{"id":19598,"date":"2023-07-03T12:26:16","date_gmt":"2023-07-03T10:26:16","guid":{"rendered":"https:\/\/neuronup.com\/?p=19598"},"modified":"2023-07-03T12:26:16","modified_gmt":"2023-07-03T10:26:16","slug":"anosognosia-o-que-e-historia-e-realidade-neuropsicologica","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/neuronup.com\/br\/noticias-de-estimulacao-cognitiva\/dano-cerebral\/anosognosia-o-que-e-historia-e-realidade-neuropsicologica\/","title":{"rendered":"Anosognosia: o que \u00e9, hist\u00f3ria e realidade neuropsicol\u00f3gica"},"content":{"rendered":"\n<p class=\"has-xl-font-size wp-block-paragraph\">O neuropsic\u00f3logo Eriz Badiola explica neste artigo <strong>o que \u00e9 a anosognosia<\/strong>, com o que pode estar associada e que implica\u00e7\u00f5es tem no dia a dia.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A anosognosia costuma ser um aspecto que fica em segundo plano quando se fala de neuropsicologia. Portanto, por meio do presente artigo pretende-se explicar o que \u00e9, com o que pode estar associada e que implica\u00e7\u00f5es tem no dia a dia e na cl\u00ednica.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">O que \u00e9 a anosognosia?<\/h2>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A anosognosia, neologismo proveniente das palavras gregas <em>a<\/em> (sem), nosos (doen\u00e7a) e gnosis (conhecimento), literalmente seria algo como \u201cfalta de conhecimento da doen\u00e7a\u201d. Ou seja, a <strong>perspectiva<\/strong> <strong>sobre determinadas limita\u00e7\u00f5es<\/strong> (cognitivas, comportamentais, emocionais ou funcionais) <strong>da pessoa afetada difere da de outras pessoas ou dos resultados <\/strong>de testes objetivos. <\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Isto pode ocorrer como <strong>consequ\u00eancia<\/strong> de <strong>les\u00f5es cerebrais <\/strong>decorrentes de <strong>les\u00e3o cerebral adquirida ou doen\u00e7as neurodegenerativas<\/strong> (Mograbi e Morris, 2018).<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Esta dificuldade ao perceber limita\u00e7\u00f5es pode abranger v\u00e1rios aspectos: desde <strong>acreditar que pode ver<\/strong> quando sofre de cegueira cortical por danos no lobo occipital (s\u00edndrome de Ant\u00f3n-Babinski), at\u00e9 <strong>ignorar que se esquece<\/strong> da lista de compras, passando por realizar condutas que previamente n\u00e3o realizava e, mais uma vez, <strong>n\u00e3o ter consci\u00eancia disso<\/strong>. <\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Da mesma forma, cabe indicar que <strong>a anosognosia pode ser parcial<\/strong>, sendo poss\u00edvel que o paciente esteja consciente de alguma altera\u00e7\u00e3o determinada, mas ignore as demais, ou que at\u00e9 minimize a relev\u00e2ncia do problema.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Hist\u00f3ria sobre a anosognosia<\/h2>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O <strong>descobrimento<\/strong> desta condi\u00e7\u00e3o peculiar remonta a 1914, quando o neurologista franco-polaco <strong>Joseph Babinski<\/strong> (pode soar-vos tamb\u00e9m pelo <em>sinal de Babinski<\/em>, o reflexo plantar) estava a trabalhar com pacientes que tinham sofrido AVC no hemisf\u00e9rio direito e, em consequ\u00eancia disso, padeciam de uma <strong>hemiplegia esquerda<\/strong>. Na tradu\u00e7\u00e3o do texto original para ingl\u00eas de Langer e Levine (2014) comenta-se que <strong>quando a uma das pacientes se pedia que levantasse ambos os bra\u00e7os, ela levantava o bra\u00e7o direito sem problema e quando lhe tocava levantar o esquerdo<\/strong> ou n\u00e3o respondia ou dizia que o tinha levantado. Evidentemente<strong>, n\u00e3o o podia levantar, mas ela acreditava que o tinha feito<\/strong>.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\"><strong>Anosodiaforia<\/strong><\/h3>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">No artigo de 1914, o nosso querido Joseph cunhou o neologismo anosognosia, e al\u00e9m disso acrescentou outra palavra a este contexto: <strong>anosodiaforia<\/strong> (indiferen\u00e7a). Esta palavra foi usada para se referir \u00e0 condi\u00e7\u00e3o daqueles pacientes em que a hemiplegia estava presente, mas onde a import\u00e2ncia da paralisia passava para segundo plano. Em outras palavras: <strong>ap\u00f3s tomarem consci\u00eancia da sua hemiplegia, dava-lhes completamente igual, n\u00e3o referiam qualquer mal-estar a esse respeito<\/strong> (Langer e Levine, 2014).<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Ficavam muitos aspetos no ar e a partir da\u00ed surge um debate que se prolongou durante o s\u00e9culo passado: a anosognosia realmente existe ou o paciente finge? Nega-a?<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\">O debate entre anosognosia e nega\u00e7\u00e3o do d\u00e9fice<\/h3>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O nosso protagonista acreditava na exist\u00eancia da anosognosia, embora n\u00e3o soubesse como prov\u00e1-la. Para ele n\u00e3o fazia muito sentido que um paciente fingisse durante meses e meses que o seu bra\u00e7o funcionava perfeitamente.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Por outro lado, <strong>alguns autores prop\u00f5em que a nega\u00e7\u00e3o do d\u00e9fice \u00e9 explic\u00e1vel pelo paradigma psicodin\u00e2mico<\/strong>, relacionando a <em>falta de consci\u00eancia<\/em> com <em>resist\u00eancias<\/em> ou mecanismos de defesa (Ramachandran, 1995; Sims, 2014). No entanto, as perspetivas neurocient\u00edficas atuais colocam sobre a mesa o facto de que <strong>o uso de mecanismos de defesa deveria ser contextualizado em pacientes cuja <em>anosognosia<\/em> n\u00e3o depende de altera\u00e7\u00f5es neurocognitivas<\/strong> (Mograbi e Morris, 2018).<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Atualmente, sabemos <strong>que a anosognosia \u00e9 uma realidade<\/strong> em grande parte neuropsicol\u00f3gica e que determinadas les\u00f5es cerebrais podem conduzir a sofrer desta condi\u00e7\u00e3o. Mais ainda, existem <strong>correlatos neuroanat\u00f3micos<\/strong> que nos aproximam da sua compreens\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Bases neuroanat\u00f3micas da anosognosia e preval\u00eancia<\/h2>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Babinski aludia que a anosognosia poderia dever-se a <strong>les\u00f5es no hemisf\u00e9rio direito<\/strong> e que<strong> as altera\u00e7\u00f5es sensoriais poderiam influir na sua exist\u00eancia<\/strong> (de facto, os pacientes n\u00e3o reagiam a est\u00edmulos externos nessas extremidades).<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Hoje em dia seria <strong>um erro determinar que uma les\u00e3o espec\u00edfica<\/strong> num local preciso <strong>pode ocasionar obrigatoriamente<\/strong> <strong>altera\u00e7\u00f5es neuropsicol\u00f3gicas concretas<\/strong>. No entanto, podemos falar que les\u00f5es em determinadas estruturas podem promover o aparecimento dessas altera\u00e7\u00f5es ou que les\u00f5es em diversas regi\u00f5es estejam potencialmente associadas \u00e0s mesmas.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Como referi anteriormente, a <strong>etiologia da anosognosia \u00e9 variada<\/strong>, existindo uma incid\u00eancia <strong>entre 10 e 18%<\/strong> em pacientes que sofreram <strong>acidentes cerebrovasculares<\/strong> e que cursam com hemiparesia, enquanto que se considera que at\u00e9 <strong>81%<\/strong> das pessoas diagnosticadas com <strong>Alzheimer<\/strong> sofrem algum tipo de anosognosia e que <strong>60%<\/strong> daquelas que cursam com <strong>comprometimento cognitivo leve<\/strong> tamb\u00e9m a experimentar\u00e3o (Acharya e S\u00e1nchez-Manso, 2018).<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">No caso da <strong>anosognosia para hemiplegia<\/strong>, apesar de ser mais frequente em les\u00f5es <strong>unilaterais direitas ou bilaterais<\/strong>, a frequ\u00eancia de aparecimento da anosognosia \u00e9 similar em pessoas com les\u00f5es (subcorticais e\/ou corticais) <strong>temporais, parietais ou frontais<\/strong>. Contudo, a probabilidade de exist\u00eancia de anosognosia \u00e9 maior naquelas pessoas que sofrem les\u00f5es tanto a n\u00edvel frontal como parietal, em compara\u00e7\u00e3o com les\u00f5es noutras regi\u00f5es cerebrais (Pia, Neppi-Modona, Ricci e Berti, 2004).<\/p>\n\n\n\n<div style=\"height:50px\" aria-hidden=\"true\" class=\"wp-block-spacer\"><\/div>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-group br-0111 has-primary-background-color has-background has-dark-background has-sm-padding-top has-sm-padding-left has-sm-padding-right has-xxl-margin-top\"><div class=\"wp-block-group__inner-container is-layout-constrained wp-block-group-is-layout-constrained\">\n<div class=\"wp-block-columns is-layout-flex wp-container-core-columns-is-layout-8f761849 wp-block-columns-is-layout-flex\">\n<div class=\"wp-block-column is-layout-flow wp-block-column-is-layout-flow\">\n<figure class=\"wp-block-image size-full desktop-position-absolute desktop-bottom-0 mobile-width-50 mobile-m-inline-auto has-xl-margin-top\"><img decoding=\"async\" width=\"292\" height=\"338\" src=\"https:\/\/neuronup.com\/br\/wp-content\/uploads\/2024\/10\/certificado-de-produto.webp\" alt=\"\" class=\"wp-image-31568\" srcset=\"https:\/\/neuronup.com\/br\/wp-content\/uploads\/2024\/10\/certificado-de-produto-259x300.webp 259w, https:\/\/neuronup.com\/br\/wp-content\/uploads\/2024\/10\/certificado-de-produto.webp 292w\" sizes=\"(max-width: 292px) 100vw, 292px\" \/><\/figure>\n<\/div>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-column is-layout-flow wp-block-column-is-layout-flow\">\n<h2 class=\"wp-block-heading has-white-color has-text-color\"><strong>Inscreva-se<\/strong> <br>na nossa <br>Newsletter<\/h2>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-buttons is-layout-flex wp-block-buttons-is-layout-flex\">\n<div class=\"wp-block-button--1\" style=\"--button-outline-color:var(--color-white);--button-outline-color-hover:rgba(0,0,0,0.8);\"><a class=\"wp-block-button__link button button-outline   wp-element-button\" href=\"https:\/\/neuronup.com\/br\/newsletter\/\">Inscreva-se<\/a><\/div>\n\n<\/div>\n\n\n\n<div style=\"height:40px\" aria-hidden=\"true\" class=\"wp-block-spacer\"><\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div><\/div>\n\n\n\n\n<div style=\"height:50px\" aria-hidden=\"true\" class=\"wp-block-spacer\"><\/div>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Anosognosia em comprometimento cognitivo leve<\/h2>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Numa revis\u00e3o sistem\u00e1tica atual (Mondrag\u00f3n, Maurits e De Deyn, 2019) comenta-se que em pacientes com comprometimento cognitivo leve \u00e9 habitual a associa\u00e7\u00e3o entre a anosognosia e a redu\u00e7\u00e3o da perfus\u00e3o, al\u00e9m da atividade no <strong>lobo frontal<\/strong> e em <strong>estruturas da linha m\u00e9dia<\/strong>. <\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\">Anosognosia na doen\u00e7a de Alzheimer<\/h3>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Al\u00e9m disso, no que respeita \u00e0 anosognosia na <strong>doen\u00e7a de Alzheimer<\/strong>, nos estudos revistos observa-se menor perfus\u00e3o, ativa\u00e7\u00e3o e metabolismo nas <strong>estruturas da linha m\u00e9dia cortical<\/strong>, detectando-se o mesmo fen\u00f3meno em estruturas <strong>parietotemporais<\/strong>, em est\u00e1dios mais avan\u00e7ados da doen\u00e7a.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\">Implica\u00e7\u00f5es na avalia\u00e7\u00e3o e reabilita\u00e7\u00e3o neuropsicol\u00f3gica<\/h3>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Primeiro, na avalia\u00e7\u00e3o neuropsicol\u00f3gica \u00e9 poss\u00edvel que, dada a anosognosia, o <strong>paciente questione o procedimento.<\/strong> \u201cPara que me fazes tantas perguntas?\u201d disse-me uma paciente que veio ser avaliada para iniciar reabilita\u00e7\u00e3o neuropsicol\u00f3gica ap\u00f3s um ACV. A n\u00e3o colabora\u00e7\u00e3o durante a avalia\u00e7\u00e3o <strong>poderia dificult\u00e1-la<\/strong> e <strong>confrontar nem sempre seria uma solu\u00e7\u00e3o<\/strong> (apesar de ser evidente, mais adiante explicarei o porqu\u00ea). Por isso, e dado que a apari\u00e7\u00e3o da anosognosia \u00e9 muito diversa, na hora de realizar a avalia\u00e7\u00e3o neuropsicol\u00f3gica devem adaptar-se os testes a administrar \u00e0 situa\u00e7\u00e3o individual e \u00fanica do paciente. Portanto, ficaria ao crit\u00e9rio do profissional como abordar a situa\u00e7\u00e3o com as habilidades que for adquirindo na sua experi\u00eancia.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Outra situa\u00e7\u00e3o que pode ocorrer durante as sess\u00f5es de reabilita\u00e7\u00e3o \u00e9 que o paciente com problemas de mem\u00f3ria (por exemplo, pessoas com Alzheimer<strong>) ignorem a exist\u00eancia de d\u00e9fices mn\u00e9sticos<\/strong>, podendo haver maior probabilidade de anosognosia quanto mais avan\u00e7ado for o progresso da doen\u00e7a (Hanseew et al., 2019). O que acontece com a anosognosia associada aos problemas de mem\u00f3ria nas pessoas que a sofrem (sobretudo da mem\u00f3ria epis\u00f3dica) \u00e9 que <strong>por mais que se confronte o paciente sobre a exist\u00eancia dessas dificuldades, isso n\u00e3o \u00e9 produtivo<\/strong>, porque eles se sentir\u00e3o pior e provavelmente na pr\u00f3xima sess\u00e3o n\u00e3o se lembrar\u00e3o do sucedido. Nesse sentido, recomendo a visualiza\u00e7\u00e3o de \u201c\u00bfCu\u00e1ndo y c\u00f3mo abordar la anosognosia?\u201d, um v\u00eddeo onde se diferencia a abordagem para as pessoas com Alzheimer e para aquelas que sofrem DCA (Ruiz-S\u00e1nchez de Le\u00f3n, 2020).<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Por tudo isto, n\u00e3o devemos esquecer de <strong>informar e educar os familiares e cuidadores<\/strong>, para que tenham em conta a anosognosia, pois ela pode ser fonte de conflitos onde tanto o paciente como o familiar podem sentir-se mal. Neste contexto, dois pilares consider\u00e1veis para abordar esta situa\u00e7\u00e3o s\u00e3o: <strong>compreens\u00e3o e empatia<\/strong>. Tanto por parte dos familiares, como do neuropsic\u00f3logo cl\u00ednico.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Em resumo, a anosognosia \u00e9 uma fiel companheira da les\u00e3o cerebral adquirida e das doen\u00e7as neurodegenerativas, que devemos ter em conta tanto na avalia\u00e7\u00e3o como na reabilita\u00e7\u00e3o neuropsicol\u00f3gica. O <strong>abordagem deve ser adaptada ao paciente e colocada a partir de uma perspetiva multidisciplinar.<\/strong> Ademais, deve incluir-se os pr\u00f3prios familiares e torn\u00e1-los participantes no caminho para a melhoria da qualidade de vida das pessoas que queremos ajudar.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\"><strong>Bibliografia<\/strong><\/h3>\n\n<ul class=\"wp-block-list has-sm-font-size\">\n<li>Acharya, A. B., e S\u00e1nchez-Manso, J. C. (2018). Anosognosia. StatPearls Publishing: Treasure Island (Florida).<\/li>\n\n\n\n<li>Hanseeuw, B. J., Scott, M. R., Sikkes, S. A., Properzi, M., Gatchel, J. R., Salmon, E., &#8230; e Alzheimer&#8217;s Disease Neuroimaging Initiative. (2020). Evolution of anosognosia in alzheimer&#8217;s disease and its relationship to amyloid.&nbsp;<em>Annals of neurology<\/em>,&nbsp;<em>87<\/em>(2), 267-280.<\/li>\n\n\n\n<li>Langer, K. G., e Levine, D. N. (2014). Babinski, J. (1914). Contribution to the study of the mental disorders in hemiplegia of organic cerebral origin (anosognosia). Traduzido por K.G. Langer &amp; D.N. Levine. Traduzido do original Contribution \u00e0 l&#8217;\u00c9tude des Troubles Mentaux dans l&#8217;H\u00e9mipl\u00e9gie Organique C\u00e9r\u00e9brale (Anosognosie).&nbsp;<em>Cortex; a journal devoted to the study of the nervous system and behavior<\/em>,&nbsp;<em>61<\/em>, 5\u20138.<\/li>\n\n\n\n<li>Mondrag\u00f3n, J. D., Maurits, N. M., e De Deyn, P. P. (2019). Functional neural correlates of anosognosia in mild cognitive impairment and alzheimer\u2019s disease: a systematic review.&nbsp;<em>Neuropsychology review<\/em>,&nbsp;<em>29<\/em>(2), 139-165.<\/li>\n\n\n\n<li>Mograbi, D. C., e Morris, R. G. (2018). Anosognosia.&nbsp;<em>Cortex; a journal devoted to the study of the nervous system and behavior<\/em>,&nbsp;<em>103<\/em>, 385-386.<\/li>\n\n\n\n<li>Pia, L., Neppi-Modona, M., Ricci, R., &amp; Berti, A. (2004). The anatomy of anosognosia for hemiplegia: a meta-analysis.&nbsp;<em>Cortex<\/em>,&nbsp;<em>40<\/em>(2), 367-377.<\/li>\n\n\n\n<li>Ruiz-S\u00e1nchez de Le\u00f3n, J.M. [LOGICORTEX Neuropsicolog\u00eda]. (2020, 2 de setembro). Quando e como abordar a anosognosia? [Arquivo de v\u00eddeo]. Recuperado de https:\/\/www.youtube.com\/watch?v=uJi7_v_CluM<\/li>\n\n\n\n<li>Ramachandran, V. S. (1995). Anosognosia in parietal lobe syndrome.&nbsp;<em>Consciousness and cognition<\/em>,&nbsp;<em>4<\/em>(1), 22-51.<\/li>\n\n\n\n<li>Sims, A. (2014).&nbsp;<em>Anosognosia and the very idea of psychodynamic neuroscience<\/em>&nbsp;(No. Ph. D.). Deakin University.<\/li>\n<\/ul>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\"><strong>Mais Bibliografia Recomendada<\/strong><\/h3>\n\n\n\n<ul class=\"wp-block-list has-sm-font-size\">\n<li>Orfei, M. D., Caltagirone, C., e Spalletta, G. (2009). The evaluation of anosognosia in stroke patients.&nbsp;<em>Cerebrovascular diseases<\/em>,&nbsp;<em>27<\/em>(3), 280-289.<\/li>\n\n\n\n<li>Starkstein, S. E. (2014). Anosognosia in Alzheimer&#8217;s disease: diagnosis, frequency, mechanism and clinical correlates.&nbsp;<em>Cortex<\/em>,&nbsp;<em>61<\/em>, 64-73.<\/li>\n<\/ul>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\">Se voc\u00ea gostou deste artigo sobre a anosognosia, talvez tamb\u00e9m se interesse por estas outras postagens:<\/h3>\n\n<div class=\"mai-grid entries entries-grid has-boxed has-image-full\" style=\"--entry-title-font-size:var(--font-size-lg);--align-text:start;--entry-meta-text-align:start;\"><div class=\"entries-wrap has-columns\" style=\"--columns-xs:1\/1;--columns-sm:1\/1;--columns-md:1\/3;--columns-lg:1\/3;--flex-xs:0 0 var(--flex-basis);--flex-sm:0 0 var(--flex-basis);--flex-md:0 0 var(--flex-basis);--flex-lg:0 0 var(--flex-basis);--column-gap:var(--spacing-lg);--row-gap:var(--spacing-lg);--align-columns:start;\"><article class=\"entry entry-grid is-column has-entry-link has-image has-image-first type-post category-linhas-de-investigacao tag-evaluacion-neuropsicologica 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neuropsicologia<\/a><\/h3>\n<\/div><\/article><article class=\"entry entry-grid is-column has-entry-link has-image has-image-first type-post category-alzheimer tag-demencia tag-doenca-de-alzheimer tag-memoria\" style=\"--entry-index:2;\" aria-label=\"A linguagem como fator preditivo das dem\u00eancias\" itemscope itemtype=\"https:\/\/schema.org\/CreativeWork\"><a class=\"entry-image-link\" href=\"https:\/\/neuronup.com\/br\/noticias-de-estimulacao-cognitiva\/doencas-neurodegenerativas\/alzheimer\/a-linguagem-como-fator-preditor-das-demencias\/\" tabindex=\"-1\" aria-hidden=\"true\"><img decoding=\"async\" width=\"400\" height=\"267\" src=\"https:\/\/neuronup.com\/br\/wp-content\/uploads\/2023\/11\/El-lenguaje-como-factor-predictor-de-las-demencias-.webp\" class=\"entry-image size-landscape-sm\" alt=\"Ilustra\u00e7\u00e3o em preto e branco de um c\u00e9rebro estilizado que se desintegra na parte superior, com um rosto emergente.\" 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como fator preditivo das dem\u00eancias<\/a><\/h3>\n<\/div><\/article><article class=\"entry entry-grid is-column has-entry-link has-image has-image-first type-post category-transtornos-do-desenvolvimento tag-ninos tag-testemunhos\" style=\"--entry-index:3;\" aria-label=\"Estimula\u00e7\u00e3o cognitiva na escola: o caso de Salesianos Los Boscos\" itemscope itemtype=\"https:\/\/schema.org\/CreativeWork\"><a class=\"entry-image-link\" href=\"https:\/\/neuronup.com\/br\/noticias-de-estimulacao-cognitiva\/transtornos-do-desenvolvimento\/a-estimulacao-cognitiva-nas-escolas-o-caso-da-salesianos-los-boscos\/\" tabindex=\"-1\" aria-hidden=\"true\"><img decoding=\"async\" width=\"400\" height=\"300\" src=\"https:\/\/neuronup.com\/br\/wp-content\/uploads\/2022\/03\/Un-alumno-de-Salesianos-Los-Boscos-trabajando-la-estimulacion-cognitiva-con-NeuronUP-400x300-1.webp\" class=\"entry-image size-landscape-sm\" alt=\"Aluno em sala de aula, sentado diante de um notebook com m\u00e1scara, concentrado em 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class=\"entry-title\" itemprop=\"headline\"><a class=\"entry-title-link\" href=\"https:\/\/neuronup.com\/br\/noticias-de-estimulacao-cognitiva\/transtornos-do-desenvolvimento\/a-estimulacao-cognitiva-nas-escolas-o-caso-da-salesianos-los-boscos\/\" rel=\"bookmark\">Estimula\u00e7\u00e3o cognitiva na escola: o caso de Salesianos Los Boscos<\/a><\/h3>\n<\/div><\/article><article class=\"entry entry-grid is-column has-entry-link has-image has-image-first type-post category-linhas-de-investigacao tag-doenca-de-alzheimer tag-investigacion\" style=\"--entry-index:4;\" aria-label=\"Biomarcadores sangu\u00edneos na doen\u00e7a de Alzheimer: como prever a progress\u00e3o cl\u00ednica com neuroimagem\" itemscope itemtype=\"https:\/\/schema.org\/CreativeWork\"><a class=\"entry-image-link\" href=\"https:\/\/neuronup.com\/br\/investigacao\/linhas-de-investigacao\/biomarcadores-sanguineos-em-alzheimer-como-prever-a-progressao-clinica-com-neuroimagem\/\" tabindex=\"-1\" aria-hidden=\"true\"><img 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class=\"entry-wrap entry-wrap-grid\"><h3 class=\"entry-title\" itemprop=\"headline\"><a class=\"entry-title-link\" href=\"https:\/\/neuronup.com\/br\/investigacao\/linhas-de-investigacao\/biomarcadores-sanguineos-em-alzheimer-como-prever-a-progressao-clinica-com-neuroimagem\/\" rel=\"bookmark\">Biomarcadores sangu\u00edneos na doen\u00e7a de Alzheimer: como prever a progress\u00e3o cl\u00ednica com neuroimagem<\/a><\/h3>\n<\/div><\/article><article class=\"entry entry-grid is-column has-entry-link has-image has-image-first type-post category-transtorno-bipolar tag-salud-mental\" style=\"--entry-index:5;\" aria-label=\"Transtorno bipolar: o que \u00e9, tipos, causas, sintomas, diagn\u00f3stico e tratamento\" itemscope itemtype=\"https:\/\/schema.org\/CreativeWork\"><a class=\"entry-image-link\" href=\"https:\/\/neuronup.com\/br\/noticias-de-estimulacao-cognitiva\/doenca-mental\/transtorno-bipolar\/transtorno-bipolar-o-que-e-tipos-causas-sintomas-diagnostico-e-tratamento\/\" 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anosognosia, com o que pode estar associada e que implica\u00e7\u00f5es tem no dia a dia. 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