parahipocampal esquerdo quanto no giro cingulado posterior direito.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Bibliografia:<\/h2>\n\n\n\n<ul class=\"wp-block-list\">\n<li class=\"has-sm-font-size\">Aguirre, F., Sergi, M. J., e Levy, C. A. (2008). Emotional intelligence and social functioning in person with schizotypy.&nbsp;<em>Schizophrenia Research, 104<\/em>(1), 255-264.<\/li>\n\n\n\n<li class=\"has-sm-font-size\">Andreasen, N.C. (1979). Affective flattening and the criteria for schizophrenia.&nbsp;<em>American Journal of Psychiatry, 136<\/em>(7), 944-947.<\/li>\n\n\n\n<li class=\"has-sm-font-size\">Baslet, G., Termini, L., e Herberner, E. (2009). Deficits in emotional awareness in schizophrenia and their relationships with other measures of functioning.&nbsp;<em>Journal of Nervous and Mental Disease, 197<\/em>(9), 655-660.<\/li>\n\n\n\n<li class=\"has-sm-font-size\">Borod, J. C., Welkowitz, J., Alpert, M., Brozgold, A. Z., Martin, C., Peselow, E., e Diller, L. (1990). Parameters of emotional processing in neuropsychiatric disorders: conceptual issues and battery of tests.&nbsp;<em>Journal of Communication Disorders, 23<\/em>(4), 247-271.<\/li>\n\n\n\n<li class=\"has-sm-font-size\">Cedro, A., Kokoszka, A., Popiel, A., e Narkiewicz- Jodko, W. (2001). Alexithymia in schizophrenia: an exploratory study.&nbsp;<em>Psychological Reports, 89<\/em>(1), 95-98.<\/li>\n\n\n\n<li class=\"has-sm-font-size\">Dawson, S., Kettler, L., Burton, C., e Galletly, C. (2012). Do people with schizophrenia lack emotional intelligence?&nbsp;<em>Schizophrenia Research and Treatment.<\/em>&nbsp;doi:10.1155\/2012\/495174.<\/li>\n\n\n\n<li class=\"has-sm-font-size\">Eack, S. M., Greeno, C. G., Pogue-Geile, M. F., Newhill, C. E., Hogarty, G.E., e Keshavan, M. S. (2010). Assessing social-cognitive deficits in schizophrenia with the Mayer-Salovey-Caruso Emotional Intelligence Test.&nbsp;<em>Schizophrenia Bulletin, 36<\/em>(2), 370-380.<\/li>\n\n\n\n<li class=\"has-sm-font-size\">Eack, S. M., Pogue-Geile, M. F., Greeno, C. G., e Keshavan, M. S. (2009). Evidence of the factorial variance of the Mayer-Salovey-Caruso Emotional Intelligence Test across schizophrenia and normative samples.&nbsp;<em>Schizophrenia Research, 114<\/em>(1-3), 105-109.<\/li>\n\n\n\n<li class=\"has-sm-font-size\">Edwards, J., Jackson, H. J., e Pattison, P. E. (2002). Emotion recognition via facial expression and affective prosody in schizophrenia: a methodological review.&nbsp;<em>Clinical Psychology Review, 22<\/em>(6), 789-832.<\/li>\n\n\n\n<li class=\"has-sm-font-size\">Extremera, N., e Fern\u00e1ndez-Berrocal, P. (2009).&nbsp;<em>Teste de Intelig\u00eancia Emocional Mayer-Salovey- Caruso (MSCEIT): manual<\/em>. Madrid: TEA Ediciones.<\/li>\n\n\n\n<li class=\"has-sm-font-size\">Hafner, H., Maurer, K., Loffler, W., Van der Heiden, W. Hambretch, M., e Schultze- Lutter, F. (2003). Modeling the early course of schizophrenia.&nbsp;<em>Schizophrenia Bulletin, 29<\/em>(2), 325-340.<\/li>\n\n\n\n<li class=\"has-sm-font-size\">Kee, K. S., Green, M. F., Mintz, J., e Brekke, J. S. (2003). Is emotion processing a predictor of functional outcome in schizophrenia?&nbsp;<em>Schizophrenia Bulletin, 29<\/em>(3), 487-497.<\/li>\n\n\n\n<li class=\"has-sm-font-size\">Kee, K. S., Horan, W. P., Salovey, P., Kern, R. S., Sergi, M. J., Fiske, A. P.,\u2026 e Green, M. F. (2009). Emotional intelligence in schizophrenia.&nbsp;<em>Schizophrenia Research, 107<\/em>(1), 61-68.<\/li>\n\n\n\n<li class=\"has-sm-font-size\">Kimhy, D., Vakhrusheva, J., Jobson-Ahmed, L., Tarrier, N., Malaspina, D., e Gross, J. J. (2012). Emotion awareness and regulation in individuals with schizophrenia: implications for social functioning.&nbsp;<em>Psychiatry Research<\/em>,&nbsp;<em>200<\/em>(2), 193-201..<\/li>\n\n\n\n<li class=\"has-sm-font-size\">Kohler, C. G., Turner, T. H., Bilker, W. B., Brensinger, C., Siegel, S. J., Kanes, S. J.,\u2026 e Gur, R. C. (2003). Facial emotion recognition in schizophrenia: intensity effects and error pattern.&nbsp;<em>American Journal of Psychiatry, 160<\/em>(10), 1768-1774..<\/li>\n\n\n\n<li class=\"has-sm-font-size\">Kring, A. M., Barrett, L. F., e Gard, D. E. (2003). On the broad applicability of the affective circumplex: representations of affective knowledge among schizophrenia patients.&nbsp;<em>Psychological Science, 14<\/em>(3), 207-214.<\/li>\n\n\n\n<li class=\"has-sm-font-size\">Kring, A. M., e Caponigro, J. M. (2010). Emotion in schizophrenia: where feeling meets thinking<em>. Current Directions in Psychological Science, 19<\/em>(4), 225-259.<\/li>\n<\/ul>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\">Mais refer\u00eancias do artigo sobre intelig\u00eancia emocional na esquizofrenia:<\/h3>\n\n\n\n<ul class=\"wp-block-list\">\n<li class=\"has-sm-font-size\">Kring, A. M., e Earnst, K. S. (1999). Stability of emotional responding in schizophrenia.&nbsp;<em>Behavior Therapy, 30<\/em>(3), 373-388.<\/li>\n\n\n\n<li class=\"has-sm-font-size\">Lizzeretti, N. P., Extremera, N., e Rodr\u00edguez, A. (2012). Perceived emotional intelligence and clinical symptoms in mental disorders.&nbsp;<em>Psychiatric Quarterly, 83<\/em>(4), 407-418.<\/li>\n\n\n\n<li class=\"has-sm-font-size\">Mandal, M. K., Pandey, R., e Prasad, A. B. (1998). Facial expressions of emotion and schizophrenia: a review.&nbsp;<em>Schizophrenia Bulletin, 24<\/em>(1), 399-412.<\/li>\n\n\n\n<li class=\"has-sm-font-size\">Matthews, G., Zeidner, M., e Roberts, R. D. (2007). Emotional intelligence: consensus controversies, and questions. Em G. Mathews, M. Zeidner y R.D. Roberts. (Eds).&nbsp;<em>The science of emotional intelligence: knows and unknowns. Series in affective science<\/em>&nbsp;(pp. 3-46). New York, NY: Oxford University Press.<\/li>\n\n\n\n<li class=\"has-sm-font-size\">Mayer, J. D., e Salovey, P. (1997). What is emotional intelligence? Em P. Salovey y D. Sluyter (Eds).&nbsp;<em>Emotional development and emotional intelligence: implications for educators&nbsp;<\/em>(pp 3-31). New York, NY: Basic Books.<\/li>\n\n\n\n<li class=\"has-sm-font-size\">Mayer, J. D., Salovey, P., e Caruso, D. R. (2002).&nbsp;<em>Mayer- Salovey- Caruso Emotional Intelligence Test (MSCEIT): USER\u00b4s Manual<\/em>. Toronto, ON: Multi- Health Systems Inc.<\/li>\n\n\n\n<li class=\"has-sm-font-size\">Nuechterlein, K. H., e Green, M. F. (2006).&nbsp;<em>MATRICS consensus battery manual<\/em>. Los Angeles, CA: MATRICS Assessment Inc<\/li>\n\n\n\n<li class=\"has-sm-font-size\">Nuechterlein, K. H., Green, M. F., Kern, R. S., Baade, L. E., Barch, D. M., Cohen, J. D.,\u2026 e Marder, S. R. (2008). The MATRICS Consensus Cognitive Battery, part 1: test selection, reliability and validity.&nbsp;<em>American Journal of Psychiatry, 165(2)<\/em>, 203- 213<\/li>\n\n\n\n<li class=\"has-sm-font-size\">Sanders, A., e Szymanski, K. (2012). Emotional intelligence in siblings of patients diagnosed with a mental disorder.&nbsp;<em>Social Work in Mental Health, 10<\/em>(4), 331-342.<\/li>\n\n\n\n<li class=\"has-sm-font-size\">Scholten, M. R., Aleman, A., Montagne, B., e Kahn, R. S. (2005). Schizophrenia and processing of facial emotions: sex matters.&nbsp;<em>Schizophrenia Research, 78<\/em>(1), 61-68<\/li>\n\n\n\n<li class=\"has-sm-font-size\">Sifneos, P. E. (1973). The prevalence of \u201calexithymic\u201d characteristics in psychosomatic patients.&nbsp;<em>Psychotherapy and Psychosomatics, 22<\/em>(2-6), 255-262.<\/li>\n\n\n\n<li class=\"has-sm-font-size\">Stanghellini, G., e Ricca, V. (2010). Alexithymia and schizophrenias.&nbsp;<em>Psychopathology, 28<\/em>(5), 263-272<\/li>\n\n\n\n<li class=\"has-sm-font-size\">Tremeau, F., Malaspina, D., Duval, F., Correa, H., Hager-Budny, M., Coin-Bariou, L.,\u2026 e Gorman, J. M. (2005).Facial expressiveness in patients with schizophrenia compared to depressed patients and nonpatient comparison subjects.&nbsp;<em>American Journal of Psychiatry, 162<\/em>(1), 92-101.<\/li>\n\n\n\n<li class=\"has-sm-font-size\">Van der Meer, L., Van\u00b4t Wout, M., e Aleman, A. (2009). Emotion regulation strategies in patients with schizophrenia.<em>&nbsp;Psychiatry Research, 170<\/em>(2-3), 108-113.<\/li>\n\n\n\n<li class=\"has-sm-font-size\">Van\u00b4t Wout, M., Aleman, A., Bermond, B., e Kahn, R. S. (2007). No words for feelings: alexithymia in schizophrenia patients and first-degree relatives.&nbsp;<em>Comprehensive Psychiatry, 48<\/em>(1), 27-33.<\/li>\n\n\n\n<li class=\"has-sm-font-size\">Wojtalik, J. A., Eack, S. M., e Keshavan, M. S. (2013). Structural neurobiological correlates of Mayer-Salovey-Caruso Emotional Intelligence Test in early course schizophrenia.&nbsp;<em>Progress in Neuro-Psychopharmacology and Biological Psychiatry, 40<\/em>, 207-212.<\/li>\n\n\n\n<li class=\"has-sm-font-size\">Yecker, S., Borod, J. C., Brozgold, A., Martin, C., Alpert, M., e Welkowitz, J. (1999). Lateralization of facial emotional expression in schizophrenic and depressed patients.&nbsp;<em>The Journal of Neuropsychiatry and Clinical Neurosciences, 11<\/em>(3), 370-379<\/li>\n\n\n\n<li class=\"has-sm-font-size\">Yu, S., Li, H., Liu, W., Zheng, L., Ma, Y., Chen, Q.,\u2026 e Wang, W. (2011). Alexithymia and personality disorder functioning styles in paranoid schizophrenia.&nbsp;<em>Psychopathology, 44<\/em>(6), 371-388.<\/li>\n\n\n\n<li class=\"has-sm-font-size\">Yung, A. R., e McGorry, P. D. (1996). The prodromal phase of first-episode psychosis: past and current conceptualizations.&nbsp;<em>Schizophrenia Bulletin, 22<\/em>(2), 353-370<\/li>\n<\/ul>\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\">Se voc\u00ea gostou desta entrada sobre <strong>intelig\u00eancia emocional na esquizofrenia<\/strong>, recomendamos que d\u00ea uma olhada nestas publica\u00e7\u00f5es da NeuronUP:<\/h3>\n\n<div class=\"mai-grid entries entries-grid has-boxed has-image-full\" style=\"--entry-title-font-size:var(--font-size-lg);--align-text:start;--entry-meta-text-align:start;\"><div class=\"entries-wrap has-columns\" style=\"--columns-xs:1 \/ 1;--columns-sm:1 \/ 1;--columns-md:1 \/ 3;--columns-lg:1 \/ 3;--flex-xs:0 0 var(--flex-basis);--flex-sm:0 0 var(--flex-basis);--flex-md:0 0 var(--flex-basis);--flex-lg:0 0 var(--flex-basis);--column-gap:var(--spacing-lg);--row-gap:var(--spacing-lg);--align-columns:start;\"><article class=\"entry entry-grid is-column has-entry-link has-image has-image-first type-post category-novas-atividades tag-noticias-de-neuronup\" style=\"--entry-index:1;\" aria-label=\"NOVIDADE Chegam as gr\u00e1ficas de evolu\u00e7\u00e3o ao NeuronUP\" itemscope itemtype=\"https:\/\/schema.org\/CreativeWork\"><a class=\"entry-image-link\" href=\"https:\/\/neuronup.com\/br\/novidades-neuronup\/novas-atividades\/chegam-as-graficas-de-evolucao-neuronup-score\/\" tabindex=\"-1\" aria-hidden=\"true\"><img decoding=\"async\" width=\"400\" height=\"300\" src=\"https:\/\/neuronup.com\/br\/wp-content\/uploads\/2022\/11\/ES-NeuronUP-Score-evolucion-4-1-400x300.webp\" class=\"entry-image size-landscape-sm\" alt=\"Interface do NeuronUP Score com gr\u00e1fico de evolu\u00e7\u00e3o, exibindo Alejandro Gonz\u00e1lez e pontua\u00e7\u00e3o 74, ao lado de um menu lateral.\" srcset=\"https:\/\/neuronup.com\/br\/wp-content\/uploads\/2022\/11\/ES-NeuronUP-Score-evolucion-4-1-400x300.webp 400w, https:\/\/neuronup.com\/br\/wp-content\/uploads\/2022\/11\/ES-NeuronUP-Score-evolucion-4-1-800x600.webp 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href=\"https:\/\/neuronup.com\/br\/noticias-de-estimulacao-cognitiva\/doencas-neurodegenerativas\/tendencias-atuais-no-tratamento-de-doencas-neurodegenerativas\/\" tabindex=\"-1\" aria-hidden=\"true\"><img decoding=\"async\" width=\"400\" height=\"300\" src=\"https:\/\/neuronup.com\/br\/wp-content\/uploads\/2024\/11\/Tendencias-actuales-en-el-tratamiento-de-enfermedades-neurodegenerativas-NeuronUP-400x300.webp\" class=\"entry-image size-landscape-sm\" alt=\"Ilustra\u00e7\u00e3o de uma mulher idosa olhando pela janela, com cabelo grisalho e casaco claro, em interior luminoso.\" srcset=\"https:\/\/neuronup.com\/br\/wp-content\/uploads\/2024\/11\/Tendencias-actuales-en-el-tratamiento-de-enfermedades-neurodegenerativas-NeuronUP-400x300.webp 400w, https:\/\/neuronup.com\/br\/wp-content\/uploads\/2024\/11\/Tendencias-actuales-en-el-tratamiento-de-enfermedades-neurodegenerativas-NeuronUP-800x600.webp 800w\" sizes=\"(max-width:599px) 599px, (min-width:600px) and (max-width: 799px) 799px, 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href=\"https:\/\/neuronup.com\/br\/neurociencia\/neuropsicologia\/multifatorialidade-dos-testes-neuropsicologicos\/\" rel=\"bookmark\">A multifatoriedade dos testes neuropsicol\u00f3gicos: O que valorizamos quando valorizamos?<\/a><\/h3>\n<\/div><\/article><article class=\"entry entry-grid is-column has-entry-link has-image has-image-first type-post category-para-tea-transtorno-espectro-autismo tag-actividades-de-estimulacion-cognitiva tag-actividades-de-estimulacion-cognitiva-para-ninos tag-ninos tag-noticias-de-neuronup\" style=\"--entry-index:4;\" aria-label=\"Atividades para crian\u00e7as com autismo com alto valor ecol\u00f3gico\" itemscope itemtype=\"https:\/\/schema.org\/CreativeWork\"><a class=\"entry-image-link\" href=\"https:\/\/neuronup.com\/br\/atividades-de-neurorreabilitacao\/para-tea-transtorno-espectro-autismo\/atividades-para-criancas-com-autismo\/\" tabindex=\"-1\" aria-hidden=\"true\"><img decoding=\"async\" width=\"400\" height=\"300\" 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tag-discapacidad-intelectual tag-memoria tag-neuronup tag-sindrome-de-down tag-testemunhos\" style=\"--entry-index:5;\" aria-label=\"Interven\u00e7\u00e3o com NeuronUP em pessoas com s\u00edndrome de Down\" itemscope itemtype=\"https:\/\/schema.org\/CreativeWork\"><a class=\"entry-image-link\" href=\"https:\/\/neuronup.com\/br\/atividades-de-neurorreabilitacao\/para-sindrome-down\/treino-cognitivo-para-pessoas-com-sindrome-de-down-com-neuronup\/\" tabindex=\"-1\" aria-hidden=\"true\"><img decoding=\"async\" width=\"400\" height=\"300\" src=\"https:\/\/neuronup.com\/br\/wp-content\/uploads\/2024\/11\/Entrega-a-domicilio-NeuronUP-400x300.webp\" class=\"entry-image size-landscape-sm\" alt=\"Projeto urbano simplificado no NeuronUP: quatro edif\u00edcios nas esquinas, cruzamento central vazio, ruas conectadas e \u00e1reas verdes.\" srcset=\"https:\/\/neuronup.com\/br\/wp-content\/uploads\/2024\/11\/Entrega-a-domicilio-NeuronUP-400x300.webp 400w, 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Intelig\u00eancia emocional na esquizofrenia: defini\u00e7\u00e3o O modelo dos quatro ramos da intelig\u00eancia emocional, proposto pelos pesquisadores J.D. Mayer e P. 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