{"id":24119,"date":"2025-10-30T11:26:14","date_gmt":"2025-10-30T11:26:14","guid":{"rendered":"https:\/\/neuronup.com\/?p=24119"},"modified":"2026-01-26T18:20:06","modified_gmt":"2026-01-26T16:20:06","slug":"tecnicas-de-exploracao-neurologica-conceitos-basicos-e-aplicabilidade-clinica","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/neuronup.com\/br\/neurociencia\/tecnicas-de-exploracao-neurologica-conceitos-basicos-e-aplicabilidade-clinica\/","title":{"rendered":"T\u00e9cnicas de explora\u00e7\u00e3o neurol\u00f3gica: conceitos b\u00e1sicos e aplicabilidade cl\u00ednica"},"content":{"rendered":"\n<p class=\"has-xl-font-size\">A doutora em Psicologia Cl\u00ednica da Sa\u00fade Mar\u00eda J. Garc\u00eda-Rubio, junto com a especialista em neuropsicologia cl\u00ednica e em transtorno cognitivo maior Nancy Navarro, explicam neste artigo o que \u00e9 a <strong>explora\u00e7\u00e3o neurol\u00f3gica<\/strong>, bem como suas t\u00e9cnicas e aplicabilidade cl\u00ednica.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Introdu\u00e7\u00e3o<\/h2>\n\n\n\n<p>O conhecimento da estrutura e fun\u00e7\u00e3o do sistema nervoso (SN) requer que se conjuguem certas disciplinas como a <strong>fisiologia, a medicina, a psicologia e a biologia<\/strong>, entre outras. Por isso, muitas delas comp\u00f5em a neuroci\u00eancia e os marcos que a acompanham como um ramo espec\u00edfico do estudo do SN em suas vers\u00f5es saud\u00e1vel e patol\u00f3gica.<\/p>\n\n\n\n<p>Para realizar os estudos cient\u00edficos que coletam informa\u00e7\u00f5es sobre o desenvolvimento do SN, suas partes e modo de funcionamento, <strong>\u00e9 necess\u00e1ria uma metodologia comum a essas disciplinas<\/strong> que se unem em torno da explora\u00e7\u00e3o neurol\u00f3gica. E \u00e9 da\u00ed que surgem as t\u00e9cnicas de explora\u00e7\u00e3o neurol\u00f3gica.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">O que \u00e9 a explora\u00e7\u00e3o neurol\u00f3gica?<\/h2>\n\n\n\n<p>A explora\u00e7\u00e3o neurol\u00f3gica \u00e9 a a\u00e7\u00e3o atrav\u00e9s da qual se podem <strong>extrair conclus\u00f5es precisas<\/strong> sobre a estrutura e a fun\u00e7\u00e3o de diversos aspectos do <strong>sistema nervoso<\/strong> (Gonz\u00e1lez e L\u00f3pez, 2013), sendo um fator chave o <strong>tipo de t\u00e9cnica de explora\u00e7\u00e3o neurol\u00f3gica e o mecanismo subjacente a ela<\/strong>.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\">T\u00e9cnicas de explora\u00e7\u00e3o neurol\u00f3gica<\/h3>\n\n\n\n<p>O desenvolvimento das t\u00e9cnicas de explora\u00e7\u00e3o neurol\u00f3gica remonta \u00e0 evolu\u00e7\u00e3o do conceito de c\u00e9rebro, que coincide com o per\u00edodo de algumas das bem conhecidas <strong>teorias filos\u00f3ficas como a de Hip\u00f3crates<\/strong> (c. 460-370 a.C.), que descreveu o c\u00e9rebro como sede da experi\u00eancia e da intelig\u00eancia.<\/p>\n\n\n\n<p>Andr\u00e9s Vesalio (1514-1564) foi o primeiro a descrever a anatomia do c\u00e9rebro por meio de ilustra\u00e7\u00f5es reunidas em sua obra \u201cDe humani corporis\u201d; e tamb\u00e9m Ren\u00e9 Descartes (1596-1650) <strong>descreve o c\u00e9rebro como uma m\u00e1quina complexa<\/strong>, semelhante ao cora\u00e7\u00e3o, que controla as a\u00e7\u00f5es complexas do ser humano.<\/p>\n\n\n<div class=\"wp-block-image\">\n<figure class=\"aligncenter size-landscape-sm\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/neuronup.com\/br\/wp-content\/uploads\/2023\/03\/Exploracion-neurologica-metodo-400x300.webp\" alt=\"Mulher em cadeira com headset EEG; pesquisadora com jaleco registra dados em tablet, em cl\u00ednica moderna com monitor gr\u00e1ficos.\" class=\"wp-image-24140\"\/><figcaption class=\"wp-element-caption\">Visualiza\u00e7\u00e3o de um eletroencefalograma.<\/figcaption><\/figure>\n<\/div>\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\">A pneumoencefalografia<\/h4>\n\n\n\n<p>Em 1919, Walter Dandy (1886-1946) desenvolveu a <strong>pneumoencefalografia<\/strong>, um m\u00e9todo que consistia em realizar uma radiografia do c\u00e9rebro por meio da substitui\u00e7\u00e3o do <strong>l\u00edquido cerebral por ar, oxig\u00eanio ou h\u00e9lio.<\/strong><\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\">O eletroencefalograma<\/h4>\n\n\n\n<p>Ap\u00f3s essa primeira t\u00e9cnica de explora\u00e7\u00e3o neurol\u00f3gica, surgiu o <strong>eletroencefalograma<\/strong> pelas m\u00e3os do alem\u00e3o Hans Berger (1873-1941) como um <strong>m\u00e9todo capaz de revolucionar a explora\u00e7\u00e3o neurol\u00f3gica<\/strong> conhecida at\u00e9 ent\u00e3o. Pois, com o EEG o pesquisador n\u00e3o obt\u00e9m uma radiografia do c\u00e9rebro, mas pode conhecer os tempos e as \u00e1reas cerebrais em que ocorre a atividade cerebral baseada em <strong>potenciais p\u00f3s-sin\u00e1pticos<\/strong> registrados no couro cabeludo da pessoa.<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\">Outras t\u00e9cnicas de explora\u00e7\u00e3o neurol\u00f3gica e suas variantes<\/h4>\n\n\n\n<p>Posteriormente, outras t\u00e9cnicas de explora\u00e7\u00e3o neurol\u00f3gica foram a<strong> angiografia<\/strong> proveniente da lobotomia de XX. Entretanto, foi no final dos anos 60 quando surgiram as t\u00e9cnicas funcionais de explora\u00e7\u00e3o neurol\u00f3gica, como a <strong>magnetoencefalografia<\/strong> (MEG) por Cohen (1968), a <strong>tomografia computadorizada<\/strong> (TC) e a <strong>resson\u00e2ncia magn\u00e9tica<\/strong> (RM), juntamente com o desenvolvimento da <strong>tomografia por emiss\u00e3o de p\u00f3sitrons<\/strong> (PET) (Posner e Raichle, 1994).<\/p>\n\n\n\n<p>Finalmente, nos anos 80 e seguintes, foram criadas <strong>novas variantes<\/strong> dessas mesmas t\u00e9cnicas <strong>de explora\u00e7\u00e3o neurol\u00f3gica<\/strong> com as quais os pesquisadores s\u00e3o capazes de extrair dados cerebrais cada vez <strong>mais precisos e interessantes<\/strong>.<\/p>\n\n\n\n<p>S\u00e3o exemplos disso a <strong>t\u00e9cnica de estimula\u00e7\u00e3o magn\u00e9tica transcraniana<\/strong> (EMT), a <strong>tomografia por resson\u00e2ncia magn\u00e9tica funcional<\/strong> (RMf) e suas diversas aplica\u00e7\u00f5es, entre as quais se destacam os <strong>sinais<\/strong> BOLD, T1 e T2. Al\u00e9m disso, desde 1994, tem-se acesso \u00e0 explora\u00e7\u00e3o neurol\u00f3gica a partir de dados de imagem que prov\u00eam de t\u00e9cnicas mais atuais, como o <strong>tensor de difus\u00e3o<\/strong>, que permite visualizar o trajeto das fibras nervosas, entre outras (Fuller, 2020).<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\">M\u00e9todos de explora\u00e7\u00e3o neurol\u00f3gica<\/h3>\n\n\n\n<p>Ao longo desta postagem, faremos um <strong>breve resumo sobre os m\u00e9todos de explora\u00e7\u00e3o neurol\u00f3gica<\/strong> que existem e nos concentraremos especialmente nos <strong>m\u00e9todos funcionais<\/strong>, que s\u00e3o os mais utilizados atualmente devido \u00e0 sua grande contribui\u00e7\u00e3o nos estudos de neuroci\u00eancia cognitiva com seres humanos.<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\">M\u00e9todos lesionais<\/h4>\n\n\n\n<p>Os <strong>m\u00e9todos lesionais<\/strong> s\u00e3o t\u00e9cnicas de explora\u00e7\u00e3o neurol\u00f3gica que <strong>utilizam les\u00f5es cerebrais como hip\u00f3tese<\/strong> para conhecer o desempenho do c\u00e9rebro relacionado a um comportamento, ou seja, analisam estruturas cerebrais danificadas e sua influ\u00eancia no comportamento.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Sua metodologia<\/strong> \u00e9 ampla para o estudo de diferentes cen\u00e1rios, tanto para <strong>les\u00f5es<\/strong> provocadas espontaneamente devido a um <strong>dano<\/strong> <strong>cerebral adquirido<\/strong>, quanto para les\u00f5es resultantes de um <strong>processo cir\u00fargico<\/strong> (Humphreys et al., 2021).<\/p>\n\n\n\n<p>Entre esses m\u00e9todos destacam-se o <strong>an\u00e1lise macrosc\u00f3pico e microsc\u00f3pico<\/strong>, cujo prop\u00f3sito \u00e9 fornecer informa\u00e7\u00f5es sobre a composi\u00e7\u00e3o morfol\u00f3gica e arquitet\u00f4nica do tecido nervoso p\u00f3s-mortem. O anterior \u00e9 realizado por meio de <strong>procedimentos como fixa\u00e7\u00e3o, colora\u00e7\u00e3o ou seccionamento<\/strong>, para conhecer a natureza qu\u00edmica e molecular em n\u00edvel macro ou microsc\u00f3pico.<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\">M\u00e9todos instrumentais<\/h4>\n\n\n\n<p>Esses m\u00e9todos permitem a explora\u00e7\u00e3o neurol\u00f3gica por meio do <strong>registro e observa\u00e7\u00e3o do desempenho cerebral em diferentes tarefas<\/strong>, atrav\u00e9s de instrumentos com adequa\u00e7\u00e3o espec\u00edfica para controlar as vari\u00e1veis que afetam de forma indireta o funcionamento do c\u00e9rebro (Marinescu et al., 2018).<\/p>\n\n\n\n<p>Algumas t\u00e9cnicas de explora\u00e7\u00e3o neurol\u00f3gica que se enquadram nessa categoria s\u00e3o as <strong>sensoriais<\/strong>, provenientes do paradigma de divis\u00e3o sensorial, segundo o qual diferentes informa\u00e7\u00f5es de entrada s\u00e3o manipuladas de forma que v\u00e1rios est\u00edmulos controlados chegam a ambos hemisf\u00e9rios cerebrais ao mesmo tempo e competem pela chegada. Entre elas destacam-se a <strong>audi\u00e7\u00e3o dic\u00f3tica, campos visuais separados e palpa\u00e7\u00e3o di\u00e1ptica<\/strong> (Maes et al., 2017; Vendetti et al., 2015).<\/p>\n\n\n\n<p>Tamb\u00e9m s\u00e3o m\u00e9todos instrumentais de explora\u00e7\u00e3o neurol\u00f3gica as t\u00e9cnicas motoras, como a <strong>interfer\u00eancia motora<\/strong>, que exige que o participante realize duas tarefas motoras simultaneamente, por exemplo, com o <strong>teste de batida<\/strong>.<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\">M\u00e9todos funcionais<\/h4>\n\n\n\n<p>Os <strong>m\u00e9todos funcionais<\/strong> s\u00e3o aqueles que registram altera\u00e7\u00f5es nas atividades cerebrais, mediante a <strong>manipula\u00e7\u00e3o de vari\u00e1veis comportamentais<\/strong>. Dentro dessa categoria, destacam-se as t\u00e9cnicas de <strong>explora\u00e7\u00e3o neurol\u00f3gica eletromagn\u00e9ticas e metab\u00f3licas<\/strong>.<\/p>\n\n\n\n<p><em><strong>T\u00e9cnicas eletromagn\u00e9ticas<\/strong>:<\/em> entre elas destacam-se a eletroencefalografia, potenciais evocados e a magnetoencefalografia.<\/p>\n\n\n\n<h5 class=\"wp-block-heading\"><strong>\u2014<\/strong> <strong>Eletroencefalograma<\/strong><\/h5>\n\n\n\n<p>\u00c9 uma t\u00e9cnica n\u00e3o invasiva que permite <strong>estudar o sistema nervoso central<\/strong>. A partir dela, obt\u00e9m-se a explora\u00e7\u00e3o cerebral enquanto s\u00e3o realizadas diferentes tarefas diante de est\u00edmulos distintos.<\/p>\n\n\n\n<p>O m\u00e9todo permite amplificar a <strong>atividade bioel\u00e9trica cerebral<\/strong>, ao detectar a atividade de campos el\u00e9tricos gerados por potenciais p\u00f3s-sin\u00e1pticos das c\u00e9lulas piramidais do c\u00f3rtex. Os padr\u00f5es de ondas gama, beta, teta e delta gerados durante o processo se associam ao <strong>comportamento e \u00e0 consci\u00eancia<\/strong>, sendo estes mensurados por sua frequ\u00eancia e amplitude.<\/p>\n\n\n\n<p>As <strong>principais condi\u00e7\u00f5es cl\u00ednicas<\/strong> que podem ser detectadas por meio dessa t\u00e9cnica s\u00e3o: diagn\u00f3stico de transtornos epil\u00e9pticos, classifica\u00e7\u00e3o de patologias do sono, altera\u00e7\u00f5es no n\u00edvel de consci\u00eancia (Keren et al., 2018).<\/p>\n\n\n\n<h5 class=\"wp-block-heading\"><strong>\u2014<\/strong> <strong>Potenciais evocados (PE)<\/strong><\/h5>\n\n\n\n<p>Mede altera\u00e7\u00f5es na atividade el\u00e9trica cerebral por meio de um <strong>est\u00edmulo sensorial externo<\/strong>. A atividade \u00e9 detectada por eletrodos posicionados no couro cabeludo, fornecendo informa\u00e7\u00f5es como indicador da atividade neural (Bestmann e Krakauer, 2015).<\/p>\n\n\n\n<p>Esses potenciais s\u00e3o utilizados para a <strong>avalia\u00e7\u00e3o da via auditiva<\/strong> e estudos em: rec\u00e9m-nascidos com probabilidade de hipoacusia, doen\u00e7as degenerativas e desmielinizantes (Norcia et al., 2015).<\/p>\n\n\n\n<h5 class=\"wp-block-heading\"><strong>\u2014<\/strong> <strong>Magnetoencefalografia<\/strong><\/h5>\n\n\n\n<p>Consiste em um exame que mede os campos magn\u00e9ticos gerados pelas <strong>correntes el\u00e9tricas do c\u00e9rebro<\/strong> e detecta <strong>altera\u00e7\u00f5es em \u00e1reas espec\u00edficas<\/strong>. O procedimento consiste em um ou mais \u00edcones que se deslocam pela superf\u00edcie do cr\u00e2nio e produzem um mapa de isocontornos que representam diferentes intensidades do campo magn\u00e9tico.<\/p>\n\n\n\n<p>Na pr\u00e1tica cl\u00ednica, essa t\u00e9cnica de explora\u00e7\u00e3o neurol\u00f3gica \u00e9 utilizada para localizar o foco de crises epil\u00e9pticas (F\u00f6rster et al., 2020).<\/p>\n\n\n\n<p><em><strong>T\u00e9cnicas metab\u00f3licas<\/strong><\/em>: aqueles instrumentos de explora\u00e7\u00e3o neurol\u00f3gica que permitem <strong>detectar o n\u00edvel de atividade metab\u00f3lica cerebral<\/strong>. Para isso, utilizam-se as seguintes t\u00e9cnicas: tomografia por emiss\u00e3o de p\u00f3sitrons, tomografia computadorizada por emiss\u00e3o de f\u00f3ton \u00fanico e a resson\u00e2ncia magn\u00e9tica funcional.<\/p>\n\n\n\n<h5 class=\"wp-block-heading\"><strong>\u2014 Tomografia por emiss\u00e3o de p\u00f3sitrons (PET)<\/strong><\/h5>\n\n\n\n<p>\u00c9 empregada para explorar a atividade metab\u00f3lica neuronal a partir de <strong>radiomarcadores que permitem medir o fluxo sangu\u00edneo,<\/strong> mecanismos transportadores de dopamina ou a recaptata\u00e7\u00e3o de serotonina.<\/p>\n\n\n\n<p>Esse processo n\u00e3o apresenta riscos ao paciente; ao contr\u00e1rio, as mol\u00e9culas radioativas emitem part\u00edculas chamadas p\u00f3sitrons para determinar a regi\u00e3o cerebral que se deseja explorar e criar uma imagem em cores do enc\u00e9falo (O\u2019Neill et al., 2015). Esse m\u00e9todo \u00e9 amplamente utilizado na <strong>detec\u00e7\u00e3o de doen\u00e7as neurodegenerativas.<\/strong><\/p>\n\n\n\n<h5 class=\"wp-block-heading\"><strong>\u2014<\/strong> <strong>Tomografia computadorizada por emiss\u00e3o de f\u00f3ton \u00fanico (SPECT)<\/strong><\/h5>\n\n\n\n<p>\u00c9 uma t\u00e9cnica utilizada no campo da <strong>medicina nuclear<\/strong>. Combina imagens bidimensionais que, ao serem combinadas, formam uma \u00fanica imagem tridimensional.<\/p>\n\n\n\n<p>Essa t\u00e9cnica de explora\u00e7\u00e3o neurol\u00f3gica \u00e9 bastante utilizada na avalia\u00e7\u00e3o da <strong>doen\u00e7a cerebrovascular<\/strong> e em pacientes com <strong>suspeita de s\u00edndrome dem\u00eancia<\/strong> e\/ou les\u00e3o cerebral traum\u00e1tica (Pelegr\u00ed Mart\u00ednez et al., 2017).<\/p>\n\n\n\n<h5 class=\"wp-block-heading\"><strong>\u2014<\/strong> <strong>Resson\u00e2ncia Magn\u00e9tica Funcional (RMf)<\/strong><\/h5>\n\n\n\n<p>Permite medir o metabolismo regional ao <strong>detectar oxig\u00eanio nos vasos sangu\u00edneos do enc\u00e9falo.<\/strong> A explica\u00e7\u00e3o fisiol\u00f3gica mostra que, \u00e0 medida que as neur\u00f4nios est\u00e3o mais ativas, utilizam maior quantidade de oxig\u00eanio, o que produz uma redu\u00e7\u00e3o desse em sangue (Keren et al., 2018).<\/p>\n\n\n\n<p>As neur\u00f4nias enviam sinais aos vasos sangu\u00edneos para gerar <strong>vasodilata\u00e7\u00e3o e assim transportar oxig\u00eanio<\/strong>. A RMf compatibiliza esse trajeto com grande precis\u00e3o na localiza\u00e7\u00e3o das estruturas do enc\u00e9falo.<\/p>\n\n\n\n<p>O uso dessas t\u00e9cnicas de explora\u00e7\u00e3o neurol\u00f3gica \u00e9 diversificado; atualmente, s\u00e3o empregadas no <strong>\u00e2mbito da Neuroci\u00eancia Cognitiva e Afetiva<\/strong> com popula\u00e7\u00e3o saud\u00e1vel ou com diagn\u00f3stico neuropatol\u00f3gico (Atenas et al., 2018).<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Conclus\u00e3o<\/h2>\n\n\n\n<p>Nesta postagem de blog, foi introduzido o desenvolvimento e o estado das t\u00e9cnicas de explora\u00e7\u00e3o neurol\u00f3gica, dando <strong>\u00eanfase especial nas t\u00e9cnicas funcionais a partir das quais s\u00e3o extra\u00eddos dados de imagem<\/strong>, especialmente relacionados \u00e0 fun\u00e7\u00e3o cognitiva do ser humano em estado de repouso e\/ou enquanto realiza uma tarefa com alta ou baixa demanda, por exemplo.<\/p>\n\n\n\n<p>Al\u00e9m disso, essas t\u00e9cnicas permitem a <strong>explora\u00e7\u00e3o neurol\u00f3gica do c\u00e9rebro saud\u00e1vel e tamb\u00e9m do patol\u00f3gico.<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Em conclus\u00e3o, as t\u00e9cnicas de explora\u00e7\u00e3o neurol\u00f3gica comp\u00f5em um dos <strong>m\u00e9todos mais atuais, inovadores e em desenvolvimento da neuroci\u00eancia<\/strong> no \u00e2mbito nacional e internacional, pela aplicabilidade que sustentam como procedimento e pela qualidade e adequa\u00e7\u00e3o de seus resultados.<\/p>\n\n\n\n<div style=\"height:50px\" aria-hidden=\"true\" class=\"wp-block-spacer\"><\/div>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-group\"><div class=\"wp-block-group__inner-container is-layout-constrained wp-block-group-is-layout-constrained\">\n<div class=\"wp-block-columns is-layout-flex wp-container-core-columns-is-layout-9d6595d7 wp-block-columns-is-layout-flex\">\n<div class=\"wp-block-column br-0111 p-5 particle-bg anims-fadein-up has-primary-background-color has-background is-layout-flow wp-block-column-is-layout-flow\">\n<h2 class=\"wp-block-heading has-white-color has-text-color\">Saiba mais sobre <br><strong>NeuronUP<\/strong><\/h2>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-buttons is-layout-flex wp-block-buttons-is-layout-flex\">\n<div class=\"wp-block-button--1\" style=\"--button-outline-color:var(--color-white);--button-outline-color-hover:rgba(0,0,0,0.8);\"><a class=\"wp-block-button__link button button-outline   wp-element-button\" href=\"https:\/\/neuronup.com\/br\/solicitacao-informacao\/\">Solicitar Informa\u00e7\u00f5es<\/a><\/div>\n\n<\/div>\n<\/div>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-column br-0111 p-5 particle-bg anims-fadein-up has-primary-background-color has-background is-layout-flow wp-block-column-is-layout-flow\">\n<h2 class=\"wp-block-heading has-white-color has-text-color\">Experimente Gratuitamente<\/h2>\n\n\n\n<p class=\"has-white-color has-text-color\">A plataforma que mais de <strong>4.500 profissionais<\/strong> utilizam todos os dias<\/p>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-buttons is-layout-flex wp-block-buttons-is-layout-flex\">\n<div class=\"wp-block-button orange-button\" style=\"--button-background:var(--color-custom-1);--button-background-hover:#cc7e00;\"><a class=\"wp-block-button__link button   wp-element-button\" href=\"https:\/\/neuronup.com\/br\/landing-store-user\/\">Solicitar Teste<img decoding=\"async\" class=\"wp-image-18719\" style=\"width: 8px;\" src=\"\/wp-content\/uploads\/2022\/v3\/icon_rightArrow-white.svg\"><\/a><\/div>\n\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div><\/div>\n\n\n\n<div style=\"height:50px\" aria-hidden=\"true\" class=\"wp-block-spacer\"><\/div>\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Bibliografia<\/h2>\n<!-- \/wp:post-content -->\n\n<!-- wp:paragraph {\"fontSize\":\"sm\"} -->\n<p class=\"has-sm-font-size\">Atenas, T. L., D\u00edaz, E. C., Quiroga, J. C., Arancibia, S. U., &amp; Rodr\u00edguez, C. C. (2018). Functional magnetic resonance imaging: Basic principles and application in the neurosciences.&nbsp;<em>Radiolog\u00eda<\/em>,&nbsp;<em>60<\/em>(5), 368-377. https:\/\/doi.org\/10.1016\/j.rxeng.2018.04.001<\/p>\n<!-- \/wp:paragraph -->\n\n<!-- wp:paragraph {\"fontSize\":\"sm\"} -->\n<p class=\"has-sm-font-size\">Bestmann, S., &amp; Krakauer, J. W. (2015). The uses and interpretations of the motor-evoked potential for understanding behaviour.&nbsp;<em>Experimental brain research<\/em>,&nbsp;<em>233<\/em>, 679-689. https:\/\/doi.org\/10.1007\/s00221-014-4183-7<\/p>\n<!-- \/wp:paragraph -->\n\n<!-- wp:paragraph {\"fontSize\":\"sm\"} -->\n<p class=\"has-sm-font-size\">F\u00f6rster, J., Koivisto, M., &amp; Revonsuo, A. (2020). ERP and MEG correlates of visual consciousness: The second decade.&nbsp;<em>Consciousness and cognition<\/em>,&nbsp;<em>80<\/em>, 102917. https:\/\/doi.org\/10.1016\/j.concog.2020.102917<\/p>\n<!-- \/wp:paragraph -->\n\n<!-- wp:paragraph {\"fontSize\":\"sm\"} -->\n<p class=\"has-sm-font-size\">Fuller, G. (2020).&nbsp;<em>Exploraci\u00f3n neurol\u00f3gica f\u00e1cil<\/em>. Elsevier Health Sciences.<\/p>\n<!-- \/wp:paragraph -->\n\n<!-- wp:paragraph {\"fontSize\":\"sm\"} -->\n<p class=\"has-sm-font-size\">Gonz\u00e1lez, N. C., &amp; L\u00f3pez, J. A. T. (2013).&nbsp;<em>Manual para la exploraci\u00f3n neurol\u00f3gica y las funciones cerebrales superiores.<\/em> Manual Moderno.<\/p>\n<!-- \/wp:paragraph -->\n\n<!-- wp:paragraph {\"fontSize\":\"sm\"} -->\n<p class=\"has-sm-font-size\">Humphreys, C. A., Smith, C., &amp; Wardlaw, J. M. (2021). Correlations in post\u2010mortem imaging\u2010histopathology studies of sporadic human cerebral small vessel disease: a systematic review.&nbsp;<em>Neuropathology and applied neurobiology<\/em>,&nbsp;<em>47<\/em>(7), 910-930. https:\/\/doi.org\/10.1111\/nan.12737<\/p>\n<!-- \/wp:paragraph -->\n\n<!-- wp:paragraph {\"fontSize\":\"sm\"} -->\n<p class=\"has-sm-font-size\">Keren, H., O\u2019Callaghan, G., Vidal-Ribas, P., Buzzell, G. A., Brotman, M. A., Leibenluft, E., &#8230; &amp; Stringaris, A. (2018). Reward processing in depression: a conceptual and meta-analytic review across fMRI and EEG studies.&nbsp;<em>American Journal of Psychiatry<\/em>,&nbsp;<em>175<\/em>(11), 1111-1120. https:\/\/doi.org\/10.1176\/appi.ajp.2018.17101124<\/p>\n<!-- \/wp:paragraph -->\n\n<!-- wp:paragraph {\"fontSize\":\"sm\"} -->\n<p class=\"has-sm-font-size\">Maes, C., Gooijers, J., de Xivry, J. J. O., Swinnen, S. P., &amp; Boisgontier, M. P. (2017). Two hands, one brain, and aging.&nbsp;<em>Neuroscience &amp; Biobehavioral Reviews<\/em>,&nbsp;<em>75<\/em>, 234-256. https:\/\/doi.org\/10.1016\/j.neubiorev.2017.01.052<\/p>\n<!-- \/wp:paragraph -->\n\n<!-- wp:paragraph {\"fontSize\":\"sm\"} -->\n<p class=\"has-sm-font-size\">Marinescu, I. E., Lawlor, P. N., &amp; Kording, K. P. (2018). Quasi-experimental causality in neuroscience and behavioural research.&nbsp;<em>Nature human behaviour<\/em>,&nbsp;<em>2<\/em>(12), 891-898. https:\/\/doi.org\/10.1038\/s41562-018-0466-5<\/p>\n<!-- \/wp:paragraph -->\n\n<!-- wp:paragraph {\"fontSize\":\"sm\"} -->\n<p class=\"has-sm-font-size\">Norcia, A. M., Appelbaum, L. G., Ales, J. M., Cottereau, B. R., &amp; Rossion, B. (2015). The steady-state visual evoked potential in vision research: A review.&nbsp;<em>Journal of vision<\/em>,&nbsp;<em>15<\/em>(6), 4-4. https:\/\/doi.org\/10.1167\/15.6.4<\/p>\n<!-- \/wp:paragraph -->\n\n<!-- wp:paragraph {\"fontSize\":\"sm\"} -->\n<p class=\"has-sm-font-size\">O\u2019Neill, G. C., Barratt, E. L., Hunt, B. A., Tewarie, P. K., &amp; Brookes, M. J. (2015). Measuring electrophysiological connectivity by power envelope correlation: a technical review on MEG methods.&nbsp;<em>Physics in Medicine &amp; Biology<\/em>,&nbsp;<em>60<\/em>(21), R271. 10.1088\/0031-9155\/60\/21\/R271<\/p>\n<!-- \/wp:paragraph -->\n\n<!-- wp:paragraph {\"fontSize\":\"sm\"} -->\n<p class=\"has-sm-font-size\">Pelegr\u00ed Mart\u00ednez, L., Kohan, A. A., &amp; Vercher Conejero, J. L. (2017). Optimizaci\u00f3n de los protocolos y del uso de contrastes en tomograf\u00eda computarizada de los equipos de tomograf\u00eda por emisi\u00f3n de positrones.&nbsp;<em>Radiolog\u00eda<\/em>, 64-74.<\/p>\n<!-- \/wp:paragraph -->\n\n<!-- wp:paragraph {\"fontSize\":\"sm\"} -->\n<p class=\"has-sm-font-size\">Posner, M.I., &amp; Raichle, M.E. (1994). <em>Images of Mind<\/em>. Scientific American Library.<\/p>\n<!-- \/wp:paragraph -->\n\n<!-- wp:heading {\"level\":3} -->\n<h3 class=\"wp-block-heading\">Se voc\u00ea gostou deste artigo sobre t\u00e9cnicas de explora\u00e7\u00e3o neurol\u00f3gica, pode se interessar tamb\u00e9m pelos seguintes artigos:<\/h3>\n<!-- \/wp:heading -->\n<!-- wp:acf\/mai-post-grid {\"name\":\"acf\/mai-post-grid\",\"data\":{\"show\":[\"image\",\"title\"],\"_show\":\"mai_grid_block_show\",\"title_size\":\"lg\",\"_title_size\":\"mai_grid_block_title_size\",\"image_orientation\":\"landscape\",\"_image_orientation\":\"mai_grid_block_image_orientation\",\"image_position\":\"full\",\"_image_position\":\"mai_grid_block_image_position\",\"align_text\":\"start\",\"_align_text\":\"mai_grid_block_align_text\",\"boxed\":\"1\",\"_boxed\":\"mai_grid_block_boxed\",\"border_radius\":\"\",\"_border_radius\":\"mai_grid_block_border_radius\",\"columns\":\"3\",\"_columns\":\"mai_grid_block_columns\",\"columns_responsive\":\"0\",\"_columns_responsive\":\"mai_grid_block_columns_responsive\",\"align_columns\":\"start\",\"_align_columns\":\"mai_grid_block_align_columns\",\"align_columns_vertical\":\"\",\"_align_columns_vertical\":\"mai_grid_block_align_columns_vertical\",\"column_gap\":\"lg\",\"_column_gap\":\"mai_grid_block_column_gap\",\"row_gap\":\"lg\",\"_row_gap\":\"mai_grid_block_row_gap\",\"margin_top\":\"\",\"_margin_top\":\"mai_grid_block_margin_top\",\"margin_bottom\":\"\",\"_margin_bottom\":\"mai_grid_block_margin_bottom\",\"post_type\":[\"post\"],\"_post_type\":\"mai_grid_block_post_type\",\"query_by\":\"\",\"_query_by\":\"mai_grid_block_query_by\",\"posts_per_page\":\"6\",\"_posts_per_page\":\"mai_grid_block_posts_per_page\",\"offset\":\"0\",\"_offset\":\"mai_grid_block_posts_offset\",\"date_after\":\"\",\"_date_after\":\"mai_grid_block_posts_date_after\",\"date_before\":\"\",\"_date_before\":\"mai_grid_block_posts_date_before\",\"orderby\":\"rand\",\"_orderby\":\"mai_grid_block_posts_orderby\",\"order\":\"DESC\",\"_order\":\"mai_grid_block_posts_order\",\"post__not_in\":\"\",\"_post__not_in\":\"mai_grid_block_post_not_in\",\"excludes\":[\"exclude_current\"],\"_excludes\":\"mai_grid_block_posts_exclude\",\"disable_entry_link\":\"0\",\"_disable_entry_link\":\"mai_grid_block_disable_entry_link\",\"no_results\":\"\",\"_no_results\":\"mai_grid_block_no_results\",\"post_grid_clone\":\"\",\"_post_grid_clone\":\"mai_post_grid_clone\"},\"mode\":\"preview\"} \/-->","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A doutora em Psicologia Cl\u00ednica da Sa\u00fade Mar\u00eda J. Garc\u00eda-Rubio, junto com a especialista em neuropsicologia cl\u00ednica e em transtorno cognitivo maior Nancy Navarro, explicam neste artigo o que \u00e9 a explora\u00e7\u00e3o neurol\u00f3gica, bem como suas t\u00e9cnicas e aplicabilidade cl\u00ednica. 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